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Publicado: 22/11/2007 | 11:08
Empresas bamburrando
Jornal de Brasília
Paulo Bernardo diz que todo mundo está ganhando mais
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, saiu em defesa do aumento da arrecadação, que bateu novo recorde em outubro, conforme divulgou o Jornal de Brasília na edição de ontem. "Isso é bom, porque nós não fizemos nenhum aumento de impostos. Nós estamos com um aumento da Receita porque há mais pessoas empregadas, os salários estão melhores, o comércio vai crescer mais de 10%. Então, as pessoas estão ganhando mais e as empresas estão bamburrando de ganhar dinheiro", disse o ministro.
A Receita arrecadou R$ 54,7 bilhões, alta real de 12% em relação a outubro do ano passado. Paulo Bernardo atribuiu o aumento da arrecadação em 10% entre janeiro e outubro de 2007, em comparação com o mesmo período do ano passado, ao bom desempenho das empresas. Ele rebateu a crítica de que o sistema financeiro era o mais lucrativo.
"Poucos anos atrás nós tínhamos notícias de que o sistema financeiro estava ganhando muito. Hoje, o sistema financeiro está ganhando e as empresas do setor não financeiro estão ganhando muito. Eu acho que é justo que, se as empresas estão ganhando mais, se estão tendo lucros, haja uma arrecadação maior", disse.
Paulo Bernardo acrescentou que ainda não foi definido o destino dos R$ 5 bilhões liberados do Orçamento para reforçar os gastos federais. A decisão de abrir os cofres, afirmou o ministro, foi tomada porque o governo também calcula uma queda no déficit da Previdência. "Vamos executar os programas que nós havíamos segurado no início do ano", afirmou o ministro. "Os gastos estão conforme o programado, controlados."
Para Paulo Bernardo, o recorde na arrecadação não compromete o esforço do governo para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. E a liberação dos recursos do Orçamento não tem ligação com a votação que caminha para a batalha final no plenário do Senado. "Quem não gosta da CPMF são os sonegadores", reiterou, ao defender a importância do imposto.
PAC
Paulo Bernardo, admitiu, também, que a execução de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não está indo no ritmo que o governo deseja. "Não está no ritmo que nós gostaríamos. Mas vamos fazer efetivamente muito mais investimentos do que nos anos anteriores. E temos muitos projetos praticamente prontos para serem executados", disse.
O ministro destacou os projetos na área de saneamento e habitação, que somam R$ 32 bilhões para obras em estados e municípios. Ele espera que, até o fim do ano, 90% desses recursos estejam contratados, para que o dinheiro seja liberado no começo do ano que vem. O ministro adiantou ainda que o governo está preocupado com o fato de que boa parte dos recursos empenhados para o PAC este ano só poderão ser executados, ou seja, efetivamente pagos, em 2008, o que os colocará como restos a pagar.
Crise no Ipea
O ministro do Planejamento negou que o afastamento de quatro pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) tenha motivação política e procurou reforçar a "independência" e "autonomia" da instituição. O afastamento dos pesquisadores Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli – considerados independentes e não-alinhados com o governo – foi anunciado na semana passada pela direção do Ipea, vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos, comandado por Roberto Mangabeira Unger.
"Ninguém tem a intenção de amordaçar o Ipea. O Ipea é uma instituição que tem autonomia e independência de pensamento. Sempre foi assim. O governo sempre preservou isso. Eu tenho certeza que o ministro Mangabeira e também o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, jamais compactuariam com a idéia de fazer censura", disse.
Jornal de Brasília
Paulo Bernardo diz que todo mundo está ganhando mais
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, saiu em defesa do aumento da arrecadação, que bateu novo recorde em outubro, conforme divulgou o Jornal de Brasília na edição de ontem. "Isso é bom, porque nós não fizemos nenhum aumento de impostos. Nós estamos com um aumento da Receita porque há mais pessoas empregadas, os salários estão melhores, o comércio vai crescer mais de 10%. Então, as pessoas estão ganhando mais e as empresas estão bamburrando de ganhar dinheiro", disse o ministro.
A Receita arrecadou R$ 54,7 bilhões, alta real de 12% em relação a outubro do ano passado. Paulo Bernardo atribuiu o aumento da arrecadação em 10% entre janeiro e outubro de 2007, em comparação com o mesmo período do ano passado, ao bom desempenho das empresas. Ele rebateu a crítica de que o sistema financeiro era o mais lucrativo.
"Poucos anos atrás nós tínhamos notícias de que o sistema financeiro estava ganhando muito. Hoje, o sistema financeiro está ganhando e as empresas do setor não financeiro estão ganhando muito. Eu acho que é justo que, se as empresas estão ganhando mais, se estão tendo lucros, haja uma arrecadação maior", disse.
Paulo Bernardo acrescentou que ainda não foi definido o destino dos R$ 5 bilhões liberados do Orçamento para reforçar os gastos federais. A decisão de abrir os cofres, afirmou o ministro, foi tomada porque o governo também calcula uma queda no déficit da Previdência. "Vamos executar os programas que nós havíamos segurado no início do ano", afirmou o ministro. "Os gastos estão conforme o programado, controlados."
Para Paulo Bernardo, o recorde na arrecadação não compromete o esforço do governo para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. E a liberação dos recursos do Orçamento não tem ligação com a votação que caminha para a batalha final no plenário do Senado. "Quem não gosta da CPMF são os sonegadores", reiterou, ao defender a importância do imposto.
PAC
Paulo Bernardo, admitiu, também, que a execução de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não está indo no ritmo que o governo deseja. "Não está no ritmo que nós gostaríamos. Mas vamos fazer efetivamente muito mais investimentos do que nos anos anteriores. E temos muitos projetos praticamente prontos para serem executados", disse.
O ministro destacou os projetos na área de saneamento e habitação, que somam R$ 32 bilhões para obras em estados e municípios. Ele espera que, até o fim do ano, 90% desses recursos estejam contratados, para que o dinheiro seja liberado no começo do ano que vem. O ministro adiantou ainda que o governo está preocupado com o fato de que boa parte dos recursos empenhados para o PAC este ano só poderão ser executados, ou seja, efetivamente pagos, em 2008, o que os colocará como restos a pagar.
Crise no Ipea
O ministro do Planejamento negou que o afastamento de quatro pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) tenha motivação política e procurou reforçar a "independência" e "autonomia" da instituição. O afastamento dos pesquisadores Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli – considerados independentes e não-alinhados com o governo – foi anunciado na semana passada pela direção do Ipea, vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos, comandado por Roberto Mangabeira Unger.
"Ninguém tem a intenção de amordaçar o Ipea. O Ipea é uma instituição que tem autonomia e independência de pensamento. Sempre foi assim. O governo sempre preservou isso. Eu tenho certeza que o ministro Mangabeira e também o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, jamais compactuariam com a idéia de fazer censura", disse.