antigas Publicado: 29/07/2008 | 09:46

Dantas teria bancado assessoria para Fraga

Correio Braziliense

O banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity e alvo da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, é acusado de bancar um escritório de advocacia de Brasília para assessorar o deputado federal e secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM). O valor desembolsado pelo empresário, que controlava a Brasil Telecom por meio do Opportunity, teria alcançado a cifra de R$ 1,75 milhão.

Segundo reportagem de ontem da Folha de S.Paulo, o deputado recorreu ao Tribunal de Contas da União para tentar barrar um acordo “put”, pelo qual os fundos de pensão se comprometiam a comprar ações do Citigroup na Brasil Telecom. Protagonista da disputa pelo controle da telefônica, Dantas queria inviabilizar o acordo. Os novos controladores da empresa fizeram auditoria nas contas da Brasil Telecom, no final de 2005, e identificaram o contrato que previa a prestação de serviço jurídico.

Fraga disse à Folha que um dos funcionários da Brasil Telecom havia pedido ajuda e que arrumaria um jeito de ajudá-lo. O congressista reconheceu ser “muito amigo” do ex-cunhado de Daniel Dantas, Carlos Rodemburg. O Opportunity informou que “a contratação de escritórios de advocacia é uma decisão do dia-a-dia das companhias e de responsabilidade de sua diretoria”.

Protógenes na internet
Além de um blog na internet dedicado ao delegado Protógenes Queiroz, o ex-comandante da Operação Satiagraha virou tema do site de relacionamentos orkut. Existem seis comunidades de apoio ao policial que prendeu o banqueiro Daniel Dantas e outras 17 pessoas. Os internautas que participam desses grupos deixam mensagens de apoio a Protógenes e criticam seu afastamento repentino das investigações. Com o nome “Protógenes Queiroz = Justiça!”, a mais popular dessas comunidades contava ontem com 364 integrantes. Já o blog, escrito em terceira pessoa, reúne informações sobre a carreira profissional do delegado, além de matérias sobre a rumorosa operação. Não se sabe se a autoria da página eletrônica é do delegado ou de terceiros. Protógenes está em Brasília, onde faz curso superior de polícia na academia da corporação.
 

Correio Braziliense

O banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity e alvo da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, é acusado de bancar um escritório de advocacia de Brasília para assessorar o deputado federal e secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM). O valor desembolsado pelo empresário, que controlava a Brasil Telecom por meio do Opportunity, teria alcançado a cifra de R$ 1,75 milhão.

Segundo reportagem de ontem da Folha de S.Paulo, o deputado recorreu ao Tribunal de Contas da União para tentar barrar um acordo “put”, pelo qual os fundos de pensão se comprometiam a comprar ações do Citigroup na Brasil Telecom. Protagonista da disputa pelo controle da telefônica, Dantas queria inviabilizar o acordo. Os novos controladores da empresa fizeram auditoria nas contas da Brasil Telecom, no final de 2005, e identificaram o contrato que previa a prestação de serviço jurídico.

Fraga disse à Folha que um dos funcionários da Brasil Telecom havia pedido ajuda e que arrumaria um jeito de ajudá-lo. O congressista reconheceu ser “muito amigo” do ex-cunhado de Daniel Dantas, Carlos Rodemburg. O Opportunity informou que “a contratação de escritórios de advocacia é uma decisão do dia-a-dia das companhias e de responsabilidade de sua diretoria”.

Protógenes na internet
Além de um blog na internet dedicado ao delegado Protógenes Queiroz, o ex-comandante da Operação Satiagraha virou tema do site de relacionamentos orkut. Existem seis comunidades de apoio ao policial que prendeu o banqueiro Daniel Dantas e outras 17 pessoas. Os internautas que participam desses grupos deixam mensagens de apoio a Protógenes e criticam seu afastamento repentino das investigações. Com o nome “Protógenes Queiroz = Justiça!”, a mais popular dessas comunidades contava ontem com 364 integrantes. Já o blog, escrito em terceira pessoa, reúne informações sobre a carreira profissional do delegado, além de matérias sobre a rumorosa operação. Não se sabe se a autoria da página eletrônica é do delegado ou de terceiros. Protógenes está em Brasília, onde faz curso superior de polícia na academia da corporação.