antigas Publicado: 9/11/2007 | 08:47

Planalto exige fidelidade de 51 senadores governistas

Leonencio Nossa
O Estado de S. Paulo

Mares Guia pede que presidentes e líderes se empenhem para garantir votos

O governo exigiu ontem dos 51 senadores aliados fidelidade na votação da emenda que prorroga a CPMF. Em reunião do Conselho Político no Planalto, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, pediu aos presidentes e líderes dos 11 partidos governistas que se empenhem para que seus senadores tenham a mesma atitude dos deputados da base, que aprovaram a emenda na Câmara. Segundo participantes do encontro, Mares Guia ressalvou que não estava ali para cobrar, mas “para sintonizar”.

Na reunião, que durou duas horas, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), observou que “em tese” o Planalto tem 51 votos para aprovar a CPMF. Ele excluiu da conta os dissidentes, como Cristovam Buarque (PDT-DF), Jefferson Péres (PDT-AM), Mão Santa (PMDB-PI) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Por outro lado, os líderes governistas avaliaram que também haverá dissidências na oposição. Eles chegaram a afirmar que três senadores do PSDB, que fechou questão contra a CPMF, devem votar a favor da emenda no plenário. Para passar no Senado, a proposta precisa ter 49 votos, equivalentes a três quintos dos senadores.

Em entrevista após o encontro, Mares Guia negou que o governo planeje represálias contra os senadores aliados que votem contra o imposto do cheque. Ele ressaltou, porém, que o governo cobra uma posição fechada dos partidos da base.

POLÍTICO

“O fechamento de questão é político, não é punitivo”, afirmou. “Não vamos ameaçar ninguém, porque temos garantia da convicção desses senadores em relação à importância da CPMF.”

Nas últimas semanas o governo tem dito que consegue 49 votos no Senado. Apesar disso, os líderes aliados e ministros da articulação política ainda se empenham nas negociações com a oposição. Ontem, Mares Guia repetiu que o governo tem votos suficientes para aprovar a CPMF. Indagado se o governo, então, não precisava mais dos votos do PSDB, ele negou. “Precisamos de todo mundo. Vocês é que estão dizendo que não precisa. Tanto precisa que eu estou procurando. Não queremos fazer a política de, por termos maioria, desconhecermos a oposição.” O ministro disse que o governo tem votos suficientes para aprovar a CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na terça-feira.

Ele informou que nos próximos dias divulgará levantamento mostrando que muitos Estados recebem mais dinheiro da contribuição do que de suas fontes de receita. Seria a situação, por exemplo, do Tocantins. Sobre a atuação dos governadores tucanos José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas, nas negociações, Mares Guia afirmou apenas que “eles estão empenhados em ajudar”.



Leonencio Nossa
O Estado de S. Paulo

Mares Guia pede que presidentes e líderes se empenhem para garantir votos

O governo exigiu ontem dos 51 senadores aliados fidelidade na votação da emenda que prorroga a CPMF. Em reunião do Conselho Político no Planalto, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, pediu aos presidentes e líderes dos 11 partidos governistas que se empenhem para que seus senadores tenham a mesma atitude dos deputados da base, que aprovaram a emenda na Câmara. Segundo participantes do encontro, Mares Guia ressalvou que não estava ali para cobrar, mas “para sintonizar”.

Na reunião, que durou duas horas, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), observou que “em tese” o Planalto tem 51 votos para aprovar a CPMF. Ele excluiu da conta os dissidentes, como Cristovam Buarque (PDT-DF), Jefferson Péres (PDT-AM), Mão Santa (PMDB-PI) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Por outro lado, os líderes governistas avaliaram que também haverá dissidências na oposição. Eles chegaram a afirmar que três senadores do PSDB, que fechou questão contra a CPMF, devem votar a favor da emenda no plenário. Para passar no Senado, a proposta precisa ter 49 votos, equivalentes a três quintos dos senadores.

Em entrevista após o encontro, Mares Guia negou que o governo planeje represálias contra os senadores aliados que votem contra o imposto do cheque. Ele ressaltou, porém, que o governo cobra uma posição fechada dos partidos da base.

POLÍTICO

“O fechamento de questão é político, não é punitivo”, afirmou. “Não vamos ameaçar ninguém, porque temos garantia da convicção desses senadores em relação à importância da CPMF.”

Nas últimas semanas o governo tem dito que consegue 49 votos no Senado. Apesar disso, os líderes aliados e ministros da articulação política ainda se empenham nas negociações com a oposição. Ontem, Mares Guia repetiu que o governo tem votos suficientes para aprovar a CPMF. Indagado se o governo, então, não precisava mais dos votos do PSDB, ele negou. “Precisamos de todo mundo. Vocês é que estão dizendo que não precisa. Tanto precisa que eu estou procurando. Não queremos fazer a política de, por termos maioria, desconhecermos a oposição.” O ministro disse que o governo tem votos suficientes para aprovar a CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na terça-feira.

Ele informou que nos próximos dias divulgará levantamento mostrando que muitos Estados recebem mais dinheiro da contribuição do que de suas fontes de receita. Seria a situação, por exemplo, do Tocantins. Sobre a atuação dos governadores tucanos José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas, nas negociações, Mares Guia afirmou apenas que “eles estão empenhados em ajudar”.




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