antigas Publicado: 18/11/2008 | 10:50

Concurso do Senado sub judice

Correio Braziliense

Ministério Público pede cancelamento das provas subjetivas, alegando que faltou detalhamento dos critérios de pontuação e correção do teste


 

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) decidiu intervir no concurso do Senado Federal. O procurador da República, Pedro Antônio Machado, pediu à Justiça que anule as provas subjetivas realizadas em 9 de novembro. A ação civil pública foi protocolada na 17ª Vara da Justiça Federal do DF na sexta-feira. Esse pedido não torna inválidas as questões objetivas.

Na ação, o procurador afirma que houve omissão de detalhes dos critérios de pontuação e correção no edital de abertura para as questões subjetivas. Por isso, pede liminarmente que a Justiça determine à União e à organizadora, Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anulem as perguntas e reapliquem as provas após mudanças e publicação de editais complementares.

Para Machado, a ausência do detalhamento dos critérios “fere os princípios da legalidade, da publicidade e do julgamento objetivo” ainda que as regras de correção estejam dispostas nos cadernos de prova. Na visão do procurador da República, a ausência dessas regras claras e o uso da expressão “outros critérios” abre uma brecha para que a banca examinadora estipule quesitos e pontuações que “melhor lhe aprouverem”. E não permite que os candidatos se preparem objetivamente para a realização das questões subjetivas.

Para justificar a ação civil pública, o procurador da República apresenta outros processos movidos pela mesma razão, como no concurso da Câmara dos Deputados promovido pela Fundação Carlos Chagas. Nesse caso, a Justiça concedeu o pedido de liminar anulando a segunda fase do concurso para comunicação social — imprensa escrita, televisão e divulgação institucional. As provas, que ocorreram em janeiro deste ano, serão reaplicadas, porém ainda não há data.

O pedido de anulação atinge 90,56% dos candidatos inscritos, pois diz respeito a cargos de quatro dos cinco editais que compõem a seleção. As exceções são os postos de advogado e consultor, que farão prova subjetiva no próximo domingo. Para evitar maiores problemas, o MPF recomenda que os critérios de correção sejam publicados antes da prova.

Questões clonadas
O diretor-geral adjunto do Senado, José Alexandre Gazineo, afirma que a Casa ainda não foi oficialmente notificada sobre a ação. Mesmo assim, ele antecipa que se a Justiça conceder a liminar a determinação será acatada. Gazineo, que é o presidente da comissão organizadora do concurso no Senado, disse que o MPF já havia pedido explicações sobre o assunto. “Há cerca de 20 dias, a Presidência do Senado explicou que não faltavam critérios de correção e que os mesmos estavam coerentes com os demais editais na praça”, comenta. “Antes das provas ocorreram, poderiam ter pedido a impugnação do edital e isso não ocorreu. Os prejuízos de reaplicar a prova são muito maiores”, completa. A FGV foi procurada, mas o advogado da empresa, Décio Freire, não foi encontrado.

O prazo dado pelo Senado para que a FGV apresente explicações sobre as questões clonadas termina às 18h de hoje. O ofício foi motivado por duas reportagens nas quais o Correio mostrou que houve cópias de provas anteriores nos cargos de produção executiva e engenharia mecânica.


6 mil vagas em Tocantins

O governo de Tocantins abriu inscrições para 6.352 vagas para administração direta. Os postos atendem a todos os níveis de escolaridade e será o concurso organizado pela Fundação Universidade do Tocantins (Unitins). Os salários para os nomeados será de R$ 473 a R$ 2 mil.

Há vagas para administradores, publicitários, jornalistas, relações públicas, engenheiro em várias áreas, assistente social, bacharéis em filosofia, pedagogo, advogado, antropólogo, arquiteto, assistente administrativo, desenhista, fiscal agropecuário, fiscal de trânsito, técnico agrícola, motorista, operador de máquinas, examinador veicular, almoxarife, entre outros. E os salários são de R$ 473 a R$ 587 para quem terminou o nível fundamental, R$ 825 a R$ 1 mil para quem tem nível médio e R$ 2.020 aos graduados para carga de 40 horas semanais. Palmas concentra o maior número de postos: 3.090, mas há chances em várias cidades do estado.

Os candidatos podem aderir até 26 de novembro no site da Secretaria da Administração (http://secad.unitins.br), mediante pagamento da taxa de inscrição que varia de R$35 a R$ 90. Não há previsão de isenção da taxa. Os portadores de deficiência devem entregar os documentos listados no edital até 4 de dezembro. Todos os inscritos serão avaliados em provas objetivas de múltipla escolha de caráter eliminatório e classificatório. Serão cobrados conhecimentos básicos — português, noções de informática, atualidades e legislação estadual — e conhecimentos específicos de cada área.

O edital prevê que a prova poderá ser aplicada em qualquer dia da semana, inclusive fins de semana e feriado e a data será publicada posteriormente. O que foi definido é que os candidatos poderão escolher realizar os testes em Araguaína, Dianópolis, Guaraí, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional e Tocantinópolis. (LN)

 

Correio Braziliense

Ministério Público pede cancelamento das provas subjetivas, alegando que faltou detalhamento dos critérios de pontuação e correção do teste


 

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) decidiu intervir no concurso do Senado Federal. O procurador da República, Pedro Antônio Machado, pediu à Justiça que anule as provas subjetivas realizadas em 9 de novembro. A ação civil pública foi protocolada na 17ª Vara da Justiça Federal do DF na sexta-feira. Esse pedido não torna inválidas as questões objetivas.

Na ação, o procurador afirma que houve omissão de detalhes dos critérios de pontuação e correção no edital de abertura para as questões subjetivas. Por isso, pede liminarmente que a Justiça determine à União e à organizadora, Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anulem as perguntas e reapliquem as provas após mudanças e publicação de editais complementares.

Para Machado, a ausência do detalhamento dos critérios “fere os princípios da legalidade, da publicidade e do julgamento objetivo” ainda que as regras de correção estejam dispostas nos cadernos de prova. Na visão do procurador da República, a ausência dessas regras claras e o uso da expressão “outros critérios” abre uma brecha para que a banca examinadora estipule quesitos e pontuações que “melhor lhe aprouverem”. E não permite que os candidatos se preparem objetivamente para a realização das questões subjetivas.

Para justificar a ação civil pública, o procurador da República apresenta outros processos movidos pela mesma razão, como no concurso da Câmara dos Deputados promovido pela Fundação Carlos Chagas. Nesse caso, a Justiça concedeu o pedido de liminar anulando a segunda fase do concurso para comunicação social — imprensa escrita, televisão e divulgação institucional. As provas, que ocorreram em janeiro deste ano, serão reaplicadas, porém ainda não há data.

O pedido de anulação atinge 90,56% dos candidatos inscritos, pois diz respeito a cargos de quatro dos cinco editais que compõem a seleção. As exceções são os postos de advogado e consultor, que farão prova subjetiva no próximo domingo. Para evitar maiores problemas, o MPF recomenda que os critérios de correção sejam publicados antes da prova.

Questões clonadas
O diretor-geral adjunto do Senado, José Alexandre Gazineo, afirma que a Casa ainda não foi oficialmente notificada sobre a ação. Mesmo assim, ele antecipa que se a Justiça conceder a liminar a determinação será acatada. Gazineo, que é o presidente da comissão organizadora do concurso no Senado, disse que o MPF já havia pedido explicações sobre o assunto. “Há cerca de 20 dias, a Presidência do Senado explicou que não faltavam critérios de correção e que os mesmos estavam coerentes com os demais editais na praça”, comenta. “Antes das provas ocorreram, poderiam ter pedido a impugnação do edital e isso não ocorreu. Os prejuízos de reaplicar a prova são muito maiores”, completa. A FGV foi procurada, mas o advogado da empresa, Décio Freire, não foi encontrado.

O prazo dado pelo Senado para que a FGV apresente explicações sobre as questões clonadas termina às 18h de hoje. O ofício foi motivado por duas reportagens nas quais o Correio mostrou que houve cópias de provas anteriores nos cargos de produção executiva e engenharia mecânica.


6 mil vagas em Tocantins

O governo de Tocantins abriu inscrições para 6.352 vagas para administração direta. Os postos atendem a todos os níveis de escolaridade e será o concurso organizado pela Fundação Universidade do Tocantins (Unitins). Os salários para os nomeados será de R$ 473 a R$ 2 mil.

Há vagas para administradores, publicitários, jornalistas, relações públicas, engenheiro em várias áreas, assistente social, bacharéis em filosofia, pedagogo, advogado, antropólogo, arquiteto, assistente administrativo, desenhista, fiscal agropecuário, fiscal de trânsito, técnico agrícola, motorista, operador de máquinas, examinador veicular, almoxarife, entre outros. E os salários são de R$ 473 a R$ 587 para quem terminou o nível fundamental, R$ 825 a R$ 1 mil para quem tem nível médio e R$ 2.020 aos graduados para carga de 40 horas semanais. Palmas concentra o maior número de postos: 3.090, mas há chances em várias cidades do estado.

Os candidatos podem aderir até 26 de novembro no site da Secretaria da Administração (http://secad.unitins.br), mediante pagamento da taxa de inscrição que varia de R$35 a R$ 90. Não há previsão de isenção da taxa. Os portadores de deficiência devem entregar os documentos listados no edital até 4 de dezembro. Todos os inscritos serão avaliados em provas objetivas de múltipla escolha de caráter eliminatório e classificatório. Serão cobrados conhecimentos básicos — português, noções de informática, atualidades e legislação estadual — e conhecimentos específicos de cada área.

O edital prevê que a prova poderá ser aplicada em qualquer dia da semana, inclusive fins de semana e feriado e a data será publicada posteriormente. O que foi definido é que os candidatos poderão escolher realizar os testes em Araguaína, Dianópolis, Guaraí, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional e Tocantinópolis. (LN)