antigas Publicado: 27/11/2007 | 09:19

Reajuste engavetado

Correio Braziliense

Se a CPMF for derrotada, a conta não ficará apenas no quesito investimento nos estados. Na reunião de coordenação de governo, o presidente Lula pediu aos ministros da área econômica que suspendam todos os reajustes de servidores previstos para o ano que vem. A ordem é que fique tudo congelado até que o governo tenha certeza da aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A medida vai atingir pelo menos 300 mil servidores, que esperam pela correção dentro do plano geral de cargos e agora correm o risco de ficar de bolsos vazios.

A determinação tem alguns objetivos velados. Um deles é tentar levar grupos de servidores ao Legislativo de forma a pressionar os senadores pela aprovação do imposto do cheque. A outra é deixar a oposição ciente de que não é contra o presidente Lula que eles estão votando, e sim contra as despesas que são pagas com os R$ 40 bilhões que o governo arrecada com o imposto do cheque. 

Questão de jeito
Os líderes aliados ao governo no Senado ficaram meio desapontados com o fato de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter anunciado que a reforma tributária fica para depois. “Deveria, pelo menos, ter avisado o líder do governo antes de contar para a imprensa”, comentou o senador Renato Casagrande (PSB-ES). 
 
Virou o tempo
O Democratas começou a trabalhar a hipótese de acelerar a tramitação da CPMF. A sensação de setores do partido é a de que quanto mais atrasar, mais o governo tem condições de conquistar votos favoráveis à prorrogação do imposto. 
 
A fila anda
Depois que o procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, concluiu as denúncias do mensalão, o mundo político espera que ele represente em breve contra a máfia dos sanguessugas. 
 
No forno
Crescem os apoios à proposta de resolução do Senado aprovada na CAE semana passada, regulamentando a conversão da dívida externa dos estados para reais. Resultado de uma parceria do secretário de Fazenda do Rio, Joaquim Levy, com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, a medida permitirá diminuir a dívida externa sem trazer mais dólares para o Brasil. E, de quebra, dá uma proteção para os estados se o câmbio virar. Um dos que apóia o texto é o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Se a oposição topar, a resolução será votada ainda este ano no plenário. 
 
No cafezinho
Sotaque/ Ao comentar com correligionários a disputa pela presidência nacional do Partido dos Trabalhadores, o deputado José Mentor (PT-SP), um dos articuladores da campanha do colega Jilmar Tatto (PT-SP), lembra que, independentemente do resultado, a presidência da legenda permanecerá em São Paulo. O petista argumentava que os principais nomes que estão no páreo, como Ricardo Berzoini, Jilmar Tatto, Valter Pomar e José Eduardo Cardozo são do diretório paulista. “O mais curioso de tudo isso é que os companheiros do Norte e Nordeste que defendiam a ‘despaulistização’ do PT agora não tocam mais no assunto. Os governadores Jaques Wagner (BA), Ana Júlia Carepa (PA) e o prefeito do Recife, João Paulo, por exemplo, estão do lado do Cardozo. Não dá pra entender”, alfineta Mentor.

Primeiro, os gaúchos/ O Democratas está afinado com novas tecnologias para aumentar a exposição de seus pré-candidatos nas eleições municipais. Agora, os cafés da manhã oferecidos na liderança do partido na Câmara podem ser acompanhados em tempo real via internet. Na primeira transmissão, Onyx Lorenzoni (RS), Matteo Chiarelli (RS) e Ronaldo Caiado (GO) falaram aos eleitores de suas cidades. Só faltou conectar José Carlos Aleluia (BA) aos internautas de sua Salvador. “Estamos aumentando a banda ainda”, justificou Onyx.

Lembrete/ O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), parece mesmo determinado a disciplinar o tempo de Mão Santa (PMDB-PI) ao microfone. Dia desses, quando o peemedebista subiu à tribuna para fazer seu pronunciamento, Tião chamou a atenção do piauiense pela segunda vez: “Favor observar o tempo regimental”. Mão Santa, visivelmente contrariado, novamente retrucou: “Vou sentir saudades do Renan”.

É melhor desfilar de “rasteirinha”/ Quem acompanha com uma lupa as coisas no PSDB jura que a eleição de José Aníbal (SP) para o cargo de líder do partido não será o passeio que ele pensa. Vem mais disputa por aí.

Correio Braziliense

Se a CPMF for derrotada, a conta não ficará apenas no quesito investimento nos estados. Na reunião de coordenação de governo, o presidente Lula pediu aos ministros da área econômica que suspendam todos os reajustes de servidores previstos para o ano que vem. A ordem é que fique tudo congelado até que o governo tenha certeza da aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A medida vai atingir pelo menos 300 mil servidores, que esperam pela correção dentro do plano geral de cargos e agora correm o risco de ficar de bolsos vazios.

A determinação tem alguns objetivos velados. Um deles é tentar levar grupos de servidores ao Legislativo de forma a pressionar os senadores pela aprovação do imposto do cheque. A outra é deixar a oposição ciente de que não é contra o presidente Lula que eles estão votando, e sim contra as despesas que são pagas com os R$ 40 bilhões que o governo arrecada com o imposto do cheque. 

Questão de jeito
Os líderes aliados ao governo no Senado ficaram meio desapontados com o fato de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter anunciado que a reforma tributária fica para depois. “Deveria, pelo menos, ter avisado o líder do governo antes de contar para a imprensa”, comentou o senador Renato Casagrande (PSB-ES). 
 
Virou o tempo
O Democratas começou a trabalhar a hipótese de acelerar a tramitação da CPMF. A sensação de setores do partido é a de que quanto mais atrasar, mais o governo tem condições de conquistar votos favoráveis à prorrogação do imposto. 
 
A fila anda
Depois que o procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, concluiu as denúncias do mensalão, o mundo político espera que ele represente em breve contra a máfia dos sanguessugas. 
 
No forno
Crescem os apoios à proposta de resolução do Senado aprovada na CAE semana passada, regulamentando a conversão da dívida externa dos estados para reais. Resultado de uma parceria do secretário de Fazenda do Rio, Joaquim Levy, com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, a medida permitirá diminuir a dívida externa sem trazer mais dólares para o Brasil. E, de quebra, dá uma proteção para os estados se o câmbio virar. Um dos que apóia o texto é o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Se a oposição topar, a resolução será votada ainda este ano no plenário. 
 
No cafezinho
Sotaque/ Ao comentar com correligionários a disputa pela presidência nacional do Partido dos Trabalhadores, o deputado José Mentor (PT-SP), um dos articuladores da campanha do colega Jilmar Tatto (PT-SP), lembra que, independentemente do resultado, a presidência da legenda permanecerá em São Paulo. O petista argumentava que os principais nomes que estão no páreo, como Ricardo Berzoini, Jilmar Tatto, Valter Pomar e José Eduardo Cardozo são do diretório paulista. “O mais curioso de tudo isso é que os companheiros do Norte e Nordeste que defendiam a ‘despaulistização’ do PT agora não tocam mais no assunto. Os governadores Jaques Wagner (BA), Ana Júlia Carepa (PA) e o prefeito do Recife, João Paulo, por exemplo, estão do lado do Cardozo. Não dá pra entender”, alfineta Mentor.

Primeiro, os gaúchos/ O Democratas está afinado com novas tecnologias para aumentar a exposição de seus pré-candidatos nas eleições municipais. Agora, os cafés da manhã oferecidos na liderança do partido na Câmara podem ser acompanhados em tempo real via internet. Na primeira transmissão, Onyx Lorenzoni (RS), Matteo Chiarelli (RS) e Ronaldo Caiado (GO) falaram aos eleitores de suas cidades. Só faltou conectar José Carlos Aleluia (BA) aos internautas de sua Salvador. “Estamos aumentando a banda ainda”, justificou Onyx.

Lembrete/ O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), parece mesmo determinado a disciplinar o tempo de Mão Santa (PMDB-PI) ao microfone. Dia desses, quando o peemedebista subiu à tribuna para fazer seu pronunciamento, Tião chamou a atenção do piauiense pela segunda vez: “Favor observar o tempo regimental”. Mão Santa, visivelmente contrariado, novamente retrucou: “Vou sentir saudades do Renan”.

É melhor desfilar de “rasteirinha”/ Quem acompanha com uma lupa as coisas no PSDB jura que a eleição de José Aníbal (SP) para o cargo de líder do partido não será o passeio que ele pensa. Vem mais disputa por aí.