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Publicado: 6/08/2008 | 09:34
Na Câmara, 76 projetos estão à espera de votação
| Luiz Carlos Azedo |
| Correio Braziliense |
Os deputados não têm o que reclamar do Executivo em matéria de aprovação de projetos de sua própria lavra. Basta votar meia dúzia de propostas que estão trancando a pauta, entre medidas provisórias e projetos em regime de urgência, e colocar na ordem do dia 76 projetos de leis e emendas constitucionais que já tramitaram por todas as comissões e estão prontos para votação. Segundo levantamento feito pela Secretaria-Geral da Mesa, são dez projetos sobre temas sociais, cinco sobre transparência no setor público, nove em favor da condição feminina, cinco na área da saúde, sete na área econômica e tributária, 16 na de segurança pública, quatro na de meio ambiente e 20 para aperfeiçoar as instituições democráticas.
No grupo, estão temas polêmicos, como cotas em universidades, aborto pelo Sistema Único de Saúde e voto aberto no Congresso. O problema é que os líderes não chegam a um acordo sobre a agenda das votações nem sobre o calendário do esforço concentrado para fazer bonito durante o período eleitoral. Ontem, apesar da obstrução liderada pelo DEM, os governistas conseguiram aprovar o reajuste salarial dos servidores públicos. Agora, tentam aprovar a renegociação das dívidas dos ruralistas, que está sendo obstruída pelos democratas desde ontem. Uma café da manhã com os líderes de bancada marcado pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT), para discutir uma agenda positiva seria realizado hoje pela manhã, mas foi suspenso devido ao impasse na votação da medida provisória dos ruralistas. A MP divide a Frente Ruralista e bloqueia os trabalhos.
Na reunião do colégio de líderes de ontem, nenhum acordo foi possível para o esforço concentrado. O único consenso era contra a medida provisória que cria o Ministério da Pesca e mais 249 cargos, que foi um motivo de chacota generalizada (ler mais na página 8). “Só falta criar o Ministério da banana”, ironizou o líder do PSDB na Casa, deputado José Aníbal (SP), numa referência ao acordo que o governo brasileiro conseguiu na Rodada de Doha, da Organização Mundial de Comércio, no qual o Brasil aumentou sua cota para exportar fruta símbolo da América Latina.
| Luiz Carlos Azedo |
| Correio Braziliense |
Os deputados não têm o que reclamar do Executivo em matéria de aprovação de projetos de sua própria lavra. Basta votar meia dúzia de propostas que estão trancando a pauta, entre medidas provisórias e projetos em regime de urgência, e colocar na ordem do dia 76 projetos de leis e emendas constitucionais que já tramitaram por todas as comissões e estão prontos para votação. Segundo levantamento feito pela Secretaria-Geral da Mesa, são dez projetos sobre temas sociais, cinco sobre transparência no setor público, nove em favor da condição feminina, cinco na área da saúde, sete na área econômica e tributária, 16 na de segurança pública, quatro na de meio ambiente e 20 para aperfeiçoar as instituições democráticas.
No grupo, estão temas polêmicos, como cotas em universidades, aborto pelo Sistema Único de Saúde e voto aberto no Congresso. O problema é que os líderes não chegam a um acordo sobre a agenda das votações nem sobre o calendário do esforço concentrado para fazer bonito durante o período eleitoral. Ontem, apesar da obstrução liderada pelo DEM, os governistas conseguiram aprovar o reajuste salarial dos servidores públicos. Agora, tentam aprovar a renegociação das dívidas dos ruralistas, que está sendo obstruída pelos democratas desde ontem. Uma café da manhã com os líderes de bancada marcado pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT), para discutir uma agenda positiva seria realizado hoje pela manhã, mas foi suspenso devido ao impasse na votação da medida provisória dos ruralistas. A MP divide a Frente Ruralista e bloqueia os trabalhos.
Na reunião do colégio de líderes de ontem, nenhum acordo foi possível para o esforço concentrado. O único consenso era contra a medida provisória que cria o Ministério da Pesca e mais 249 cargos, que foi um motivo de chacota generalizada (ler mais na página 8). “Só falta criar o Ministério da banana”, ironizou o líder do PSDB na Casa, deputado José Aníbal (SP), numa referência ao acordo que o governo brasileiro conseguiu na Rodada de Doha, da Organização Mundial de Comércio, no qual o Brasil aumentou sua cota para exportar fruta símbolo da América Latina.