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Publicado: 3/02/2009 | 10:33
Sarney x Tião: esforço do PMDB é para conseguir 52 votos a Sarney
| Seg, 02 de Fevereiro de 2009 09:25 |
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Todo o esforço do PMDB na eleição para presidência do Senado hoje será para, no mínimo, restaurar o painel de votação da defesa do líder Renan Calheiros (PMDB/AL), que se livrou da cassação em dezembro de 2007 com o apoio de 52 senadores. Esta é a "base" do grupo de José Sarney (PMDB/AP), sobretudo com o PSDB do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), operando contra o candidato peemedebista. No Senado, diferente da Câmara, em pode haver segundo turno, leva a disputa quem tiver mais votos. Isto é, não há segundo turno. As chances de Tião Viana (PT/AC) são menores que as de Sarney, mas como o voto é secreto, tudo pode acontecer. Aguardemos, pois. Embora não tenha interferido diretamente na disputa, pedindo voto a senadores, fontes do Senado revelam que Serra procurou o governador tucano de Roraima, José de Anchieta Júnior, e pediu para que ele tentasse virar o voto do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR), adversário do líder do Governo Romero Jucá (PMDB/RR). O PMDB não passa recibo da interferência do governador paulista. "Não acredito que o Serra tenha participado. Ele seria a última pessoa a dizer que o PT é ético e que significa mudança", desdenhou o senador Calheiros, que assume hoje, oficialmente, o comando da liderança do partido no Senado. Otimista, ele aposta que Sarney vai se eleger presidente, na sessão plenária que começa as 10h de hoje, com o apoio de cerca de 55 senadores. Apesar da certeza de vitória com uma margem que varia de 45 a 55 votos, o candidato petista Tião Viana (AC) encerrou o domingo contabilizando 43 dos 81 votos do Senado. Para consolo do Governo, que amanhece o dia preocupado em administrar a crise na base, petistas e peemedebistas dão sinais de boa vontade e falam em "serenidade e pacificação", a despeito dos ânimos acirrados. "Não vamos aceitar provocação. Esta candidatura do Tião sempre quis afastar o PMDB da base governista", avisa Renan. Depois de praticamente fechar o apoio dos tucanos a Sarney, o PMDB ainda não se conformou com a reviravolta do PSDB que fez ressurgir com força a candidatura de Viana, na qual ninguém apostava mais. "Trata-se de uma eleição dura e o resultado é imprevisível: tanto pode dar um, como pode dar o outro", avaliou ontem o senador Jarbas Vasconcelos (PE), voto certo do PMDB para Tião Viana. Jarbas e o candidato petista avaliam que o PMDB pode dar a Viana quatro ou cinco votos. (Com Agência Estado) |
| Seg, 02 de Fevereiro de 2009 09:25 |
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Todo o esforço do PMDB na eleição para presidência do Senado hoje será para, no mínimo, restaurar o painel de votação da defesa do líder Renan Calheiros (PMDB/AL), que se livrou da cassação em dezembro de 2007 com o apoio de 52 senadores. Esta é a "base" do grupo de José Sarney (PMDB/AP), sobretudo com o PSDB do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), operando contra o candidato peemedebista. No Senado, diferente da Câmara, em pode haver segundo turno, leva a disputa quem tiver mais votos. Isto é, não há segundo turno. As chances de Tião Viana (PT/AC) são menores que as de Sarney, mas como o voto é secreto, tudo pode acontecer. Aguardemos, pois. Embora não tenha interferido diretamente na disputa, pedindo voto a senadores, fontes do Senado revelam que Serra procurou o governador tucano de Roraima, José de Anchieta Júnior, e pediu para que ele tentasse virar o voto do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR), adversário do líder do Governo Romero Jucá (PMDB/RR). O PMDB não passa recibo da interferência do governador paulista. "Não acredito que o Serra tenha participado. Ele seria a última pessoa a dizer que o PT é ético e que significa mudança", desdenhou o senador Calheiros, que assume hoje, oficialmente, o comando da liderança do partido no Senado. Otimista, ele aposta que Sarney vai se eleger presidente, na sessão plenária que começa as 10h de hoje, com o apoio de cerca de 55 senadores. Apesar da certeza de vitória com uma margem que varia de 45 a 55 votos, o candidato petista Tião Viana (AC) encerrou o domingo contabilizando 43 dos 81 votos do Senado. Para consolo do Governo, que amanhece o dia preocupado em administrar a crise na base, petistas e peemedebistas dão sinais de boa vontade e falam em "serenidade e pacificação", a despeito dos ânimos acirrados. "Não vamos aceitar provocação. Esta candidatura do Tião sempre quis afastar o PMDB da base governista", avisa Renan. Depois de praticamente fechar o apoio dos tucanos a Sarney, o PMDB ainda não se conformou com a reviravolta do PSDB que fez ressurgir com força a candidatura de Viana, na qual ninguém apostava mais. "Trata-se de uma eleição dura e o resultado é imprevisível: tanto pode dar um, como pode dar o outro", avaliou ontem o senador Jarbas Vasconcelos (PE), voto certo do PMDB para Tião Viana. Jarbas e o candidato petista avaliam que o PMDB pode dar a Viana quatro ou cinco votos. (Com Agência Estado) |