antigas Publicado: 5/12/2007 | 09:39

Rio terá 310 mil empregos até 2010

Cláudia Dantas
Jornal do Brasil

Nos próximos três anos, o Estado do Rio deve receber R$ 107,3 bilhões em investimentos públicos e privados e gerar 310 mil empregos. Se os números divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) forem confirmados, a economia fluminense pode ocupar a segunda colocação no ranking de exportações do país até 2015.

Os dados otimistas estão no relatório Decisão Rio, que mapeia projetos das principais empresas públicas e privadas para o próximo triênio (2008-2010). Segundo Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, o volume de investimentos de toda a indústria supera o último levantamento feito há três anos: R$ 69,5 bilhões.

O esvaziamento do Rio foi sepultado, é a indústria voltando a ter participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado - disse. - Esses investimentos vão resolver a questão do problema social, que afeta não só Estado, mas também o município. Toda a cadeia será beneficiada.

Dos projetos contemplados no relatório, que englobam obras já em andamento ou projetos saindo do zero, estão a Usina Termelétrica do Porto do Açu, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o trem-bala Rio-São Paulo, o resort Fazenda São Bento da Lagoa, em Maricá e a usina nuclear de Angra 3, entre outros.

O presidente da Firjan lembrou, ainda, que o PIB fluminense, em 2006, também foi recorde - R$ 300 bilhões.

Este número representa 13% da produção nacional. Há 10 anos este percentual era inferior a 11%. Além disso, nosso PIB hoje supera o de países como Chile, Colômbia e Peru - ressaltou o presidente.

O salto ocorre também no segmento das exportações e coloca a economia fluminense em posição de destaque. De acordo com Eduardo Eugenio, há cinco anos o Rio ocupava o 9º lugar. Saltou para o 4º lugar, em 2006.

Nossa previsão é atingir a 2ª posição até 2015 com a concretização de todos esses investimentos listados - sintetizou o presidente.

O diretor-geral do Sistema Firjan, Augusto Franco, destacou os setores de siderurgia e energia, que receberão um volume alto de investimentos.

Em siderurgia, serão investidos R$ 17,4 bilhões. Considerando só o montante das duas gigantes do setor, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), o número chega a R$ 15 bilhões. E com energia, os valores totais superam a casa dos R$ 12 bilhões

O Rio tem se tornado uma potência energética, e o título tende a se solidificar depois da implantação das usinas de Simplício, Angra 3 e de Porto do Açu - avaliou Franco.

Para o diretor, a Petrobras tem peso significativo no PIB do Estado, os investimentos somam R$ 39,7 bilhões, 37% do total. Parte destes investimentos, a Petrobras vai destinar à construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Maior projeto em andamento no país atualmente, o Complexo vai consumir R$ 17,7 bilhões e entra em operação até 2015. Deste montante, R$ 6,3 bilhões serão gastos até 2010.

Contudo, Franco não descarta a participação dos outros setores no PIB fluminense.

O Rio não é só petróleo - ponderou, ao ressaltar que os investimentos da estatal não contemplam a descoberta da Bacia de Tupi.

Cláudia Dantas
Jornal do Brasil

Nos próximos três anos, o Estado do Rio deve receber R$ 107,3 bilhões em investimentos públicos e privados e gerar 310 mil empregos. Se os números divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) forem confirmados, a economia fluminense pode ocupar a segunda colocação no ranking de exportações do país até 2015.

Os dados otimistas estão no relatório Decisão Rio, que mapeia projetos das principais empresas públicas e privadas para o próximo triênio (2008-2010). Segundo Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, o volume de investimentos de toda a indústria supera o último levantamento feito há três anos: R$ 69,5 bilhões.

O esvaziamento do Rio foi sepultado, é a indústria voltando a ter participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado - disse. - Esses investimentos vão resolver a questão do problema social, que afeta não só Estado, mas também o município. Toda a cadeia será beneficiada.

Dos projetos contemplados no relatório, que englobam obras já em andamento ou projetos saindo do zero, estão a Usina Termelétrica do Porto do Açu, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o trem-bala Rio-São Paulo, o resort Fazenda São Bento da Lagoa, em Maricá e a usina nuclear de Angra 3, entre outros.

O presidente da Firjan lembrou, ainda, que o PIB fluminense, em 2006, também foi recorde - R$ 300 bilhões.

Este número representa 13% da produção nacional. Há 10 anos este percentual era inferior a 11%. Além disso, nosso PIB hoje supera o de países como Chile, Colômbia e Peru - ressaltou o presidente.

O salto ocorre também no segmento das exportações e coloca a economia fluminense em posição de destaque. De acordo com Eduardo Eugenio, há cinco anos o Rio ocupava o 9º lugar. Saltou para o 4º lugar, em 2006.

Nossa previsão é atingir a 2ª posição até 2015 com a concretização de todos esses investimentos listados - sintetizou o presidente.

O diretor-geral do Sistema Firjan, Augusto Franco, destacou os setores de siderurgia e energia, que receberão um volume alto de investimentos.

Em siderurgia, serão investidos R$ 17,4 bilhões. Considerando só o montante das duas gigantes do setor, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), o número chega a R$ 15 bilhões. E com energia, os valores totais superam a casa dos R$ 12 bilhões

O Rio tem se tornado uma potência energética, e o título tende a se solidificar depois da implantação das usinas de Simplício, Angra 3 e de Porto do Açu - avaliou Franco.

Para o diretor, a Petrobras tem peso significativo no PIB do Estado, os investimentos somam R$ 39,7 bilhões, 37% do total. Parte destes investimentos, a Petrobras vai destinar à construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Maior projeto em andamento no país atualmente, o Complexo vai consumir R$ 17,7 bilhões e entra em operação até 2015. Deste montante, R$ 6,3 bilhões serão gastos até 2010.

Contudo, Franco não descarta a participação dos outros setores no PIB fluminense.

O Rio não é só petróleo - ponderou, ao ressaltar que os investimentos da estatal não contemplam a descoberta da Bacia de Tupi.