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Publicado: 17/12/2007 | 11:01
Parcial aponta vitória de Berzoini
Correio Braziliense
Resultado preliminar do segundo turno das eleições para o comando nacional do PT dá ao atual presidente da sigla 62% dos votos. Lula e a primeira-dama, Marisa, votaram em urna especial instalada em Brasília
Divulgado às 21h de ontem, o primeiro resultado parcial do segundo turno das eleições internas para a presidência do PT indicava vitória do deputado Ricardo Berzoini (PT). Com cerca de 34% da apuração concluída, o atual presidente obtinha 62,16% dos votos válidos, contra 37,84% do deputado Jilmar Tatto (SP). Pelas estimativas da Executiva do partido, cerca de 220 mil filiados foram às urnas no segundo turno.
Depois de votar pela manhã em Brasília, Berzoini acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia, que também se cadastraram para ir à urna especial da sede nacional do partido. “O apoio de Lula é uma honra e uma demonstração da confiança que ele tem no meu trabalho”, afirmou o deputado, que no primeiro turno das eleições obteve 43,42% cos votos. Berzoini concorreu na chapa Construindo um novo Brasil, do antigo Campo Majoritário, tendência petista à qual pertencem Lula e parte de seus ministros.
Berzoini está convencido de que Lula terá uma grande influência na escolha do candidato à eleição presidencial de 2010. “O presidente será o grande líder de sua sucessão. Evidentemente o PT quer ocupar espaço à altura do partido”, disse o candidato, que demonstrava confiança numa vitória folgada.
Para as eleições municipais do ano que vem, contudo, Berzoini vê o PT aliado até mesmo com a oposição. A chamada coalizão, que uniu os partidos da base do governo Lula, pode não funcionar. “Transferir os acordos nacionais mecanicamente para as composições municipais seria um grave equívoco. No interior, a vida política de uma cidade é muito diferente do cenário nacional”, avalia. Berzoini prometeu cumprir todas as resoluções do 3º Congresso do PT: viabilizar a comunicação partidária, a formação política e a organização da juventude, bem como implementar o código de ética do partido.
Confiança
Em São Paulo, Jilmar Tatto, candidato da chapa Partido é para Lutar, votou no final da manhã em um colégio na Capela do Socorro, na zona sul da cidade. Tatto, que no primeiro turno do Processo de Eleições Diretas (PED) teve 20,25% dos votos, demonstrou confiança e afirmou estar animado com a possibilidade de vitória. Segundo ele, a eventual chegada da oposição ao poder no PT representa democratização, já que não é bom para o partido ter “uma força hegemônica”.
O deputado afirmou que, se vencer a eleição, vai priorizar a independência partidária, com apoio ainda mais fortalecido ao governo Lula. Para Tatto, a não aprovação da continuidade da CPMF, que representaria arrecadação de R$ 40 bilhões aos cofres públicos em 2008, pode ser considerada uma “traição ao povo brasileiro”.
Tatto disse que o governo federal terá de buscar alternativas para compensar a perda de arrecadação, sem prejudicar os compromissos com as áreas sociais. “Acho que o governo poderia aproveitar o momento e taxar os ricos, as grandes heranças”, sugeriu. O deputado também criticou os senadores da base aliada que votaram contra a prorrogação do tributo. “Como é que você tem uma base aliada com 57 votos e perde a votação? É um problema de coordenação dos partidos. Por isso você tem de ter partidos fortes, para que os senadores votem segundo orientação partidária”, analisou.
Correio Braziliense
Resultado preliminar do segundo turno das eleições para o comando nacional do PT dá ao atual presidente da sigla 62% dos votos. Lula e a primeira-dama, Marisa, votaram em urna especial instalada em Brasília
Divulgado às 21h de ontem, o primeiro resultado parcial do segundo turno das eleições internas para a presidência do PT indicava vitória do deputado Ricardo Berzoini (PT). Com cerca de 34% da apuração concluída, o atual presidente obtinha 62,16% dos votos válidos, contra 37,84% do deputado Jilmar Tatto (SP). Pelas estimativas da Executiva do partido, cerca de 220 mil filiados foram às urnas no segundo turno.
Depois de votar pela manhã em Brasília, Berzoini acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia, que também se cadastraram para ir à urna especial da sede nacional do partido. “O apoio de Lula é uma honra e uma demonstração da confiança que ele tem no meu trabalho”, afirmou o deputado, que no primeiro turno das eleições obteve 43,42% cos votos. Berzoini concorreu na chapa Construindo um novo Brasil, do antigo Campo Majoritário, tendência petista à qual pertencem Lula e parte de seus ministros.
Berzoini está convencido de que Lula terá uma grande influência na escolha do candidato à eleição presidencial de 2010. “O presidente será o grande líder de sua sucessão. Evidentemente o PT quer ocupar espaço à altura do partido”, disse o candidato, que demonstrava confiança numa vitória folgada.
Para as eleições municipais do ano que vem, contudo, Berzoini vê o PT aliado até mesmo com a oposição. A chamada coalizão, que uniu os partidos da base do governo Lula, pode não funcionar. “Transferir os acordos nacionais mecanicamente para as composições municipais seria um grave equívoco. No interior, a vida política de uma cidade é muito diferente do cenário nacional”, avalia. Berzoini prometeu cumprir todas as resoluções do 3º Congresso do PT: viabilizar a comunicação partidária, a formação política e a organização da juventude, bem como implementar o código de ética do partido.
Confiança
Em São Paulo, Jilmar Tatto, candidato da chapa Partido é para Lutar, votou no final da manhã em um colégio na Capela do Socorro, na zona sul da cidade. Tatto, que no primeiro turno do Processo de Eleições Diretas (PED) teve 20,25% dos votos, demonstrou confiança e afirmou estar animado com a possibilidade de vitória. Segundo ele, a eventual chegada da oposição ao poder no PT representa democratização, já que não é bom para o partido ter “uma força hegemônica”.
O deputado afirmou que, se vencer a eleição, vai priorizar a independência partidária, com apoio ainda mais fortalecido ao governo Lula. Para Tatto, a não aprovação da continuidade da CPMF, que representaria arrecadação de R$ 40 bilhões aos cofres públicos em 2008, pode ser considerada uma “traição ao povo brasileiro”.
Tatto disse que o governo federal terá de buscar alternativas para compensar a perda de arrecadação, sem prejudicar os compromissos com as áreas sociais. “Acho que o governo poderia aproveitar o momento e taxar os ricos, as grandes heranças”, sugeriu. O deputado também criticou os senadores da base aliada que votaram contra a prorrogação do tributo. “Como é que você tem uma base aliada com 57 votos e perde a votação? É um problema de coordenação dos partidos. Por isso você tem de ter partidos fortes, para que os senadores votem segundo orientação partidária”, analisou.