antigas Publicado: 22/01/2009 | 10:11

Contra crise, centrais sindicais pedem redução da taxa de juros

Qua, 21 de Janeiro de 2009 15:51

As centrais sindicais de trabalhadores protestaram, na manhã desta terça-feira (21), em frente à sede do Banco Central a favor de um “corte drástico” nos juros. A discussão e alteração da taxa de 13,75% ao ano foi decidida no iníco da noite, durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.

A manifestação com faixas, carros de som e fantasias, ocorreu em 26 estados nas sedes regionais do Banco Central. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique dos Santos, disse que "é preciso responsabilidade social" dos membros do Copom.

Ele indica a redução da expectativa da inflação como mais um motivo para o Banco Central reduzir os juros. Segundo ele, é preciso "um corte ousado, drástico, para enfrentar a crise financeira internacional e suprir a necessidade de crédito e investimento no país capaz de gerar renda para a sociedade brasileira". Ele calcula que o corte de 1 ponto percentual na taxa Selic representaria R$ 15 bilhões a mais de recursos circulando na economia.

Artur Henrique criticou ainda o spread bancário (custo de intermediação de empréstimos) e disse que os bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) "devem ser os primeiros a favorecer o baixo custo do dinheiro".

Bom senso
O secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, disse acreditar "no bom senso do Governo Lula para que a composição do Governo não tenha um posicionamento diferente quanto ao patamar de juros que deve ser praticado".

Moacyr Roberto defende "que o Banco Central olhe para o povo e siga o discurso de Lula pois o juro alto é incompatível com soluções para a recessão e o desemprego, enquanto os banqueiros continuam tendo lucros altos".

O presidente regional da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) no Distrito Federal e entorno, Waldyr Ferreira, disse que o Banco Central pratica "uma política de capachismo a serviço das grandes corporações internacionais" e acentuou que a instituição "não executa uma política condizente com o que presidente Lula prega".

"Carnaval do juro baixo"
A manifestação em frente ao BC envolveu faixas que faziam desafios à quebra de juros ou a saída do presidente do Banco Central do cargo, pensamento que foi expressado nos discursos da maioria dos sindicalistas que discussaram no ato político. O evento foi embalada por músicas de carnaval, como por exemplo "O Carnaval do Juro Baixo".

Um manifestante usava uma mascara do ministro da Fazenda, Guido Mantega com os dizeres: "Desemprego? Não estou sabendo! estava de férias". (Fonte: Agência Brasil)

Qua, 21 de Janeiro de 2009 15:51

As centrais sindicais de trabalhadores protestaram, na manhã desta terça-feira (21), em frente à sede do Banco Central a favor de um “corte drástico” nos juros. A discussão e alteração da taxa de 13,75% ao ano foi decidida no iníco da noite, durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.

A manifestação com faixas, carros de som e fantasias, ocorreu em 26 estados nas sedes regionais do Banco Central. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique dos Santos, disse que "é preciso responsabilidade social" dos membros do Copom.

Ele indica a redução da expectativa da inflação como mais um motivo para o Banco Central reduzir os juros. Segundo ele, é preciso "um corte ousado, drástico, para enfrentar a crise financeira internacional e suprir a necessidade de crédito e investimento no país capaz de gerar renda para a sociedade brasileira". Ele calcula que o corte de 1 ponto percentual na taxa Selic representaria R$ 15 bilhões a mais de recursos circulando na economia.

Artur Henrique criticou ainda o spread bancário (custo de intermediação de empréstimos) e disse que os bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) "devem ser os primeiros a favorecer o baixo custo do dinheiro".

Bom senso
O secretário-geral da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, disse acreditar "no bom senso do Governo Lula para que a composição do Governo não tenha um posicionamento diferente quanto ao patamar de juros que deve ser praticado".

Moacyr Roberto defende "que o Banco Central olhe para o povo e siga o discurso de Lula pois o juro alto é incompatível com soluções para a recessão e o desemprego, enquanto os banqueiros continuam tendo lucros altos".

O presidente regional da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) no Distrito Federal e entorno, Waldyr Ferreira, disse que o Banco Central pratica "uma política de capachismo a serviço das grandes corporações internacionais" e acentuou que a instituição "não executa uma política condizente com o que presidente Lula prega".

"Carnaval do juro baixo"
A manifestação em frente ao BC envolveu faixas que faziam desafios à quebra de juros ou a saída do presidente do Banco Central do cargo, pensamento que foi expressado nos discursos da maioria dos sindicalistas que discussaram no ato político. O evento foi embalada por músicas de carnaval, como por exemplo "O Carnaval do Juro Baixo".

Um manifestante usava uma mascara do ministro da Fazenda, Guido Mantega com os dizeres: "Desemprego? Não estou sabendo! estava de férias". (Fonte: Agência Brasil)