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Publicado: 29/01/2008 | 08:56
Lobão tem pressa
Leandro Colon
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Ministro de Minas e Energia despacha com o presidente da República e promete resolver hoje distribuição de cargos nas estatais de energia
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), prometeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentar resolver ainda hoje as pendências nas nomeações em cargos do setor elétrico. Em reunião ontem no Palácio do Planalto, Lobão explicou os conflitos nas indicações e informou que conversará hoje com o PMDB para discutir o assunto. Um encontro deve ocorrer durante o dia entre o ministro, o líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO), outros integrantes da alta cúpula da legenda, além do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Este último, aliás, participou do fim da reunião entre Lobão e Lula.
O ministro de Minas e Energia contou ao presidente que os dois principais entraves estão na presidência da Eletrobrás e na diretoria internacional da Petrobras. Disputam o primeiro cargo Evandro Coura e Flávio Decat. Coura foi indicado pelo PMDB e tem a preferência de Lobão. Já Decat, ex-presidente da Eletronuclear, foi inicialmente sugerido pelo partido, mas seu nome perdeu força para Coura, apadrinhado pelo senador José Sarney (PMDB-AP).
Então satisfeita com Decat, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, avisou ao presidente Lula nos últimos dias de sua preferência por esse nome. Dilma teme que o loteamento político do PMDB na pasta prejudique o trabalho já realizado no ministério, comandado por ela no começo do primeiro mandato petista.
O presidente não escondeu de Lobão que espera rapidez na solução do impasse nessa nomeação e também em torno da diretoria internacional da Petrobras. O PMDB quer Jorge Luiz Zelada, gerente de engenharia da empresa, enquanto o senador Delcidio Amaral (PT-MS) pressiona pela manutenção de Nestor Cerveró no cargo. O petista conta nessa briga com o apoio do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), próximo de Cerveró. Ontem, o Conselho da Petrobras se reuniu no Rio de Janeiro. Cogitou-se que poderia aprovar o nome de Zelada, mas nada aconteceu.
Sem chuva
Além de garantir agilidade nessas nomeações, Lobão levou a Lula uma planilha sobre o índice pluviométrico no país. O ministro mostrou que o Brasil já está alcançando a média de chuvas necessária para espantar qualquer risco de apagão elétrico. Ele relatou ao presidente dados sobre chuvas nos rios Tocantins, São Francisco e Tietê. Nessa parte da reunião, Lobão ficou a sós com o presidente. O ministro José Múcio apareceu mais tarde para discutir as questões políticas.
O encontrou foi o primeiro despacho de Lobão com Lula após tomar posse na semana passada. Antes de assumir o cargo, o novo ministro recebeu críticas por não ter experiência no setor elétrico. Ganhou, porém, respaldo do presidente. Com a conversa de ontem, Lobão busca mostrar autonomia dentro da pasta. Sabe que tem sido monitorado por Dilma. Por isso, tem tentando mesclar as indicações na área para evitar um confronto com a ministra. Topou, por exemplo, indicar Márcio Zimmermman, próximo de Dilma, para a secretaria-executiva do ministério.
FALHOU
O empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) não apareceu em Brasília ontem. Sua presença era aguardada para tomar posse como senador na vaga do pai, que assumiu o Ministério de Minas e Energia. Edinho, como é conhecido, é acusado, entre outras coisas, de usar laranjas para ocultar a propriedade em uma empresa de bebidas e de cometer irregularidades no arrendamento de uma emissora. Ele promete tomar posse nesta semana e entregar ao Senado sua defesa em relação a essas denúncias. O empresário já disse que deixará o DEM. O comando do PMDB decidiu não convidá-lo imediatamente para se filiar ao partido.
Leandro Colon
Correio Braziliense
Correio Braziliense
Ministro de Minas e Energia despacha com o presidente da República e promete resolver hoje distribuição de cargos nas estatais de energia
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), prometeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentar resolver ainda hoje as pendências nas nomeações em cargos do setor elétrico. Em reunião ontem no Palácio do Planalto, Lobão explicou os conflitos nas indicações e informou que conversará hoje com o PMDB para discutir o assunto. Um encontro deve ocorrer durante o dia entre o ministro, o líder do partido no Senado, Valdir Raupp (RO), outros integrantes da alta cúpula da legenda, além do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Este último, aliás, participou do fim da reunião entre Lobão e Lula.
O ministro de Minas e Energia contou ao presidente que os dois principais entraves estão na presidência da Eletrobrás e na diretoria internacional da Petrobras. Disputam o primeiro cargo Evandro Coura e Flávio Decat. Coura foi indicado pelo PMDB e tem a preferência de Lobão. Já Decat, ex-presidente da Eletronuclear, foi inicialmente sugerido pelo partido, mas seu nome perdeu força para Coura, apadrinhado pelo senador José Sarney (PMDB-AP).
Então satisfeita com Decat, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, avisou ao presidente Lula nos últimos dias de sua preferência por esse nome. Dilma teme que o loteamento político do PMDB na pasta prejudique o trabalho já realizado no ministério, comandado por ela no começo do primeiro mandato petista.
O presidente não escondeu de Lobão que espera rapidez na solução do impasse nessa nomeação e também em torno da diretoria internacional da Petrobras. O PMDB quer Jorge Luiz Zelada, gerente de engenharia da empresa, enquanto o senador Delcidio Amaral (PT-MS) pressiona pela manutenção de Nestor Cerveró no cargo. O petista conta nessa briga com o apoio do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), próximo de Cerveró. Ontem, o Conselho da Petrobras se reuniu no Rio de Janeiro. Cogitou-se que poderia aprovar o nome de Zelada, mas nada aconteceu.
Sem chuva
Além de garantir agilidade nessas nomeações, Lobão levou a Lula uma planilha sobre o índice pluviométrico no país. O ministro mostrou que o Brasil já está alcançando a média de chuvas necessária para espantar qualquer risco de apagão elétrico. Ele relatou ao presidente dados sobre chuvas nos rios Tocantins, São Francisco e Tietê. Nessa parte da reunião, Lobão ficou a sós com o presidente. O ministro José Múcio apareceu mais tarde para discutir as questões políticas.
O encontrou foi o primeiro despacho de Lobão com Lula após tomar posse na semana passada. Antes de assumir o cargo, o novo ministro recebeu críticas por não ter experiência no setor elétrico. Ganhou, porém, respaldo do presidente. Com a conversa de ontem, Lobão busca mostrar autonomia dentro da pasta. Sabe que tem sido monitorado por Dilma. Por isso, tem tentando mesclar as indicações na área para evitar um confronto com a ministra. Topou, por exemplo, indicar Márcio Zimmermman, próximo de Dilma, para a secretaria-executiva do ministério.
FALHOU
O empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) não apareceu em Brasília ontem. Sua presença era aguardada para tomar posse como senador na vaga do pai, que assumiu o Ministério de Minas e Energia. Edinho, como é conhecido, é acusado, entre outras coisas, de usar laranjas para ocultar a propriedade em uma empresa de bebidas e de cometer irregularidades no arrendamento de uma emissora. Ele promete tomar posse nesta semana e entregar ao Senado sua defesa em relação a essas denúncias. O empresário já disse que deixará o DEM. O comando do PMDB decidiu não convidá-lo imediatamente para se filiar ao partido.