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Publicado: 5/02/2009 | 10:12
Dilma deve anunciar hoje R$ 130 bi para reforçar o PAC
| Qua, 04 de Fevereiro de 2009 09:47 |
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Como parte da estratégia do Governo para combater os efeitos da crise econômica, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deve anunciar hoje um aumento de cerca de R$ 130 bilhões nos investimentos públicos e privados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até o final do Governo. O valor representa um aumento de 26% na estimativa feita no lançamento do programa, há dois anos. Em entrevista, a candidata do presidente Lula para a disputa presidencial de 2010 enfatizará, segundo pessoas próximas dela, que o Estado não é parte do problema da crise, mas a solução. Por isso, a ordem é manter os investimentos e garantir o emprego e a renda. Em uma série de conversas nos últimos dias, Lula e Dilma têm cobrado dos outros ministros maior empenho para acelerar o gasto do dinheiro previsto para as obras do PAC. Nos dois anos do programa, sobraram R$ 2,5 bilhões no caixa. O valor se refere a dinheiro colocado à disposição dos ministérios que não teve destinação alguma, por isso foi usado para pagar a dívida pública. O jornal O Estado de S.Paulo informou, no último domingo (1º), que só em 2008 a sobra chegou a R$ 1,895 bilhão. Além disso, um levantamento feito pela reportagem, com 75 projetos de logística (portos, ferrovias, rodovias e aeroportos), energia (energia elétrica, transmissão e gás natural) e transporte urbano, mostrou que 62% deles estão com o cronograma atrasado. Participam da entrevista de hoje (4) os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), além de Dilma. Na primeira entrevista em que aparecerá de visual novo, Dilma deverá enfatizar que nos dois anos do PAC o valor empenhado em obras, isto é, comprometido com o pagamento de obras e serviços, foi de R$ 32,9 bilhões, o que corresponde a 93% do limite autorizado, segundo dados do Sistema de Administração Financeira (Siafi). Porém, desse montante, apenas R$ 15,8 bilhões chegaram aos executores das obras. O restante está atrelado a projetos ainda em execução. Os porcentuais e valores são considerados positivos pelo Planalto, apesar da sobra de dinheiro. Em janeiro de 2007, o Governo anunciou que o investimento total do PAC chegaria a R$ 504 bilhões até 2010. Com o aumento de 26%, esse valor pode chegar a R$ 634 bilhões. O Governo, no entanto, fez mudanças na estrutura do programa, excluindo obras que não avançaram e incluindo outras, como a reforma do trecho da BR-101 na Bahia, que não estava dentro do PAC. A construção do trem-bala ligando Campinas ao Rio de Janeiro também não fazia parte da lista inicial de obras do PAC. (Fonte: Agência Estado) |
| Qua, 04 de Fevereiro de 2009 09:47 |
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Como parte da estratégia do Governo para combater os efeitos da crise econômica, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deve anunciar hoje um aumento de cerca de R$ 130 bilhões nos investimentos públicos e privados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até o final do Governo. O valor representa um aumento de 26% na estimativa feita no lançamento do programa, há dois anos. Em entrevista, a candidata do presidente Lula para a disputa presidencial de 2010 enfatizará, segundo pessoas próximas dela, que o Estado não é parte do problema da crise, mas a solução. Por isso, a ordem é manter os investimentos e garantir o emprego e a renda. Em uma série de conversas nos últimos dias, Lula e Dilma têm cobrado dos outros ministros maior empenho para acelerar o gasto do dinheiro previsto para as obras do PAC. Nos dois anos do programa, sobraram R$ 2,5 bilhões no caixa. O valor se refere a dinheiro colocado à disposição dos ministérios que não teve destinação alguma, por isso foi usado para pagar a dívida pública. O jornal O Estado de S.Paulo informou, no último domingo (1º), que só em 2008 a sobra chegou a R$ 1,895 bilhão. Além disso, um levantamento feito pela reportagem, com 75 projetos de logística (portos, ferrovias, rodovias e aeroportos), energia (energia elétrica, transmissão e gás natural) e transporte urbano, mostrou que 62% deles estão com o cronograma atrasado. Participam da entrevista de hoje (4) os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), além de Dilma. Na primeira entrevista em que aparecerá de visual novo, Dilma deverá enfatizar que nos dois anos do PAC o valor empenhado em obras, isto é, comprometido com o pagamento de obras e serviços, foi de R$ 32,9 bilhões, o que corresponde a 93% do limite autorizado, segundo dados do Sistema de Administração Financeira (Siafi). Porém, desse montante, apenas R$ 15,8 bilhões chegaram aos executores das obras. O restante está atrelado a projetos ainda em execução. Os porcentuais e valores são considerados positivos pelo Planalto, apesar da sobra de dinheiro. Em janeiro de 2007, o Governo anunciou que o investimento total do PAC chegaria a R$ 504 bilhões até 2010. Com o aumento de 26%, esse valor pode chegar a R$ 634 bilhões. O Governo, no entanto, fez mudanças na estrutura do programa, excluindo obras que não avançaram e incluindo outras, como a reforma do trecho da BR-101 na Bahia, que não estava dentro do PAC. A construção do trem-bala ligando Campinas ao Rio de Janeiro também não fazia parte da lista inicial de obras do PAC. (Fonte: Agência Estado) |