antigas Publicado: 6/01/2009 | 10:42

Os riscos do populismo econômico

 Novos e velhos prefeitos tomaram posse com uma frase na ponta da língua: "É preciso cortar gastos para enfrentar a crise mundial".

 

Sim.

 

E como?

 

Fechando as torneiras, comprometendo menos recursos públicos com o custeio da máquina.

 

Em São Paulo, o governo municipal decidiu congelar os gastos de uma parte do secretariado. No Rio, a disposição é economizar R$ 1,3 bilhão do orçamento. Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Recife, Campo Grande e Cuiabá também adotaram a máxima de que administração boa é administração enxuta e barata.

 

A idéia é genial, mas os gestores brasileiros eleitos pelo sagrado voto popular sabem mesmo fazer isso?

 

Das propostas apresentadas (por alto) até agora, poucas têm viabilidade técnica. Cortar por cortar não significa necessariamente economia do dinheiro do contribuinte. Ao contrário. Reduzir salários, contratar menos, baixar a conta de água, luz e aluguel ajudam, mas não resolvem.

 

Baixar decretos restringindo isso ou aquilo é fácil. Resolve o problema de curto prazo, preenche o vácuo político. Difícil é gerenciar custos.

 

 Novos e velhos prefeitos tomaram posse com uma frase na ponta da língua: "É preciso cortar gastos para enfrentar a crise mundial".

 

Sim.

 

E como?

 

Fechando as torneiras, comprometendo menos recursos públicos com o custeio da máquina.

 

Em São Paulo, o governo municipal decidiu congelar os gastos de uma parte do secretariado. No Rio, a disposição é economizar R$ 1,3 bilhão do orçamento. Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Recife, Campo Grande e Cuiabá também adotaram a máxima de que administração boa é administração enxuta e barata.

 

A idéia é genial, mas os gestores brasileiros eleitos pelo sagrado voto popular sabem mesmo fazer isso?

 

Das propostas apresentadas (por alto) até agora, poucas têm viabilidade técnica. Cortar por cortar não significa necessariamente economia do dinheiro do contribuinte. Ao contrário. Reduzir salários, contratar menos, baixar a conta de água, luz e aluguel ajudam, mas não resolvem.

 

Baixar decretos restringindo isso ou aquilo é fácil. Resolve o problema de curto prazo, preenche o vácuo político. Difícil é gerenciar custos.