antigas Publicado: 13/12/2007 | 10:27

A melhor nota de Lula no ano

Correio Braziliense

Para 51% dos entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope, a administração do presidente petista é ótima ou boa. Levantamento mostra otimismo da população

A divulgação ontem de uma nova pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ibope, foi uma espécie de presente de final de ano para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 51% dos entrevistados, o governo Lula é ótimo ou bom. Trata-se do melhor índice de 2007, o primeiro ano do atual mandato de Lula, e o segundo mais alto, junto com março de 2003, desde que o petista chegou ao Palácio do Planalto.

Em dezembro de 2006, o índice de avaliação ótima e boa chegou ao recorde de 57%. Até ali, o melhor precedente de Lula tinha sido os mesmos 51% repetidos agora, que também foram registrados no mês de março de 2003. “Houve um revigoramento dos índices de aprovação do governo”, constatou o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita. Para ele, essa mudança está ligada a outras perspectivas detectadas na pesquisa, como diminuição da inflação, crescimento da economia, redução do desemprego e sentimento de que a vida melhorou nos últimos dois anos. “A população vive com a realidade”, disse Guarita.

O Ibope ouviu entre 20 de novembro e 5 de dezembro um total de 2.002 pessoas com mais de 16 anos, que vivem em 141 municípios. Quando questionadas se aprovam ou desaprovam a maneira como Lula está governando, 65% escolheram a primeira opção. O índice mostra uma constância em 2007, quando essa aprovação oscilou entre 63% e 66%.

Ricos e pobres
Como de costume, os melhores índices de avaliação do governo Lula estão entre os mais pobres e menos instruídos. Para 60% daqueles que não estudaram além da 4ª série, o governo é ótimo ou bom. Entre os que chegaram ao ensino superior, o índice fica em 38%. Quando o critério é rendimento, 59% dos que têm renda familiar de até um salário mínimo usaram os conceitos ótimo ou bom. Entre os com renda acima de 10 salários, o índice foi de 37%.

No entanto, a relação rico/pobre mudou um pouco quando o Ibope perguntou o que havia ocorrido na vida pessoal dos entrevistados nos últimos dois anos, justamente no período do governo Lula. A resposta “melhorou” obteve índices mais altos entre os que têm ensino superior (54%) e ganham mais de 10 salários mínimos (57%). Na totalização geral, 50% dos entrevistados afirmaram que a vida melhorou nos últimos dois anos, e 88% acham que 2008 será bom ou muito bom.

Em parte, a pesquisa revelou entrevistados bem atualizados com o noticiário. Quando a pergunta foi sobre as principais notícias relacionadas ao governo Lula, as maiores referências foram a CPMF e as denúncias contra Renan Calheiros, ex-presidente do Senado. O acompanhamento da discussão da CPMF, no entanto, não fez a população desgostar do governo. “O debate em torno da prorrogação desse tributo e os ataques da oposição parecem não ter atingido a imagem do governo. Acredito que isso possa ter ocorrido porque a economia vai bem e o bolso da população, em geral, não foi atingido”, avaliou Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.

Correio Braziliense

Para 51% dos entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope, a administração do presidente petista é ótima ou boa. Levantamento mostra otimismo da população

A divulgação ontem de uma nova pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ibope, foi uma espécie de presente de final de ano para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 51% dos entrevistados, o governo Lula é ótimo ou bom. Trata-se do melhor índice de 2007, o primeiro ano do atual mandato de Lula, e o segundo mais alto, junto com março de 2003, desde que o petista chegou ao Palácio do Planalto.

Em dezembro de 2006, o índice de avaliação ótima e boa chegou ao recorde de 57%. Até ali, o melhor precedente de Lula tinha sido os mesmos 51% repetidos agora, que também foram registrados no mês de março de 2003. “Houve um revigoramento dos índices de aprovação do governo”, constatou o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita. Para ele, essa mudança está ligada a outras perspectivas detectadas na pesquisa, como diminuição da inflação, crescimento da economia, redução do desemprego e sentimento de que a vida melhorou nos últimos dois anos. “A população vive com a realidade”, disse Guarita.

O Ibope ouviu entre 20 de novembro e 5 de dezembro um total de 2.002 pessoas com mais de 16 anos, que vivem em 141 municípios. Quando questionadas se aprovam ou desaprovam a maneira como Lula está governando, 65% escolheram a primeira opção. O índice mostra uma constância em 2007, quando essa aprovação oscilou entre 63% e 66%.

Ricos e pobres
Como de costume, os melhores índices de avaliação do governo Lula estão entre os mais pobres e menos instruídos. Para 60% daqueles que não estudaram além da 4ª série, o governo é ótimo ou bom. Entre os que chegaram ao ensino superior, o índice fica em 38%. Quando o critério é rendimento, 59% dos que têm renda familiar de até um salário mínimo usaram os conceitos ótimo ou bom. Entre os com renda acima de 10 salários, o índice foi de 37%.

No entanto, a relação rico/pobre mudou um pouco quando o Ibope perguntou o que havia ocorrido na vida pessoal dos entrevistados nos últimos dois anos, justamente no período do governo Lula. A resposta “melhorou” obteve índices mais altos entre os que têm ensino superior (54%) e ganham mais de 10 salários mínimos (57%). Na totalização geral, 50% dos entrevistados afirmaram que a vida melhorou nos últimos dois anos, e 88% acham que 2008 será bom ou muito bom.

Em parte, a pesquisa revelou entrevistados bem atualizados com o noticiário. Quando a pergunta foi sobre as principais notícias relacionadas ao governo Lula, as maiores referências foram a CPMF e as denúncias contra Renan Calheiros, ex-presidente do Senado. O acompanhamento da discussão da CPMF, no entanto, não fez a população desgostar do governo. “O debate em torno da prorrogação desse tributo e os ataques da oposição parecem não ter atingido a imagem do governo. Acredito que isso possa ter ocorrido porque a economia vai bem e o bolso da população, em geral, não foi atingido”, avaliou Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.