antigas Publicado: 9/01/2008 | 09:44

DEM quer convencer Alckmin a apoiar Kassab

CATIA SEABRA e EVANDRO SPINELLI
Folha de S. Paulo

Partido promete retribuir apoio ao ex-governador na disputa pelo Estado em 2010; tucano, porém, já conversa com PMDB



Jorge Bornhausen afirma que antes precisa falar com José Serra e com Fernando Henrique Cardoso, para dar segurança a ex-governador

Interessado na reeleição do prefeito Gilberto Kassab, o comando do DEM vai propor ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) um acordo pelo qual o tucano abriria mão de concorrer à Prefeitura de São Paulo em troca do apoio dos democratas à corrida pelo Palácio dos Bandeirantes em 2010.


Os alckmistas resistem, no entanto, à idéia. Em recente conversa com um tucano, Alckmin -que desde outubro tem articulado uma aliança com o PMDB- chegou a dizer que "2010 está longe demais".


Ainda assim, o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen (SC) -um dos principais articuladores da candidatura de Kassab à reeleição- desembarca semana que vem em São Paulo disposto a obter o aval do governador de São Paulo, José Serra, para o acordo: "O DEM também vai pressionar o governador José Serra para que patrocine o acerto", declarou, até porque Alckmin precisa da garantia do PSDB de que será o candidato ao governo em 2010.


"Ele [Alckmin] precisa estar seguro", argumentou Bornhausen, negando que já tenha tratado do assunto com Alckmin.


O próprio Serra já enviou a Alckmin sinais de que, como candidato à Presidência, preferiria contar com um palanque sólido em São Paulo em 2010, e a candidatura Alckmin seria ideal. Mas os alckmistas alegam que nem sequer há certeza da candidatura Serra ao Planalto.


Ontem, aliados de Alckmin reagiram à informação - veiculada no jornal "Valor Econômico"- de que a proposta já tenha sido formalizada. "Por sua história, o Geraldo nunca faria um acordo desses", afirmou o deputado federal Edson Aparecido (PSDB-SP).


Kassab, por sua vez, se reuniu por três horas com o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, no sábado passado. Ontem, disse que, depois do Carnaval, começará a discutir com o PSDB a manutenção da aliança que administra a cidade desde 2005.


"O ano está se iniciando, vamos aguardar o Carnaval, e aí é mais do que natural que os entendimentos se iniciem buscando uma posição de unidade para que possamos disputar as eleições de 2008", disse Kassab, em plena maratona de inaugurações na periferia.


Enquanto os democratas e tucanos com assento na prefeitura torcem pelo sucesso de um acordo, Alckmin investe numa aliança com o PMDB. Segundo o presidente municipal do partido, Bebeto Hadad, o tucano se reuniu com o presidente estadual do PMDB, Orestes Quércia, às vésperas do Natal.


Foi o segundo encontro entre os dois desde outubro. Sob risco de desaparecer na capital, o PMDB procura uma aliança capaz de garantir a eleição de seus vereadores este ano. Daí o interesse pela vice de Alckmin.


Líder na pesquisa, Alckmin conquistará maior apoio no PSDB caso a aliança com PMDB seja bem sucedida.


Segundo Hadad, a idéia de aliança com Alckmin é a que conta com maior simpatia no PMDB: "Mas Alckmin precisa resolver a vida dele no PSDB".


Kassab também procurou Quércia no fim do ano, numa visita ao café recém-inagurado pelo ex-governador. Mas, atado por uma perspectiva de aliança com o PSDB, não pôde formalizar qualquer oferta de vice na sua chapa aos peemedebistas. Embora o PT também tenha procurado Quércia, o ex-governador tem reclamado de sua relação com os petistas.

CATIA SEABRA e EVANDRO SPINELLI
Folha de S. Paulo

Partido promete retribuir apoio ao ex-governador na disputa pelo Estado em 2010; tucano, porém, já conversa com PMDB



Jorge Bornhausen afirma que antes precisa falar com José Serra e com Fernando Henrique Cardoso, para dar segurança a ex-governador

Interessado na reeleição do prefeito Gilberto Kassab, o comando do DEM vai propor ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) um acordo pelo qual o tucano abriria mão de concorrer à Prefeitura de São Paulo em troca do apoio dos democratas à corrida pelo Palácio dos Bandeirantes em 2010.


Os alckmistas resistem, no entanto, à idéia. Em recente conversa com um tucano, Alckmin -que desde outubro tem articulado uma aliança com o PMDB- chegou a dizer que "2010 está longe demais".


Ainda assim, o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen (SC) -um dos principais articuladores da candidatura de Kassab à reeleição- desembarca semana que vem em São Paulo disposto a obter o aval do governador de São Paulo, José Serra, para o acordo: "O DEM também vai pressionar o governador José Serra para que patrocine o acerto", declarou, até porque Alckmin precisa da garantia do PSDB de que será o candidato ao governo em 2010.


"Ele [Alckmin] precisa estar seguro", argumentou Bornhausen, negando que já tenha tratado do assunto com Alckmin.


O próprio Serra já enviou a Alckmin sinais de que, como candidato à Presidência, preferiria contar com um palanque sólido em São Paulo em 2010, e a candidatura Alckmin seria ideal. Mas os alckmistas alegam que nem sequer há certeza da candidatura Serra ao Planalto.


Ontem, aliados de Alckmin reagiram à informação - veiculada no jornal "Valor Econômico"- de que a proposta já tenha sido formalizada. "Por sua história, o Geraldo nunca faria um acordo desses", afirmou o deputado federal Edson Aparecido (PSDB-SP).


Kassab, por sua vez, se reuniu por três horas com o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, no sábado passado. Ontem, disse que, depois do Carnaval, começará a discutir com o PSDB a manutenção da aliança que administra a cidade desde 2005.


"O ano está se iniciando, vamos aguardar o Carnaval, e aí é mais do que natural que os entendimentos se iniciem buscando uma posição de unidade para que possamos disputar as eleições de 2008", disse Kassab, em plena maratona de inaugurações na periferia.


Enquanto os democratas e tucanos com assento na prefeitura torcem pelo sucesso de um acordo, Alckmin investe numa aliança com o PMDB. Segundo o presidente municipal do partido, Bebeto Hadad, o tucano se reuniu com o presidente estadual do PMDB, Orestes Quércia, às vésperas do Natal.


Foi o segundo encontro entre os dois desde outubro. Sob risco de desaparecer na capital, o PMDB procura uma aliança capaz de garantir a eleição de seus vereadores este ano. Daí o interesse pela vice de Alckmin.


Líder na pesquisa, Alckmin conquistará maior apoio no PSDB caso a aliança com PMDB seja bem sucedida.


Segundo Hadad, a idéia de aliança com Alckmin é a que conta com maior simpatia no PMDB: "Mas Alckmin precisa resolver a vida dele no PSDB".


Kassab também procurou Quércia no fim do ano, numa visita ao café recém-inagurado pelo ex-governador. Mas, atado por uma perspectiva de aliança com o PSDB, não pôde formalizar qualquer oferta de vice na sua chapa aos peemedebistas. Embora o PT também tenha procurado Quércia, o ex-governador tem reclamado de sua relação com os petistas.