antigas Publicado: 26/11/2007 | 10:07

Aluguel caro e polêmico

Lúcio Vaz
Correio Braziliense

Instituto Chico Mendes, que assumirá parte das funções do Ibama, vai alugar espaço para a sede própria, apesar de não ter novos funcionários. O custo pode chegar a R$ 300 mil mensais. Servidores protestam


 


Uma nota de aviso publicada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade no Diário Oficial da União na última quinta-feira, dia 22, chamou a atenção de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O Instituto Chico Mendes tornou público que necessita de um imóvel para locação no Plano Piloto, próximo à Esplanada dos Ministérios, para instalação da sua sede. Detalhe: o imóvel deverá ter área “aproximada” de 9.618m². Segundo cálculo feito pelos servidores, somente o aluguel consumirá R$ 300 mil por mês, sem falar nas despesas com luz, água, telefonia, vigilância, informática.

A Associação dos Servidores do Ibama (Asibama) divulgou carta na sexta para criticar a nova despesa. Segundo o raciocínio dos servidores, como o Instituto Chico Mendes é fruto da divisão do Ibama, não houve acréscimo de pessoal que justifique esse novo gasto. A locação de imóvel tão amplo seria mais uma demonstração de que divisão do órgão vai gerar apenas o aumento de gastos com atividades meio, sem contribuir para a sua atividade fim, que é a conservação do meio ambiente.

Os servidores afirmam que o orçamento do Ibama para este ano é de R$ 260 milhões. Com a divisão, o instituto terá R$ 161 milhões no próximo ano, enquanto o Instituto Chico Mendes terá mais R$ 120 milhões. O acréscimo do orçamento seria de apenas 9% sobre o ano anterior. Descontando a inflação de 5% ao ano, restaria um crescimento real de 4%. As críticas dos servidores de carreira vêm sendo feitas desde que foi anunciada a criação do novo órgão.

Recursos garantidos


A direção do Instituto Chico Mendes divulgou uma nota para responder à carta dos servidores. Afirmou que a locação de imóvel para instalar a nova não comprometerá os investimentos que o Instituto fará em 2008 nas unidades de conservação. “Os recursos orçamentários para unidades de conservação estão garantidos e terão um aumento de mais de 300%, passando de R$ 30 milhões em 2007 para R$ 101 milhões em 2008. Além disso, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos aprovou encaminhamento à Comissão de Orçamento de emenda no valor de R$ 85 milhões para investimentos em unidades de conservação no próximo ano.”

O Instituto Chico Mendes acrescentou que antes de decidir pela locação de imóvel, a direção consultou os órgãos da administração pública, concluindo-se pela inexistência de prédio público disponível para abrigar a nova sede. O processo de locação teria seguido “todos os preceitos legais da administração pública”.

A assessoria do Instituto Chico Mendes também informou que o órgão funciona hoje na sede do Ibama, que tem área construída de 40 mil m². Ao mesmo tempo, alguns setores do antigo órgão ambiental estão instalados em prédios alugados em Brasília. Com a locação do novo prédio, esses setores poderiam retornar à sede do Ibama, gerando economia à administração pública.

Lúcio Vaz
Correio Braziliense

Instituto Chico Mendes, que assumirá parte das funções do Ibama, vai alugar espaço para a sede própria, apesar de não ter novos funcionários. O custo pode chegar a R$ 300 mil mensais. Servidores protestam


 


Uma nota de aviso publicada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade no Diário Oficial da União na última quinta-feira, dia 22, chamou a atenção de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O Instituto Chico Mendes tornou público que necessita de um imóvel para locação no Plano Piloto, próximo à Esplanada dos Ministérios, para instalação da sua sede. Detalhe: o imóvel deverá ter área “aproximada” de 9.618m². Segundo cálculo feito pelos servidores, somente o aluguel consumirá R$ 300 mil por mês, sem falar nas despesas com luz, água, telefonia, vigilância, informática.

A Associação dos Servidores do Ibama (Asibama) divulgou carta na sexta para criticar a nova despesa. Segundo o raciocínio dos servidores, como o Instituto Chico Mendes é fruto da divisão do Ibama, não houve acréscimo de pessoal que justifique esse novo gasto. A locação de imóvel tão amplo seria mais uma demonstração de que divisão do órgão vai gerar apenas o aumento de gastos com atividades meio, sem contribuir para a sua atividade fim, que é a conservação do meio ambiente.

Os servidores afirmam que o orçamento do Ibama para este ano é de R$ 260 milhões. Com a divisão, o instituto terá R$ 161 milhões no próximo ano, enquanto o Instituto Chico Mendes terá mais R$ 120 milhões. O acréscimo do orçamento seria de apenas 9% sobre o ano anterior. Descontando a inflação de 5% ao ano, restaria um crescimento real de 4%. As críticas dos servidores de carreira vêm sendo feitas desde que foi anunciada a criação do novo órgão.

Recursos garantidos


A direção do Instituto Chico Mendes divulgou uma nota para responder à carta dos servidores. Afirmou que a locação de imóvel para instalar a nova não comprometerá os investimentos que o Instituto fará em 2008 nas unidades de conservação. “Os recursos orçamentários para unidades de conservação estão garantidos e terão um aumento de mais de 300%, passando de R$ 30 milhões em 2007 para R$ 101 milhões em 2008. Além disso, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos aprovou encaminhamento à Comissão de Orçamento de emenda no valor de R$ 85 milhões para investimentos em unidades de conservação no próximo ano.”

O Instituto Chico Mendes acrescentou que antes de decidir pela locação de imóvel, a direção consultou os órgãos da administração pública, concluindo-se pela inexistência de prédio público disponível para abrigar a nova sede. O processo de locação teria seguido “todos os preceitos legais da administração pública”.

A assessoria do Instituto Chico Mendes também informou que o órgão funciona hoje na sede do Ibama, que tem área construída de 40 mil m². Ao mesmo tempo, alguns setores do antigo órgão ambiental estão instalados em prédios alugados em Brasília. Com a locação do novo prédio, esses setores poderiam retornar à sede do Ibama, gerando economia à administração pública.