antigas Publicado: 18/11/2008 | 10:59

Mais de 50 mil desempregados

Correio Braziliense

O Citigroup anunciou ontem que planeja cortar mais de 50 mil postos de trabalho. O objetivo é diminuir os custos da empresa em 20% para enfrentar a crise no sistema bancário mundial. Com as demissões, o banco deverá reduzir seu quadro de funcionários para cerca de 300 mil. O anúncio feito pelo banco não especifica em quais unidades ou países o corte será realizado, mas os comentários no mercado dão conta de que poderia haver redução nas áreas de investimentos e gerenciamento de fortunas. Ao longo do último ano, o banco já promoveu a demissão de cerca de 23 mil empregados.

Além do Citigroup, estão sendo esperadas também demissões no banco de negócios americano JPMorgan. Segundo o site do jornal britânico Telegraph, o “banco americano fez uma revisão de suas atividades e, apesar de ainda não ter decidido a dimensão da medida, milhares de empregados devem ser cortados até o fim do ano”. Alguns analistas já prevêem o corte de 3mil postos de trabalho, quase 10% do efetivo mundial do banco.

Balanço
Levantamento da Challenger, Gray & Christmas indica que o anúncio de cortes feito pelo Citigroup é o segundo maior feito nos EUA desde 1993, quando a empresa passou a acompanhar os anúncios de demissões feitos por grandes companhias norte-americanas. Os cortes anunciados pelo Citigroup empatam com as 50 mil demissões anunciadas pela Sears Roebuck & Co. em janeiro de 1993 e ficam abaixo apenas dos 60 mil cortes anunciados pela IBM em julho daquele mesmo ano.


Opel quer ajuda

A montadora alemã Opel, cuja matriz, a americana General Motors, está à beira da falência, pediu ajuda financeira, ontem, à chanceler da Alemanha Angela Merkel. Porém, o governo alemão já indicou que não pretende lançar um plano de resgate para o setor automotivo. Na sexta-feira passada, a Opel já tinha feito um apelo ao governo para que garantisse seus empréstimos, temerosa de que a crise da GM em Detroit faça secar os recursos enviados pela matriz, impossibilitando o pagamento de seus credores e dos 25.700 funcionários na Alemanha.

A Opel emprega quase metade dos 55mil funcionários da GM na Europa. De acordo com rumores no mercado alemão, a Opel vai pedir um bilhão de euros, cerca de US$ 1,3 bilhão, para o governo da Alemanha.

EUA
Nos Estados Unidos as tentativas de recuperação da General Motors também não encontraram eco dentro do governo. De acordo com um comunicado da Casa Branca “o governo dos Estados Unidos não deseja a falência da indústria automotiva americana, mas ela terá de se contentar com os fundos já disponíveis”. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, declarou que “a indústria automotiva representa uma parte importante de nosso sistema industrial e queremos que essa indústria tenha êxito e seja competitiva na economia mundial. É por isso que pedimos ao Congresso para tomar medidas necessárias para ajudá-la”. No entanto, Perino enfatizou que a Casa Branca não apoiava garantir um novo financiamento. “Achamos que essa ajuda deve vir do programa criado pelo Congresso que estava especificamente destinado a ajudar os construtores automotivos — o programa de 25 bilhões de dólares de empréstimos do Departamento de Energia”, disse.

Suzuki
A GM venderá por 180 milhões de dólares sua participação de 3,2% no capital da japonesa Suzuki, anunciou o grupo nipônico, que comprará todas as ações.“Entendo a necessidade da GM de vender as ações para obter fundos”, afirmou em um comunicado o presidente da Suzuki Motor, Osamu Suzuki.



O número
Dinheiro
A Opel, filial da GM na Europa, vai pedir
US$ 1,3 bilhão
ao governo alemão


Fé na GM do Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou ontem que o impacto dos empréstimos de R$ 4 bilhões do Banco do Brasil e de mais R$ 4 bilhões do governo do estado de São Paulo para as montadoras deverá ser mensurado daqui a três ou quatro semanas. No caso específico da GM do Brasil, o ministro disse que a unidade da montadora no país é uma das mais lucrativas no mundo e acredita que ela não será afetada pela crise. “Eu acho que nem vai fechar unidade e nem vai desempregar”, afirmou. Segundo ele, a empresa não procurou o governo em busca de ajuda ou empréstimo.

Miguel Jorge reagiu com tranqüilidade aos anúncios de férias coletivas realizados nas últimas semanas por algumas montadoras. Durante a 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, o ministro avaliou que os empregos nas montadoras serão mantidos. “As férias coletivas sempre foram usadas pela indústria e não devem ser consideradas como indício de que a crise está afetando demais a gente”, destacou, chamando atenção para a alta produtividade da indústria nos últimos anos. Segundo ele, as montadoras não devem cortar investimentos no país

Correio Braziliense

O Citigroup anunciou ontem que planeja cortar mais de 50 mil postos de trabalho. O objetivo é diminuir os custos da empresa em 20% para enfrentar a crise no sistema bancário mundial. Com as demissões, o banco deverá reduzir seu quadro de funcionários para cerca de 300 mil. O anúncio feito pelo banco não especifica em quais unidades ou países o corte será realizado, mas os comentários no mercado dão conta de que poderia haver redução nas áreas de investimentos e gerenciamento de fortunas. Ao longo do último ano, o banco já promoveu a demissão de cerca de 23 mil empregados.

Além do Citigroup, estão sendo esperadas também demissões no banco de negócios americano JPMorgan. Segundo o site do jornal britânico Telegraph, o “banco americano fez uma revisão de suas atividades e, apesar de ainda não ter decidido a dimensão da medida, milhares de empregados devem ser cortados até o fim do ano”. Alguns analistas já prevêem o corte de 3mil postos de trabalho, quase 10% do efetivo mundial do banco.

Balanço
Levantamento da Challenger, Gray & Christmas indica que o anúncio de cortes feito pelo Citigroup é o segundo maior feito nos EUA desde 1993, quando a empresa passou a acompanhar os anúncios de demissões feitos por grandes companhias norte-americanas. Os cortes anunciados pelo Citigroup empatam com as 50 mil demissões anunciadas pela Sears Roebuck & Co. em janeiro de 1993 e ficam abaixo apenas dos 60 mil cortes anunciados pela IBM em julho daquele mesmo ano.


Opel quer ajuda

A montadora alemã Opel, cuja matriz, a americana General Motors, está à beira da falência, pediu ajuda financeira, ontem, à chanceler da Alemanha Angela Merkel. Porém, o governo alemão já indicou que não pretende lançar um plano de resgate para o setor automotivo. Na sexta-feira passada, a Opel já tinha feito um apelo ao governo para que garantisse seus empréstimos, temerosa de que a crise da GM em Detroit faça secar os recursos enviados pela matriz, impossibilitando o pagamento de seus credores e dos 25.700 funcionários na Alemanha.

A Opel emprega quase metade dos 55mil funcionários da GM na Europa. De acordo com rumores no mercado alemão, a Opel vai pedir um bilhão de euros, cerca de US$ 1,3 bilhão, para o governo da Alemanha.

EUA
Nos Estados Unidos as tentativas de recuperação da General Motors também não encontraram eco dentro do governo. De acordo com um comunicado da Casa Branca “o governo dos Estados Unidos não deseja a falência da indústria automotiva americana, mas ela terá de se contentar com os fundos já disponíveis”. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, declarou que “a indústria automotiva representa uma parte importante de nosso sistema industrial e queremos que essa indústria tenha êxito e seja competitiva na economia mundial. É por isso que pedimos ao Congresso para tomar medidas necessárias para ajudá-la”. No entanto, Perino enfatizou que a Casa Branca não apoiava garantir um novo financiamento. “Achamos que essa ajuda deve vir do programa criado pelo Congresso que estava especificamente destinado a ajudar os construtores automotivos — o programa de 25 bilhões de dólares de empréstimos do Departamento de Energia”, disse.

Suzuki
A GM venderá por 180 milhões de dólares sua participação de 3,2% no capital da japonesa Suzuki, anunciou o grupo nipônico, que comprará todas as ações.“Entendo a necessidade da GM de vender as ações para obter fundos”, afirmou em um comunicado o presidente da Suzuki Motor, Osamu Suzuki.



O número
Dinheiro
A Opel, filial da GM na Europa, vai pedir
US$ 1,3 bilhão
ao governo alemão


Fé na GM do Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou ontem que o impacto dos empréstimos de R$ 4 bilhões do Banco do Brasil e de mais R$ 4 bilhões do governo do estado de São Paulo para as montadoras deverá ser mensurado daqui a três ou quatro semanas. No caso específico da GM do Brasil, o ministro disse que a unidade da montadora no país é uma das mais lucrativas no mundo e acredita que ela não será afetada pela crise. “Eu acho que nem vai fechar unidade e nem vai desempregar”, afirmou. Segundo ele, a empresa não procurou o governo em busca de ajuda ou empréstimo.

Miguel Jorge reagiu com tranqüilidade aos anúncios de férias coletivas realizados nas últimas semanas por algumas montadoras. Durante a 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, o ministro avaliou que os empregos nas montadoras serão mantidos. “As férias coletivas sempre foram usadas pela indústria e não devem ser consideradas como indício de que a crise está afetando demais a gente”, destacou, chamando atenção para a alta produtividade da indústria nos últimos anos. Segundo ele, as montadoras não devem cortar investimentos no país