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Publicado: 3/12/2008 | 12:01
Centrais sindicais levam apoio a Paulinho
Valor Economico
| Presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, deve receber hoje a solidariedade de centrais sindicais e de parlamentares da base governista em Brasília, ao mesmo tempo em que deputados da Comissão de Ética da Câmara Federal decidirão se ele deve perder ou não o mandato. |
| À tarde, enquanto os deputados julgarem se Paulinho quebrou o decoro parlamentar, seis centrais sindicais deverão levar cerca de 30 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios para a 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Suspeito de participar de esquema de desvio de recursos do BNDES, o deputado será um dos principais dirigentes sindicais a cobrar do governo federal medidas que protejam os trabalhadores dos efeitos da crise financeira mundial. |
| A votação da Comissão de Ética, adiada na semana passada, coincidiu com a marcha, tradicionalmente realizada em dezembro. As centrais sindicais que participarão do evento - Força Sindical, CUT, UGT, CGBT, CTB e Nova Central Sindical - garantem que a manifestação dos trabalhadores não se transformará em um ato em apoio de Paulinho. Entre as bandeiras das centrais, estão o fim do fator previdenciário, a redução da taxa de juros e a garantia de emprego diante da crise mundial. |
| Entretanto os sindicalistas não deixam de apontar que a pressão dos sindicalistas poderá recair sobre os deputados da base governista e, dessa forma, ajudar na absolvição do parlamentar. "O julgamento independe da pressão popular, mas os sindicalistas na rua o ajudarão", comentou o secretário-geral da Força , João Carlos Gonçalves, o Juruna. |
| Na análise do dirigente, as denúncias contra Paulinho estão baseadas em um movimento anti-sindicalismo. "As centrais sindicais cresceram muito e tem gente querendo enfraquecer o movimento sindical. Há pessoas que não acham que sindicalistas podem chegar ao poder, que podem ocupar cargos importantes do governo", disse Juruna. |
| O relator na comissão, Paulo Piau (PMDB-MG), defendeu a cassação do mandato de Paulinho. "Se analisarmos os dados, que são técnicos, a pressão dos sindicalistas não terá impacto", disse. Mas os governistas, em maioria na comissão, indicam que não votarão com o relator. O apoio do governo a Paulinho é explicito. Na semana passada, quando a comissão reuniu-se, Paulinho estava com sindicalistas no Planalto e participou de jantar com o presidente. |
Valor Economico
| Presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, deve receber hoje a solidariedade de centrais sindicais e de parlamentares da base governista em Brasília, ao mesmo tempo em que deputados da Comissão de Ética da Câmara Federal decidirão se ele deve perder ou não o mandato. |
| À tarde, enquanto os deputados julgarem se Paulinho quebrou o decoro parlamentar, seis centrais sindicais deverão levar cerca de 30 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios para a 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Suspeito de participar de esquema de desvio de recursos do BNDES, o deputado será um dos principais dirigentes sindicais a cobrar do governo federal medidas que protejam os trabalhadores dos efeitos da crise financeira mundial. |
| A votação da Comissão de Ética, adiada na semana passada, coincidiu com a marcha, tradicionalmente realizada em dezembro. As centrais sindicais que participarão do evento - Força Sindical, CUT, UGT, CGBT, CTB e Nova Central Sindical - garantem que a manifestação dos trabalhadores não se transformará em um ato em apoio de Paulinho. Entre as bandeiras das centrais, estão o fim do fator previdenciário, a redução da taxa de juros e a garantia de emprego diante da crise mundial. |
| Entretanto os sindicalistas não deixam de apontar que a pressão dos sindicalistas poderá recair sobre os deputados da base governista e, dessa forma, ajudar na absolvição do parlamentar. "O julgamento independe da pressão popular, mas os sindicalistas na rua o ajudarão", comentou o secretário-geral da Força , João Carlos Gonçalves, o Juruna. |
| Na análise do dirigente, as denúncias contra Paulinho estão baseadas em um movimento anti-sindicalismo. "As centrais sindicais cresceram muito e tem gente querendo enfraquecer o movimento sindical. Há pessoas que não acham que sindicalistas podem chegar ao poder, que podem ocupar cargos importantes do governo", disse Juruna. |
| O relator na comissão, Paulo Piau (PMDB-MG), defendeu a cassação do mandato de Paulinho. "Se analisarmos os dados, que são técnicos, a pressão dos sindicalistas não terá impacto", disse. Mas os governistas, em maioria na comissão, indicam que não votarão com o relator. O apoio do governo a Paulinho é explicito. Na semana passada, quando a comissão reuniu-se, Paulinho estava com sindicalistas no Planalto e participou de jantar com o presidente. |