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Publicado: 29/01/2008 | 08:55
Investimento eleitoral
Lúcio Vaz e Izabelle Torres
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Emendas apresentadas por bancadas ao Orçamento da União privilegiam empreiteiras que financiaram políticos do estado
O cruzamento das doações eleitorais de 2006 com as emendas de bancada apresentadas ao Orçamento da União para este ano evidencia a estreita relação entre empreiteiras e os parlamentares financiados. Em vários estados, é possível identificar emendas coletivas que destinam recursos para obras tocadas pelas empresas que fizeram contribuições justamente para integrantes dessas bancadas. As doações são registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Parlamentares ouvidos pelo Correio admitiram que empreiteiras costumam pressionar os congressistas para conseguir mais recursos orçamentários para seus empreendimentos.
“Claro que, quando uma empreiteira financia alguém, cobra alguma coisa depois. Afinal, empresário é empresário. De fato, essa cobrança pode comprometer a atuação do parlamentar”, reconhece o deputado Antônio Andrade (PMDB-MG). Segundo ele, os pedidos das construtoras para ganhar uma obra por meio de emendas são um fato comum no Congresso e representam uma falha no sistema político, porque causam a dependência do parlamentar em relação a quem o financiou. Andrade recebeu doação de R$ 15 mil da construtora Fidens, responsável pela obra de adequação na BR-381/MG, a Fernão Dias, no trecho entre Belo Horizonte e Nova Era.
Candidatos
A empresa fez contribuições eleitorais para candidatos mineiros no valor total de R$ 1,95 milhão. Dezessete deles disputavam uma vaga no Congresso. Treze foram eleitos. A obra é tocada em conjunto com a Egesa, que doou mais R$ 530 mil a candidatos do estado. O deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), vice-presidente da Câmara, recebeu R$ 134 mil da Fidens na campanha de 2006, mas reconhece que a relação de políticos com construtoras pode deixar de ser transparente a partir do financiamento. “É natural que as empreiteiras queiram financiar para depois pedir uma obra. Claro que isso não dá transparência ao processo, visto que uma empresa com articulação em Brasília tem mais chances de disputar e ganhar uma licitação”, avalia o deputado.
A relação entre empresas e políticos é vista com naturalidade por parte dos parlamentares. “É normal que as empreiteiras financiem os candidatos, porque o sistema eleitoral permite isso. Mas, falo por mim, não trabalho pelas empresas. Se outras pessoas são pressionadas, não sou eu”, diz Odair Cunha (PT-MG), que recebeu R$ 75 mil da Egesa. Ele argumentou que o interesse público em uma obra deve ser o primeiro aspecto a ser considerado na definição das emendas: “Creio que o nome da empresa que fará a obra é um aspecto secundário diante da preocupação sobre a importância da construção para a população”.
Para Andrade, a relação entre político e empreiteira se torna ainda mais perigosa se o candidato, na ânsia por obter recursos para a campanha, não se preocupar com o histórico da empresa. “Se a pessoa aceitar ser financiada por alguma construtora que já se meteu em irregularidades, corre o risco de ter seu nome relacionado a um escândalo, mesmo que não tenha tido participação”, adverte.
A escolha das obras que serão financiadas pelas emendas acontece em reunião da bancada estadual. Geralmente, os empreendimentos mais votados são os escolhidos. Mas os valores definidos pela bancada acabam sempre sendo reduzidos pelos relatores setoriais e pelo relator-geral. Dotações de R$ 100 milhões acabam em algo em torno de R$ 10 milhões.
Concentração
Com duas obras importantes no Distrito Federal, a empreiteira Torc concentrou as suas doações (R$ 300 mil) no candidato ao Senado Joaquim Roriz (PMDB), em vez de distribuir o dinheiro entre vários candidatos à Câmara. O senador renunciou, mas representantes do seu grupo político permaneceram na Câmara.
Na apresentação das emendas coletivas para o Orçamento deste ano, a bancada do DF destinou R$ 60 milhões para cada uma das obras da Torc: a duplicação da BR-020 entre Sobradinho e Formosa e a restauração da BR-450, entre o Park Shopping e o Balão do Torto. A primeira obra vai custar R$ 73,8 milhões. A segunda vai consumir R$ 63 milhões. Mas o relator setorial de Infra-estrutura destinou cerca de R$ 10 milhões para cada empreendimento.
Além de doar mais de R$ 7 milhões diretamente aos partidos políticos em 2006, a Camargo Corrêa também investiu pesado em candidatos ao Congresso. Foram cerca de R$ 3 milhões só em São Paulo. Dos 15 candidatos à Câmara atendidos, 11 foram eleitos. Na definição das emendas de bancada, os paulistas destinaram R$ 37 milhões para a construção da ponte sobre o Rio Paraná, entre Paulicéia (São Paulo) e Brasilância (MS). O relator setorial de Infra-estrutura reservou apenas R$ 10 milhões para essa obra. A lista de financiados tem políticos de peso, como o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), e o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer.
As construtoras e suas bancadas no Congresso
Valor da emenda: R$ 100 milhões
Total doado a candidatos (Egesa)**: R$ 530 mil
Odair José da Cunha (PT-MG), federal: R$ 75 mil
José Santana Basconcellos (PL), federal: R$ 30 mil
Reginaldo Lopes (PT), federal: R$ 30 mil
Carlos Domingos Mota Coelho (PSB), federal*: R$ 20 mil
Armando Costa (PMDB), federal*: R$ 15 mil
Total doado a candidatos (Fidens)**: R$ 1,95 milhão
Ciro Pedrosa (PV), federal: R$ 160 mil
Nárcio Rodrigues (PSDB), federal: R$ 134 mil
Lael Varella (PFL), federal: R$ 130 mil
Herculano Hanghinetti (PP), federal*: R$ 100 mil
José Santana de Vasconcellos (PL), federal: R$ 100 mil
Rodrigo de Castro (PSDB), federal: R$ 100 mil
Jaime Martins Filho (PL), federal: R$ 100 mil
Fábio Ramalho (PV), federal: R$ 60 mil
Fernando Diniz (PMDB), federal: R$ 50 mil
Mauro Ribeiro Lopes (PMDB), federal: R$ 50 mil
Marcos Montes (PFL), federal: R$ 50 mil
CMT/Egesa/Sanches Trípoli/Via
Bancada de Tocantins
Obra: construção na BR-110/TO, Divisa MA – Aparecida
Valor da emenda: R$ 150 milhões
Total doado a candidatos (CMT Engenharia)**: R$ 399,8 mil
Nilmar Ruiz (PFL), federal: R$ 50 mil
Ângelo Crema Marzola (PFL), federal*: R$ 50 mil
Total doado a candidatos (Egesa)**: R$ 300 mil
Laurez da Rocha Moreira (PFL), federal: R$ 100 mil
Nilmar Ruiz (PFL), federal: R$ 50 mil
Maria das Dores Braga Nunes (PMDB), federal*: R$ 50 mil
José Augusto Pugliesi (PMDB), federal*: R$ 50 mil
Egesa
Bancada do Tocantins
Obra: construção na BR-242/TO, Peixe – Paranã – Taguatinga
Valor da emenda: R$ 150 milhões
Egesa/CCM Engenharia
Bancada de Tocantins
Obra: Construção na BR-235/TO, Pedro Afonso – Divisa MA
Valor da emenda: R$ 100 milhões
Torc
Bancada do Distrito Federal
Obra: adequação na BR-020/DF, Sobradinho – Formosa
Valor da emenda: R$ 60 milhões
Total doado a candidato: R$ 300 mil
Joaquim Roriz (PMDB), senador: R$ 300 mil
Serveng/Torc/Alicerce/Mendes Júnior
Bancada do Distrito Federal
Obra: adequação na BR-450/DF, Km 5,3 – Km 20,6
Valor da emenda: R$ 60 milhões
Total doado a candidato (Torc): R$ 300 mil
Joaquim Roriz (PMDB), senador: R$ 300 mil
Odebrecht
Bancada de São Paulo
Obra: conclusão do túnel Joá/Penteado em Campinas (SP)
Valor da emenda: R$ 20 milhões
Total doado a candidatos**: R$ 297,5 mil
Aldo Rebelo (PCdoB), federal: R$ 40 mil
André Franco Montoro (PSDB), federal*: R$ 40 mil
José dos Santos Frade (PV), federal* : R$ 40 mil
Michel Temer (PMDB), federal: R$ 20 mil
Régis de Oliveira (PSC), federal: R$ 10 mil
Camargo Corrêa
Bancada de São Paulo
Obra: construção de ponte sobre o Rio Paraná, Paulicéia/Brasilândia
Valor da emenda: R$ 37 milhões
Total doado a candidatos**: R$ 3,56 milhões
Guilherme Afif Domingos (PFL), senador: R$ 300 mil
Aldo Rebelo (PCdoB), federal: R$ 250 mil
Janete Rocha Pieta (PT), federal: R$ 250 mil
Aloizio Mercadante (PT), governo: R$ 200 mil
Dimas Eduardo Ramalho (PPS), federal: R$ 150 mil
Arlindo Chinaglia (PT), federal: R$ 120 mil
Paulo Renato Souza (PSDB), federal: R$ 100 mil
Luiz Antônio Fleury Filho (PTB), federal*: R$ 100 mil
Robson Tuma (PFL), federal*: R$ 50 mil
Aparecido dos Santos (PSDB), federal: R$ 100 mil
José Eduardo Cardozo (PT), federal: R$ 70 mil
Michel Temer (PMDB), federal: R$ 50 mil
André Franco Montoro (PSDB), federal*: R$ 50 mil
Antonio Lobbe Neto (PSDB), federal: R$ 50 mil
Lúcio Vaz e Izabelle Torres
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Emendas apresentadas por bancadas ao Orçamento da União privilegiam empreiteiras que financiaram políticos do estado
O cruzamento das doações eleitorais de 2006 com as emendas de bancada apresentadas ao Orçamento da União para este ano evidencia a estreita relação entre empreiteiras e os parlamentares financiados. Em vários estados, é possível identificar emendas coletivas que destinam recursos para obras tocadas pelas empresas que fizeram contribuições justamente para integrantes dessas bancadas. As doações são registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Parlamentares ouvidos pelo Correio admitiram que empreiteiras costumam pressionar os congressistas para conseguir mais recursos orçamentários para seus empreendimentos.
“Claro que, quando uma empreiteira financia alguém, cobra alguma coisa depois. Afinal, empresário é empresário. De fato, essa cobrança pode comprometer a atuação do parlamentar”, reconhece o deputado Antônio Andrade (PMDB-MG). Segundo ele, os pedidos das construtoras para ganhar uma obra por meio de emendas são um fato comum no Congresso e representam uma falha no sistema político, porque causam a dependência do parlamentar em relação a quem o financiou. Andrade recebeu doação de R$ 15 mil da construtora Fidens, responsável pela obra de adequação na BR-381/MG, a Fernão Dias, no trecho entre Belo Horizonte e Nova Era.
Candidatos
A empresa fez contribuições eleitorais para candidatos mineiros no valor total de R$ 1,95 milhão. Dezessete deles disputavam uma vaga no Congresso. Treze foram eleitos. A obra é tocada em conjunto com a Egesa, que doou mais R$ 530 mil a candidatos do estado. O deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), vice-presidente da Câmara, recebeu R$ 134 mil da Fidens na campanha de 2006, mas reconhece que a relação de políticos com construtoras pode deixar de ser transparente a partir do financiamento. “É natural que as empreiteiras queiram financiar para depois pedir uma obra. Claro que isso não dá transparência ao processo, visto que uma empresa com articulação em Brasília tem mais chances de disputar e ganhar uma licitação”, avalia o deputado.
A relação entre empresas e políticos é vista com naturalidade por parte dos parlamentares. “É normal que as empreiteiras financiem os candidatos, porque o sistema eleitoral permite isso. Mas, falo por mim, não trabalho pelas empresas. Se outras pessoas são pressionadas, não sou eu”, diz Odair Cunha (PT-MG), que recebeu R$ 75 mil da Egesa. Ele argumentou que o interesse público em uma obra deve ser o primeiro aspecto a ser considerado na definição das emendas: “Creio que o nome da empresa que fará a obra é um aspecto secundário diante da preocupação sobre a importância da construção para a população”.
Para Andrade, a relação entre político e empreiteira se torna ainda mais perigosa se o candidato, na ânsia por obter recursos para a campanha, não se preocupar com o histórico da empresa. “Se a pessoa aceitar ser financiada por alguma construtora que já se meteu em irregularidades, corre o risco de ter seu nome relacionado a um escândalo, mesmo que não tenha tido participação”, adverte.
A escolha das obras que serão financiadas pelas emendas acontece em reunião da bancada estadual. Geralmente, os empreendimentos mais votados são os escolhidos. Mas os valores definidos pela bancada acabam sempre sendo reduzidos pelos relatores setoriais e pelo relator-geral. Dotações de R$ 100 milhões acabam em algo em torno de R$ 10 milhões.
Concentração
Com duas obras importantes no Distrito Federal, a empreiteira Torc concentrou as suas doações (R$ 300 mil) no candidato ao Senado Joaquim Roriz (PMDB), em vez de distribuir o dinheiro entre vários candidatos à Câmara. O senador renunciou, mas representantes do seu grupo político permaneceram na Câmara.
Na apresentação das emendas coletivas para o Orçamento deste ano, a bancada do DF destinou R$ 60 milhões para cada uma das obras da Torc: a duplicação da BR-020 entre Sobradinho e Formosa e a restauração da BR-450, entre o Park Shopping e o Balão do Torto. A primeira obra vai custar R$ 73,8 milhões. A segunda vai consumir R$ 63 milhões. Mas o relator setorial de Infra-estrutura destinou cerca de R$ 10 milhões para cada empreendimento.
Além de doar mais de R$ 7 milhões diretamente aos partidos políticos em 2006, a Camargo Corrêa também investiu pesado em candidatos ao Congresso. Foram cerca de R$ 3 milhões só em São Paulo. Dos 15 candidatos à Câmara atendidos, 11 foram eleitos. Na definição das emendas de bancada, os paulistas destinaram R$ 37 milhões para a construção da ponte sobre o Rio Paraná, entre Paulicéia (São Paulo) e Brasilância (MS). O relator setorial de Infra-estrutura reservou apenas R$ 10 milhões para essa obra. A lista de financiados tem políticos de peso, como o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), e o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer.
As construtoras e suas bancadas no Congresso
Valor da emenda: R$ 100 milhões
Total doado a candidatos (Egesa)**: R$ 530 mil
Odair José da Cunha (PT-MG), federal: R$ 75 mil
José Santana Basconcellos (PL), federal: R$ 30 mil
Reginaldo Lopes (PT), federal: R$ 30 mil
Carlos Domingos Mota Coelho (PSB), federal*: R$ 20 mil
Armando Costa (PMDB), federal*: R$ 15 mil
Total doado a candidatos (Fidens)**: R$ 1,95 milhão
Ciro Pedrosa (PV), federal: R$ 160 mil
Nárcio Rodrigues (PSDB), federal: R$ 134 mil
Lael Varella (PFL), federal: R$ 130 mil
Herculano Hanghinetti (PP), federal*: R$ 100 mil
José Santana de Vasconcellos (PL), federal: R$ 100 mil
Rodrigo de Castro (PSDB), federal: R$ 100 mil
Jaime Martins Filho (PL), federal: R$ 100 mil
Fábio Ramalho (PV), federal: R$ 60 mil
Fernando Diniz (PMDB), federal: R$ 50 mil
Mauro Ribeiro Lopes (PMDB), federal: R$ 50 mil
Marcos Montes (PFL), federal: R$ 50 mil
CMT/Egesa/Sanches Trípoli/Via
Bancada de Tocantins
Obra: construção na BR-110/TO, Divisa MA – Aparecida
Valor da emenda: R$ 150 milhões
Total doado a candidatos (CMT Engenharia)**: R$ 399,8 mil
Nilmar Ruiz (PFL), federal: R$ 50 mil
Ângelo Crema Marzola (PFL), federal*: R$ 50 mil
Total doado a candidatos (Egesa)**: R$ 300 mil
Laurez da Rocha Moreira (PFL), federal: R$ 100 mil
Nilmar Ruiz (PFL), federal: R$ 50 mil
Maria das Dores Braga Nunes (PMDB), federal*: R$ 50 mil
José Augusto Pugliesi (PMDB), federal*: R$ 50 mil
Egesa
Bancada do Tocantins
Obra: construção na BR-242/TO, Peixe – Paranã – Taguatinga
Valor da emenda: R$ 150 milhões
Egesa/CCM Engenharia
Bancada de Tocantins
Obra: Construção na BR-235/TO, Pedro Afonso – Divisa MA
Valor da emenda: R$ 100 milhões
Torc
Bancada do Distrito Federal
Obra: adequação na BR-020/DF, Sobradinho – Formosa
Valor da emenda: R$ 60 milhões
Total doado a candidato: R$ 300 mil
Joaquim Roriz (PMDB), senador: R$ 300 mil
Serveng/Torc/Alicerce/Mendes Júnior
Bancada do Distrito Federal
Obra: adequação na BR-450/DF, Km 5,3 – Km 20,6
Valor da emenda: R$ 60 milhões
Total doado a candidato (Torc): R$ 300 mil
Joaquim Roriz (PMDB), senador: R$ 300 mil
Odebrecht
Bancada de São Paulo
Obra: conclusão do túnel Joá/Penteado em Campinas (SP)
Valor da emenda: R$ 20 milhões
Total doado a candidatos**: R$ 297,5 mil
Aldo Rebelo (PCdoB), federal: R$ 40 mil
André Franco Montoro (PSDB), federal*: R$ 40 mil
José dos Santos Frade (PV), federal* : R$ 40 mil
Michel Temer (PMDB), federal: R$ 20 mil
Régis de Oliveira (PSC), federal: R$ 10 mil
Camargo Corrêa
Bancada de São Paulo
Obra: construção de ponte sobre o Rio Paraná, Paulicéia/Brasilândia
Valor da emenda: R$ 37 milhões
Total doado a candidatos**: R$ 3,56 milhões
Guilherme Afif Domingos (PFL), senador: R$ 300 mil
Aldo Rebelo (PCdoB), federal: R$ 250 mil
Janete Rocha Pieta (PT), federal: R$ 250 mil
Aloizio Mercadante (PT), governo: R$ 200 mil
Dimas Eduardo Ramalho (PPS), federal: R$ 150 mil
Arlindo Chinaglia (PT), federal: R$ 120 mil
Paulo Renato Souza (PSDB), federal: R$ 100 mil
Luiz Antônio Fleury Filho (PTB), federal*: R$ 100 mil
Robson Tuma (PFL), federal*: R$ 50 mil
Aparecido dos Santos (PSDB), federal: R$ 100 mil
José Eduardo Cardozo (PT), federal: R$ 70 mil
Michel Temer (PMDB), federal: R$ 50 mil
André Franco Montoro (PSDB), federal*: R$ 50 mil
Antonio Lobbe Neto (PSDB), federal: R$ 50 mil