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Publicado: 23/11/2007 | 08:45
Imposto do cheque expõe divisão tucana
Leandro Colon, Gustavo Krieger, Marcelo Rocha e Ricardo Allan
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Convenção Nacional do partido mostra que o PSDB ainda não chegou a um consenso quanto à prorrogação da cobrança da CPMF até 2011
Favoráveis à prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, os dois principais governadores do PSDB, Aécio Neves (Minas Gerais) e José Serra (São Paulo), adotaram posturas distintas ontem na abertura da convenção nacional do partido, em Brasília. Aécio não escondeu que ainda acredita num acordo entre governo e o PSDB, mesmo com a decisão da bancada do partido no Senado de fechar as portas de negociação. “Há tempo ainda para discussão. Mas depende muito mais do governo em apresentar uma proposta que seja nova, consistente e que atenda à sociedade no campo da desoneração tributária”, disse. “Senão, provavelmente, será essa posição do Senado, que é a última instância”, ressaltou.
Serra preferiu não questionar a posição da bancada. Ficou em cima do muro e disse que só discute o assunto internamente. “É um assunto da bancada de senadores. Não é da alçada dos governadores. Eu falo com a bancada, internamente”, afirmou.
Defesa aberta
Também governador tucano, Teotônio Vilela Filho (Alagoas) defendeu abertamente a aprovação da CPMF. “Será um grande erro do Congresso e do Senado se votarem contra o imposto. Mas não se pressiona senadores. Se dialoga”, afirmou. O discurso foi compartilhado pela governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. Ela, porém, incluiu a reforma tributária como contrapartida. “Defendo CPMF com reforma tributária, e não para trazer mais dinheiro ao governo federal.”
Presente à convenção, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi na contramão dos governadores e ficou do lado da bancada de senadores do partido. “Quando você está na oposição, tem que restringir a negociação ao Congresso. O PSDB já tomou uma posição. Não negocia toma cá, toma lá”, afirmou.
Viana e Mantega
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), descartou, pelo menos por enquanto, a convocação extraordinária da Casa durante o recesso de fim de ano para votar a CPMF. O petista acredita que até 22 de dezembro, quando começam as férias parlamentares, a votação da proposta que prorroga o tributo por mais quatro anos esteja finalizada. A Casa tem que ter disciplina e seguir um horizonte objetivo. Nosso objetivo agora é votar a CPMF, seja com o interesse da oposição, que é pela derrota, seja com o interesse da base do governo, que é pela aprovação, afirmou.
O governo retirou ontem mais um obstáculo nas negociações com a oposição em torno do imposto. A equipe econômica aceitou mudar as regras das Zonas de Processamento de Exportações (ZPE), dando mais benefícios fiscais e cambiais para as empresas que nelas se instalarem. O projeto é de interesse de parlamentares da oposição, especialmente do presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), que hoje passa o comando do partido ao senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Leandro Colon, Gustavo Krieger, Marcelo Rocha e Ricardo Allan
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Convenção Nacional do partido mostra que o PSDB ainda não chegou a um consenso quanto à prorrogação da cobrança da CPMF até 2011
Favoráveis à prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, os dois principais governadores do PSDB, Aécio Neves (Minas Gerais) e José Serra (São Paulo), adotaram posturas distintas ontem na abertura da convenção nacional do partido, em Brasília. Aécio não escondeu que ainda acredita num acordo entre governo e o PSDB, mesmo com a decisão da bancada do partido no Senado de fechar as portas de negociação. “Há tempo ainda para discussão. Mas depende muito mais do governo em apresentar uma proposta que seja nova, consistente e que atenda à sociedade no campo da desoneração tributária”, disse. “Senão, provavelmente, será essa posição do Senado, que é a última instância”, ressaltou.
Serra preferiu não questionar a posição da bancada. Ficou em cima do muro e disse que só discute o assunto internamente. “É um assunto da bancada de senadores. Não é da alçada dos governadores. Eu falo com a bancada, internamente”, afirmou.
Defesa aberta
Também governador tucano, Teotônio Vilela Filho (Alagoas) defendeu abertamente a aprovação da CPMF. “Será um grande erro do Congresso e do Senado se votarem contra o imposto. Mas não se pressiona senadores. Se dialoga”, afirmou. O discurso foi compartilhado pela governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. Ela, porém, incluiu a reforma tributária como contrapartida. “Defendo CPMF com reforma tributária, e não para trazer mais dinheiro ao governo federal.”
Presente à convenção, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi na contramão dos governadores e ficou do lado da bancada de senadores do partido. “Quando você está na oposição, tem que restringir a negociação ao Congresso. O PSDB já tomou uma posição. Não negocia toma cá, toma lá”, afirmou.
Viana e Mantega
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), descartou, pelo menos por enquanto, a convocação extraordinária da Casa durante o recesso de fim de ano para votar a CPMF. O petista acredita que até 22 de dezembro, quando começam as férias parlamentares, a votação da proposta que prorroga o tributo por mais quatro anos esteja finalizada. A Casa tem que ter disciplina e seguir um horizonte objetivo. Nosso objetivo agora é votar a CPMF, seja com o interesse da oposição, que é pela derrota, seja com o interesse da base do governo, que é pela aprovação, afirmou.
O governo retirou ontem mais um obstáculo nas negociações com a oposição em torno do imposto. A equipe econômica aceitou mudar as regras das Zonas de Processamento de Exportações (ZPE), dando mais benefícios fiscais e cambiais para as empresas que nelas se instalarem. O projeto é de interesse de parlamentares da oposição, especialmente do presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), que hoje passa o comando do partido ao senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).