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Publicado: 11/03/2008 | 08:55
DEM quer convocar Dilma e filha de Lula
| Leandro Colon |
| Correio Braziliense |
Caciques da legenda preparam requerimentos para a CPI dos Cartões. Na lista, pedidos de explicações de Lurian e da ministra da Casa Civil
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões começa hoje desacreditada e, por enquanto, sem qualquer expectativa de investigação bem sucedida. Apesar desse cenário, assessores técnicos do DEM prepararam uma lista de requerimentos para serem votados que podem dar dor de cabeça ao governo. Aparecem nessa relação, por exemplo, as convocações de Lurian, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Se elas serão chamadas, é outra história. Nem mesmo os parlamentares do DEM sabem se protocolarão esses requerimentos. Mas não descartam a possibilidade. “Não dá para descartar nada. Talvez possamos ouvi-la (Lurian) mais para frente”, diz o senador Demostenes Torres (DEM-GO), integrante da CPI. A filha de Lula surgiu na crise dos cartões corporativos depois da divulgação de que um segurança dela gastou R$ 55 mil com esse tipo de expediente.
Até agora, o DEM tem jogado sozinho nos preparativos para a CPI. Funcionários do partido fizeram um levantamento de tudo o que foi divulgado pela imprensa sobre o cartão corporativo. Em cima disso, selecionaram requerimentos para a comissão de inquérito colocá-los em votação. Além de Lurian e de Dilma, aparecem outros nomes ligados ao governo, a maioria de ministros.
O DEM sabe que setores do PSDB fecharam um acordo com governistas para evitar qualquer investigação que atinja contas pessoais de Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em crise de relacionamento com os tucanos, os democratas pressionam os integrantes do PSDB na CPI a não jogarem no time do governo. Querem que a presidente da comissão, a tucana Marisa Serrano (PSDB-MS), não cumpra o acordo fechado nos bastidores.
Tropa de choque
Maioria folgada na CPI, o governo bloqueará qualquer tentativa de convocação da filha do presidente Lula. Por isso, o DEM não deve apresentar imediatamente esse tipo de requerimento. Guardará como carta na manga para colocá-lo em votação caso o governo perca força dentro da CPI. Ou o PSDB resolva entrar no jogo contra o Palácio do Planalto.
Cabe ao presidente da comissão, no caso Marisa Serrano, preparar a pauta de votações. Por enquanto, a senadora tem dito que não compactuará com nenhum movimento que mostre um clima de acordo para abafar as investigações. A partir de hoje, ela poderá confirmar na prática seu discurso.
Na reunião, marcada para as 11h, os deputados e senadores pretendem confirmar a indicação de Marisa Serrano para presidir a comissão, e a escolha do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) para relatá-la. Um outro encontro deve ser marcado ainda nesta semana para votar o roteiro de investigação preparado por Sérgio. E, somente depois disso, a CPI começará a votar requerimentos de pedidos de informações e convocação de depoentes.
No roteiro de Sérgio, estarão de fora do começo da investigação os gastos sigilosos da Presidência da República com cartão corporativo. Dos R$ 16 milhões gastos pela Presidência no ano passado, R$ 15,2 milhões estão sob segredo, cerca de 95% do total. Se depender de petistas e alguns tucanos, esse assunto será deixado de lado na CPI.
Marisa Serrano e Luiz Sérgio decidiram ouvir, inicialmente, os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, além de integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU).
| Leandro Colon |
| Correio Braziliense |
Caciques da legenda preparam requerimentos para a CPI dos Cartões. Na lista, pedidos de explicações de Lurian e da ministra da Casa Civil
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões começa hoje desacreditada e, por enquanto, sem qualquer expectativa de investigação bem sucedida. Apesar desse cenário, assessores técnicos do DEM prepararam uma lista de requerimentos para serem votados que podem dar dor de cabeça ao governo. Aparecem nessa relação, por exemplo, as convocações de Lurian, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Se elas serão chamadas, é outra história. Nem mesmo os parlamentares do DEM sabem se protocolarão esses requerimentos. Mas não descartam a possibilidade. “Não dá para descartar nada. Talvez possamos ouvi-la (Lurian) mais para frente”, diz o senador Demostenes Torres (DEM-GO), integrante da CPI. A filha de Lula surgiu na crise dos cartões corporativos depois da divulgação de que um segurança dela gastou R$ 55 mil com esse tipo de expediente.
Até agora, o DEM tem jogado sozinho nos preparativos para a CPI. Funcionários do partido fizeram um levantamento de tudo o que foi divulgado pela imprensa sobre o cartão corporativo. Em cima disso, selecionaram requerimentos para a comissão de inquérito colocá-los em votação. Além de Lurian e de Dilma, aparecem outros nomes ligados ao governo, a maioria de ministros.
O DEM sabe que setores do PSDB fecharam um acordo com governistas para evitar qualquer investigação que atinja contas pessoais de Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em crise de relacionamento com os tucanos, os democratas pressionam os integrantes do PSDB na CPI a não jogarem no time do governo. Querem que a presidente da comissão, a tucana Marisa Serrano (PSDB-MS), não cumpra o acordo fechado nos bastidores.
Tropa de choque
Maioria folgada na CPI, o governo bloqueará qualquer tentativa de convocação da filha do presidente Lula. Por isso, o DEM não deve apresentar imediatamente esse tipo de requerimento. Guardará como carta na manga para colocá-lo em votação caso o governo perca força dentro da CPI. Ou o PSDB resolva entrar no jogo contra o Palácio do Planalto.
Cabe ao presidente da comissão, no caso Marisa Serrano, preparar a pauta de votações. Por enquanto, a senadora tem dito que não compactuará com nenhum movimento que mostre um clima de acordo para abafar as investigações. A partir de hoje, ela poderá confirmar na prática seu discurso.
Na reunião, marcada para as 11h, os deputados e senadores pretendem confirmar a indicação de Marisa Serrano para presidir a comissão, e a escolha do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) para relatá-la. Um outro encontro deve ser marcado ainda nesta semana para votar o roteiro de investigação preparado por Sérgio. E, somente depois disso, a CPI começará a votar requerimentos de pedidos de informações e convocação de depoentes.
No roteiro de Sérgio, estarão de fora do começo da investigação os gastos sigilosos da Presidência da República com cartão corporativo. Dos R$ 16 milhões gastos pela Presidência no ano passado, R$ 15,2 milhões estão sob segredo, cerca de 95% do total. Se depender de petistas e alguns tucanos, esse assunto será deixado de lado na CPI.
Marisa Serrano e Luiz Sérgio decidiram ouvir, inicialmente, os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, além de integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU).