antigas Publicado: 12/11/2007 | 10:17

Uma imagem desgastada

Jornal do Brasil

A percepção de que o trabalho legislativo não é bem avaliado pela população foi demonstrada pela pesquisa de opinião realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e o Instituto Sensus em abril último. Quando perguntados sobre o patamar de confiança nas instituições, 34,8% dos pesquisados indicaram a Igreja para o topo do ranking. O Congresso mereceu apenas 0,4% dos votos. E pior. Em novo levantamento em outubro, apenas 25,8% dos pesquisados votaram contra a extinção da Câmara e Senado. Outros 45% foram favoráveis à sugestão de unificação das duas casas. O diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, lembra que avaliar quantidade e qualidade do trabalho dos parlamentares não é tarefa fácil.

O parlamento pode não promulgar uma única lei e ser produtivo na fiscalização do Executivo, algo que geralmente os parlamentares não fazem - explicou.

A opinião de Abramo é compartilhada pelo presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, o tucano Vaz de Lima.

Números não servem para avaliar o trabalho - acredita.

No levantamento realizado pela ONG, a Assembléia paulista é a mais econômica do país. Cada paulista paga R$10,63 anuais por parlamentar. Para Vaz de Lima, o custo do parlamento é baixo, seja no nível federal, estadual ou municipal.

Não creio ser preferível voltar ao tempo da ditadura, quando também se pagava, e tínhamos casas absolutamente servis aos governantes de plantão, sem nenhuma transparência - argumenta.

Já o presidente da Unale ressalta que a atuação dos parlamentares, em qualquer nível legislativo, acontece a cada quatro anos, nas urnas.

Esse é o melhor controle, feito pelo povo nas eleições. Ou seja, se fazer projetos de lei fosse o mais importante, era só contratar uma consultoria para fazer projetos - conclui o presidente dos legislativos estaduais.

Para Marcos Verlaine, analista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), legislar é fiscalizar os atos do Executivo, formular políticas públicas e representar a população.

Quando se descumpre essas três tarefas básicas orientadas pelo interesse público, o congressista deixa de ser um representante popular, a instituição cai em descrédito e o povo é quem paga por isso - comenta. - A evolução do trabalho dos par-lamentares depende da evolução da população. Quando a população atingir um nível mais avançado de instrução, consequentemente vamos melhorar - prevê Verlaine.

Jornal do Brasil

A percepção de que o trabalho legislativo não é bem avaliado pela população foi demonstrada pela pesquisa de opinião realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e o Instituto Sensus em abril último. Quando perguntados sobre o patamar de confiança nas instituições, 34,8% dos pesquisados indicaram a Igreja para o topo do ranking. O Congresso mereceu apenas 0,4% dos votos. E pior. Em novo levantamento em outubro, apenas 25,8% dos pesquisados votaram contra a extinção da Câmara e Senado. Outros 45% foram favoráveis à sugestão de unificação das duas casas. O diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, lembra que avaliar quantidade e qualidade do trabalho dos parlamentares não é tarefa fácil.

O parlamento pode não promulgar uma única lei e ser produtivo na fiscalização do Executivo, algo que geralmente os parlamentares não fazem - explicou.

A opinião de Abramo é compartilhada pelo presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, o tucano Vaz de Lima.

Números não servem para avaliar o trabalho - acredita.

No levantamento realizado pela ONG, a Assembléia paulista é a mais econômica do país. Cada paulista paga R$10,63 anuais por parlamentar. Para Vaz de Lima, o custo do parlamento é baixo, seja no nível federal, estadual ou municipal.

Não creio ser preferível voltar ao tempo da ditadura, quando também se pagava, e tínhamos casas absolutamente servis aos governantes de plantão, sem nenhuma transparência - argumenta.

Já o presidente da Unale ressalta que a atuação dos parlamentares, em qualquer nível legislativo, acontece a cada quatro anos, nas urnas.

Esse é o melhor controle, feito pelo povo nas eleições. Ou seja, se fazer projetos de lei fosse o mais importante, era só contratar uma consultoria para fazer projetos - conclui o presidente dos legislativos estaduais.

Para Marcos Verlaine, analista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), legislar é fiscalizar os atos do Executivo, formular políticas públicas e representar a população.

Quando se descumpre essas três tarefas básicas orientadas pelo interesse público, o congressista deixa de ser um representante popular, a instituição cai em descrédito e o povo é quem paga por isso - comenta. - A evolução do trabalho dos par-lamentares depende da evolução da população. Quando a população atingir um nível mais avançado de instrução, consequentemente vamos melhorar - prevê Verlaine.