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Publicado: 11/02/2009 | 10:58
Justiça jura que com mais gente tudo ficaria melhor. Será!?!
A ideia de que quantidade equivale a qualidade ataca mais uma vez. Nesta terça-feira, a respeitada Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou um estudo no qual descreve os problemas que fazem com que a Justiça no país seja lenta e ineficiente. Entre tantos dramas, um deles estaria na falta de pessoal.
Sustenta o documento que acompanha os dados da pesquisa:
"De uma maneira geral, quase metade (47%) dos magistrados reprova a quantidade de funcionários nas unidades de trabalho. Eles classificam como ruim ou péssimo o número disponível de pessoas"
"Para atender as demandas que chegam à Justiça, segundo os dados da pesquisa, seria preciso praticamente dobrar o corpo técnico das varas judiciais. Neste item, os juízes fizeram um levantamento dos funcionários disponíveis e indicaram quantos seriam necessários para o julgamendo dos processos em tramitação nas suas unidades de trabalho"
"Cada unidade judicial tem, em média, 3,6 técnicos. Mas o número desejado é de 5,7. O mesmo ocorre com a quantidade de analistas. Hoje existem, em média, 1,5 analista por vara. O ideal seriam 3,3. A quantidade de oficiais de justiça também deveria ser dobrada, segundo a pesquisa, passando da média de 2,3 para 4,2 oficiais em cada unidade"
Ok.
Não que as pessoas sejam desimportantes, mas relacionar desempenho ao número de servidores disponíveis no quadro é um tanto perigoso.
Apesar de não ter feito direito, de não ser servidor e de poucas vezes na vida ter recorrido à mediação deste Poder fundamental à democracia, arrisco dizer que nada adiantaria dobrar o contingente de funcionários do Judiciário se:
1º - não for feita a reforma da legislação processual
2º - a quantidade de brechas recursais persistir
3º - o lobby da indústria que lucra com a morosidade não for combatido
Leia aqui o estudo encomendado pela AMB.
A ideia de que quantidade equivale a qualidade ataca mais uma vez. Nesta terça-feira, a respeitada Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou um estudo no qual descreve os problemas que fazem com que a Justiça no país seja lenta e ineficiente. Entre tantos dramas, um deles estaria na falta de pessoal.
Sustenta o documento que acompanha os dados da pesquisa:
"De uma maneira geral, quase metade (47%) dos magistrados reprova a quantidade de funcionários nas unidades de trabalho. Eles classificam como ruim ou péssimo o número disponível de pessoas"
"Para atender as demandas que chegam à Justiça, segundo os dados da pesquisa, seria preciso praticamente dobrar o corpo técnico das varas judiciais. Neste item, os juízes fizeram um levantamento dos funcionários disponíveis e indicaram quantos seriam necessários para o julgamendo dos processos em tramitação nas suas unidades de trabalho"
"Cada unidade judicial tem, em média, 3,6 técnicos. Mas o número desejado é de 5,7. O mesmo ocorre com a quantidade de analistas. Hoje existem, em média, 1,5 analista por vara. O ideal seriam 3,3. A quantidade de oficiais de justiça também deveria ser dobrada, segundo a pesquisa, passando da média de 2,3 para 4,2 oficiais em cada unidade"
Ok.
Não que as pessoas sejam desimportantes, mas relacionar desempenho ao número de servidores disponíveis no quadro é um tanto perigoso.
Apesar de não ter feito direito, de não ser servidor e de poucas vezes na vida ter recorrido à mediação deste Poder fundamental à democracia, arrisco dizer que nada adiantaria dobrar o contingente de funcionários do Judiciário se:
1º - não for feita a reforma da legislação processual
2º - a quantidade de brechas recursais persistir
3º - o lobby da indústria que lucra com a morosidade não for combatido
Leia aqui o estudo encomendado pela AMB.