antigas Publicado: 13/12/2007 | 10:36

Promessas de abrir as contas da Casa

Correio Braziliense

Garibaldi Alves, em entrevista coletiva, admite a necessidade de dar mais transparência à gestão da instituição e promete acabar com as “caixas-pretas” que envolvem o uso das verbas de gabinete pelos senadores

O novo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), em entrevista coletiva concedida no gabinete da Presidência logo após ter assumido o cargo, prometeu mais transparência na gestão da instituição. Admitiu a necessidade de “abrir a caixa-preta do Senado”, para tornar pública a prestação de contas dos senadores sobre a utilização das verbas de gabinete. “É uma das medidas mais reclamadas pela população”, disse.

Garibaldi reconheceu, entretanto, que essa não será uma tarefa fácil. “A imagem da Casa não vai melhorar da noite para o dia. Vou enfrentar resistências. Não sou um cavaleiro andante”, argumentou, depois de anunciar que pretende convocar uma reunião de líderes para discutir a nova agenda do Senado.

Garibaldi também garantiu que não pretende abrir uma discussão sobre salários de parlamentares e servidores durante seu mandato tampão. “Devemos ter a maior cautela, em respeito ao cidadão. O problema é a disparidade de salários e vencimentos. É preciso que o Poder Legislativo atente para isso”, advertiu.

Vetos
Questionado sobre a votação de centenas de vetos presidenciais que estão parados no Congresso, alguns deles há anos, Garibaldi disse que essa é uma das suas prioridades. Segundo ele, a votação dos vetos faz parte do acordo negociado com a oposição. “Na carta do PSDB, existe esse item. São centenas de vetos acumulados à espera de uma definição. Vou reunir o colégio de líderes e discutir cada ponto daquela carta e um dos itens a que pretendo dar prioridade é esse”, garantiu.

Candidato único, através de acordo costurado com os diversos partidos e os cardeais do Senado, Garibaldi não tem força para desfazer os acordos existentes na Mesa Diretora do Senado, que foi eleita junto com o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL). O apoio decisivo de Renan e do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) para a eleição de Garibaldi, de certa forma, limitam o poder de Garibaldi.

Denúncia
Com relação à denúncia publicada pelo jornal Folha de S. Paulo de que teria utilizado caixa 2 na sua campanha ao Senado em 2002, Garibaldi disse que o próprio jornal admite que seu nome não consta da denúncia feita pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. Segundo os procuradores daquele estado, recursos públicos foram usados para quitar dívidas da campanha de Fernando Freire, ex-vice-governador de Garibaldi.

Em 2002, ambos concorreram na mesma chapa: Garibaldi candidatou-se ao Senado, tendo sido eleito, e Freire concorreu, sem sucesso, ao governo.“Quem não deve, não teme. O Ministério Público investigou e constatou que eu não era o ordenador de despesas, mas apenas fazia parte da chapa na campanha. Tanto é que minha prestação de contas foi aprovada”, disse Garibaldi. 

Correio Braziliense

Garibaldi Alves, em entrevista coletiva, admite a necessidade de dar mais transparência à gestão da instituição e promete acabar com as “caixas-pretas” que envolvem o uso das verbas de gabinete pelos senadores

O novo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), em entrevista coletiva concedida no gabinete da Presidência logo após ter assumido o cargo, prometeu mais transparência na gestão da instituição. Admitiu a necessidade de “abrir a caixa-preta do Senado”, para tornar pública a prestação de contas dos senadores sobre a utilização das verbas de gabinete. “É uma das medidas mais reclamadas pela população”, disse.

Garibaldi reconheceu, entretanto, que essa não será uma tarefa fácil. “A imagem da Casa não vai melhorar da noite para o dia. Vou enfrentar resistências. Não sou um cavaleiro andante”, argumentou, depois de anunciar que pretende convocar uma reunião de líderes para discutir a nova agenda do Senado.

Garibaldi também garantiu que não pretende abrir uma discussão sobre salários de parlamentares e servidores durante seu mandato tampão. “Devemos ter a maior cautela, em respeito ao cidadão. O problema é a disparidade de salários e vencimentos. É preciso que o Poder Legislativo atente para isso”, advertiu.

Vetos
Questionado sobre a votação de centenas de vetos presidenciais que estão parados no Congresso, alguns deles há anos, Garibaldi disse que essa é uma das suas prioridades. Segundo ele, a votação dos vetos faz parte do acordo negociado com a oposição. “Na carta do PSDB, existe esse item. São centenas de vetos acumulados à espera de uma definição. Vou reunir o colégio de líderes e discutir cada ponto daquela carta e um dos itens a que pretendo dar prioridade é esse”, garantiu.

Candidato único, através de acordo costurado com os diversos partidos e os cardeais do Senado, Garibaldi não tem força para desfazer os acordos existentes na Mesa Diretora do Senado, que foi eleita junto com o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL). O apoio decisivo de Renan e do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) para a eleição de Garibaldi, de certa forma, limitam o poder de Garibaldi.

Denúncia
Com relação à denúncia publicada pelo jornal Folha de S. Paulo de que teria utilizado caixa 2 na sua campanha ao Senado em 2002, Garibaldi disse que o próprio jornal admite que seu nome não consta da denúncia feita pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. Segundo os procuradores daquele estado, recursos públicos foram usados para quitar dívidas da campanha de Fernando Freire, ex-vice-governador de Garibaldi.

Em 2002, ambos concorreram na mesma chapa: Garibaldi candidatou-se ao Senado, tendo sido eleito, e Freire concorreu, sem sucesso, ao governo.“Quem não deve, não teme. O Ministério Público investigou e constatou que eu não era o ordenador de despesas, mas apenas fazia parte da chapa na campanha. Tanto é que minha prestação de contas foi aprovada”, disse Garibaldi.