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Publicado: 11/02/2009 | 10:38
ICV: educação responde pela inflação de janeiro, segundo Dieese
| Ter, 10 de Fevereiro de 2009 14:51 |
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Em janeiro de 2009, o custo de vida no município de São Paulo apresentou alta de 0,69%, com 0,59 ponto percentual (pp.) acima da taxa de dezembro (0,10%), segundo cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O aumento nas despesas com Educação e Leitura (5,76%) resultou em maior impacto na inflação do mês, respondendo por 0,44 pp. A Alimentação, que em dezembro havia recuado 0,20%, voltou a subir (0,51%) e contribuiu com 0,14 pp para a taxa de janeiro. Índices por estrato de renda O estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*), apresentou variação de 0,35%. Para o estrato 2, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*), a taxa chegou a 0,45%, e para o 3º estrato, que reúne aquelas de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*), a taxa foi de 0,88%. Inflação acumulada Comportamento das taxas anuais A partir de junho (5,82%) observa-se um salto na inflação, que nos meses seguintes fica por volta de 7,0%. Nos últimos dois meses da série, as taxas anuais apresentam comportamento decrescente. Como em 2008, os preços internos foram afetados pelo comportamento do comércio internacional, os diferentes bens e serviços foram analisados segundo a sua relação com o câmbio e o mercado externo. A maior parte dos gastos familiares (60,01%) é concentrada em itens cujos preços têm baixa relação com o dólar, e praticamente não se alteraram com as oscilações do câmbio. Cerca de 1/3 das despesas (32,29%) têm média relação com a taxa cambial, e as variações de preços de seus produtos foram as grandes responsáveis pelas oscilações das taxas anuais no índice geral no período. Já os bens e serviços com alta relação com o câmbio pesam 7,64% dos gastos das famílias, e ainda que tenham variado bastante, pouco interferiram na taxa do ICV. (Fonte: Dieese) (*) Os níveis de rendimento referem-se aos valores definidos para junho de 1996, quando da implantação da atual ponderação do ICV
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Em janeiro de 2009, o custo de vida no município de São Paulo apresentou alta de 0,69%, com 0,59 ponto percentual (pp.) acima da taxa de dezembro (0,10%), segundo cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O aumento nas despesas com Educação e Leitura (5,76%) resultou em maior impacto na inflação do mês, respondendo por 0,44 pp. A Alimentação, que em dezembro havia recuado 0,20%, voltou a subir (0,51%) e contribuiu com 0,14 pp para a taxa de janeiro. Índices por estrato de renda O estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*), apresentou variação de 0,35%. Para o estrato 2, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*), a taxa chegou a 0,45%, e para o 3º estrato, que reúne aquelas de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*), a taxa foi de 0,88%. Inflação acumulada Comportamento das taxas anuais A partir de junho (5,82%) observa-se um salto na inflação, que nos meses seguintes fica por volta de 7,0%. Nos últimos dois meses da série, as taxas anuais apresentam comportamento decrescente. Como em 2008, os preços internos foram afetados pelo comportamento do comércio internacional, os diferentes bens e serviços foram analisados segundo a sua relação com o câmbio e o mercado externo. A maior parte dos gastos familiares (60,01%) é concentrada em itens cujos preços têm baixa relação com o dólar, e praticamente não se alteraram com as oscilações do câmbio. Cerca de 1/3 das despesas (32,29%) têm média relação com a taxa cambial, e as variações de preços de seus produtos foram as grandes responsáveis pelas oscilações das taxas anuais no índice geral no período. Já os bens e serviços com alta relação com o câmbio pesam 7,64% dos gastos das famílias, e ainda que tenham variado bastante, pouco interferiram na taxa do ICV. (Fonte: Dieese) (*) Os níveis de rendimento referem-se aos valores definidos para junho de 1996, quando da implantação da atual ponderação do ICV
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