antigas Publicado: 8/11/2007 | 09:16

PMDB fecha questão e votará a favor da CPMF

Leandro Colon
Correio Braziliense

Em reunião tensa, maioria do partido no Senado se posiciona favoravelmente à prorrogação da contribuição provisória até 2011
 
Numa reunião tensa, o PMDB decidiu ontem fechar posição a favor da prorrogação da CPMF no Senado. Dos 20 senadores do partido, 17 participaram do encontro. Desses, 14 votaram a favor da CPMF, um contra e dois optaram pela abstenção. Entre esses dois está o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele negou que sua postura de se abster tenha sido algum recado ao governo. “Foi um gesto político, para não dizerem nas manchetes que comandei um fechamento de questão. Seguirei a posição da bancada, afirmou. A outra abstenção foi de Pedro Simon (RS).

Nem passa pela cabeça do governo ficar sem os votos do PMDB, a maior bancada na Casa. Na reunião, os peemedebistas reivindicaram para o partido a iniciativa da proposta do Palácio do Planalto de criar uma faixa de isenção de CPMF. Isso porque há um projeto no Senado do líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), que sugere isentar do imposto do cheque quem ganha até R$ 1,7 mil. O governo propõe estender essa faixa a R$ 4.340.

Os peemedebistas também defenderam a redução da alíquota da CPMF, hoje em 0,38%. Integrante da bancada, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), avisou que o Palácio do Planalto ainda não descartou a possibilidade de diminuir a alíquota do imposto, embora saiba que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é contra essa proposta.

Apesar de assumir posição a favor da CPMF, o PMDB dificilmente punirá quem seguir caminho contrário. Foi o que ficou definido internamente. A atitude de ontem visa a marcar território dentro do Senado e mostrar lealdade ao Palácio do Planalto.

Dissidentes
Dos três que faltaram à reunião de ontem, um é considerado voto contra a CPMF: Jarbas Vasconcelos (PE). O senador pernambucano não poupou críticas à decisão do PMDB. Isso mostra a mediocridade de um partido que obriga alguém a votar a favor de um imposto, afirmou.

O outro voto dado como certo contra a CPMF é o de Mão Santa (PI), que, no encontro da bancada, ficou sozinho na posição pela não prorrogação do imposto. Mão Santa, aliás, protagonizou cenas de tensão na reunião. Ao criticar a CPMF, foi rebatido pela líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA).

A senadora mostrou ao colega uma planilha de investimentos no Piauí, estado de Mão Santa, oriundos de recursos da própria CPMF. O senador, porém, disse que o governo estava “mentindo” e elevou o tom da discussão. Além de Jarbas, faltaram à reunião da bancada Paulo Duque (RJ) e Valter Pereira (MS). O primeiro entra na contra a favor do governo, enquanto o segundo é considerado um indeciso. Integrante da Comissão de Constituição e Justiça, ele exige que o governo apresente na semana que vem uma proposta de reforma tributária. Caso contrário, ameaça ficar contra a prorrogação do imposto.

Foi um gesto político, para não dizerem nas manchetes que comandei um fechamento de questão. Seguirei a posição da bancada 

Senador Renan Calheiros (PMDB-AL)

Leandro Colon
Correio Braziliense

Em reunião tensa, maioria do partido no Senado se posiciona favoravelmente à prorrogação da contribuição provisória até 2011
 
Numa reunião tensa, o PMDB decidiu ontem fechar posição a favor da prorrogação da CPMF no Senado. Dos 20 senadores do partido, 17 participaram do encontro. Desses, 14 votaram a favor da CPMF, um contra e dois optaram pela abstenção. Entre esses dois está o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele negou que sua postura de se abster tenha sido algum recado ao governo. “Foi um gesto político, para não dizerem nas manchetes que comandei um fechamento de questão. Seguirei a posição da bancada, afirmou. A outra abstenção foi de Pedro Simon (RS).

Nem passa pela cabeça do governo ficar sem os votos do PMDB, a maior bancada na Casa. Na reunião, os peemedebistas reivindicaram para o partido a iniciativa da proposta do Palácio do Planalto de criar uma faixa de isenção de CPMF. Isso porque há um projeto no Senado do líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), que sugere isentar do imposto do cheque quem ganha até R$ 1,7 mil. O governo propõe estender essa faixa a R$ 4.340.

Os peemedebistas também defenderam a redução da alíquota da CPMF, hoje em 0,38%. Integrante da bancada, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), avisou que o Palácio do Planalto ainda não descartou a possibilidade de diminuir a alíquota do imposto, embora saiba que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é contra essa proposta.

Apesar de assumir posição a favor da CPMF, o PMDB dificilmente punirá quem seguir caminho contrário. Foi o que ficou definido internamente. A atitude de ontem visa a marcar território dentro do Senado e mostrar lealdade ao Palácio do Planalto.

Dissidentes
Dos três que faltaram à reunião de ontem, um é considerado voto contra a CPMF: Jarbas Vasconcelos (PE). O senador pernambucano não poupou críticas à decisão do PMDB. Isso mostra a mediocridade de um partido que obriga alguém a votar a favor de um imposto, afirmou.

O outro voto dado como certo contra a CPMF é o de Mão Santa (PI), que, no encontro da bancada, ficou sozinho na posição pela não prorrogação do imposto. Mão Santa, aliás, protagonizou cenas de tensão na reunião. Ao criticar a CPMF, foi rebatido pela líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA).

A senadora mostrou ao colega uma planilha de investimentos no Piauí, estado de Mão Santa, oriundos de recursos da própria CPMF. O senador, porém, disse que o governo estava “mentindo” e elevou o tom da discussão. Além de Jarbas, faltaram à reunião da bancada Paulo Duque (RJ) e Valter Pereira (MS). O primeiro entra na contra a favor do governo, enquanto o segundo é considerado um indeciso. Integrante da Comissão de Constituição e Justiça, ele exige que o governo apresente na semana que vem uma proposta de reforma tributária. Caso contrário, ameaça ficar contra a prorrogação do imposto.

Foi um gesto político, para não dizerem nas manchetes que comandei um fechamento de questão. Seguirei a posição da bancada 

Senador Renan Calheiros (PMDB-AL)