antigas Publicado: 12/02/2009 | 15:18

CUT: trabalhadores fizeram manifestações em defesa do emprego

 

Qui, 12 de Fevereiro de 2009 10:30

 

De setembro a dezembro, quase 700 mil trabalhadores foram demitidos no Brasil. Contra o desemprego, trabalhadores fizeram manifestações em várias partes do País nesta quarta-feira (11).

Em São Paulo, metalúrgicos bloquearam parte da rodovia Anchieta, no ABC paulista. Os trabalhadores da linha de produção pararam as atividades 6h30 da manhã e, no pátio da fábrica, se reuniram com sindicalistas para protestar contra as demissões no setor.

Os manifestantes ocuparam a via Anchieta, que faz a ligação com o litoral sul do estado. Eles querem que o Governo e os empresários assumam o compromisso de enfrentar a crise sem cortar empregos e salários.

"Nós estamos fazendo um ato nacional para dizer que é preciso defender emprego, defender salário, defender a renda e fortalecer o mercado interno, como forma de superar essa crise", afirma Artur Henrique, presidente nacional da CUT.

Com a pista totalmente bloqueada, não demorou muito para que longas filas se formassem e a rodovia mais se parecesse com um estacionamento. Quem estava a caminho de um compromisso não teve alternativa a não ser aguardar pelo fim do protesto. O transito ficou bloqueado por 15 minutos.

Depois de três horas de paralisação, os funcionários voltaram ao trabalho.

Houve protestos ainda no centro de São Paulo e em outras cidades. A manifestação em Curitiba reuniu no centro da cidade professores, bancários e funcionários públicos. Eles também reivindicam a manutenção dos empregos.

As manifestações da CUT e seus sindicatos foram realizadas em todo País. Houve paralisações com manifestações em todos os estados em que a CUT controla o sindicato dos metalúrgicos.

Veja algumas das propostas da CUT para superação da crise:

Redução drástica da taxa básica de juros - com a taxa alta como está, os mesmos especuladores de sempre ganham e ainda derrubam o consumo.

Queda do spread - o spread é o que os bancos ganham quando pegam o dinheiro dos outros bem baratinho e emprestam bem caro

Liberação do crédito - os bancos estão sentados em cima do dinheiro, aplicando em papéis do Governo, e quem precisa de crédito para produzir e consumir fica em apuros

Investimentos públicos - é essencial que o Governo federal, através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) mantenha e até amplie os investimentos em obras que gerem emprego e renda

Contrapartidas sociais - o Governo precisa exigir que todas as empresas que receberem isenção de impostos ou empréstimo com dinheiro público se comprometam a não demitir, sob pena de punição

Redução de impostos - a CUT propõe a redução da carga tributária durante os meses em que a produção estiver em baixa, mas só se for com garantia, por escrito, de que as empresas vão manter o nível de emprego e o valor dos salários registrados na data em que as reduções tributárias temporárias entrarem em vigor.

Usar o superávit primário para garantir programas sociais e investimentos em obras que gerem empregos - o Governo federal mantém mais de R$ 130 bilhões guardados para garantir pagamento da dívida interna. Detalhe: essa dívida pertence a 0,04% das famílias brasileiras, ou seja, especuladores iguais aos que criaram a crise internacional.

Câmaras setoriais - precisamos criar um calendário de encontros entre os representantes dos trabalhadores e dos empresários, mais os Governos federal e estaduais, para debater e elaborar medidas políticas e econômicas que contribuam para o desenvolvimento econômico com distribuição de renda. Essa iniciativa democrática vai impedir que só ''especialistas'' e burocratas de gabinete tomem grandes decisões.

Redução da jornada sem redução de salários - se a jornada de trabalho semanal cair das atuais 44 horas para 40 horas, vai haver mais espaço para manter ou até gerar novos empregos. Já existe um projeto de lei para essa mudança no Congresso Nacional. Vamos cobrar que deputados e senadores aprovem esse projeto.

Combate às terceirizações - os patrões abusam das terceirizações, para pagar salários mais baixos e não honrar com os direitos trabalhistas. Isso precisa mudar.

Fim da rotatividade - os empresários brasileiros têm por hábito demitir trabalhadores para contratar outros que vão ganhar menos. É uma forma de aumentar os lucros. Para acabar com essa farra, a CUT quer a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho passe a vigorar no Brasil. Esta Convenção, que limita as demissões sem justa causa, depende agora da aprovação de deputados e senadores. Vamos cobrá-los.

Todo o apoio à agricultura familiar - crédito, assistência técnica e meios de comercialização.

Reforma agrária - mais empregos no campo.

Políticas públicas - ampliação e fortalecimento de programas sociais como saúde e educação para todos os brasileiros. (Com agências)

 

Qui, 12 de Fevereiro de 2009 10:30

 

De setembro a dezembro, quase 700 mil trabalhadores foram demitidos no Brasil. Contra o desemprego, trabalhadores fizeram manifestações em várias partes do País nesta quarta-feira (11).

Em São Paulo, metalúrgicos bloquearam parte da rodovia Anchieta, no ABC paulista. Os trabalhadores da linha de produção pararam as atividades 6h30 da manhã e, no pátio da fábrica, se reuniram com sindicalistas para protestar contra as demissões no setor.

Os manifestantes ocuparam a via Anchieta, que faz a ligação com o litoral sul do estado. Eles querem que o Governo e os empresários assumam o compromisso de enfrentar a crise sem cortar empregos e salários.

"Nós estamos fazendo um ato nacional para dizer que é preciso defender emprego, defender salário, defender a renda e fortalecer o mercado interno, como forma de superar essa crise", afirma Artur Henrique, presidente nacional da CUT.

Com a pista totalmente bloqueada, não demorou muito para que longas filas se formassem e a rodovia mais se parecesse com um estacionamento. Quem estava a caminho de um compromisso não teve alternativa a não ser aguardar pelo fim do protesto. O transito ficou bloqueado por 15 minutos.

Depois de três horas de paralisação, os funcionários voltaram ao trabalho.

Houve protestos ainda no centro de São Paulo e em outras cidades. A manifestação em Curitiba reuniu no centro da cidade professores, bancários e funcionários públicos. Eles também reivindicam a manutenção dos empregos.

As manifestações da CUT e seus sindicatos foram realizadas em todo País. Houve paralisações com manifestações em todos os estados em que a CUT controla o sindicato dos metalúrgicos.

Veja algumas das propostas da CUT para superação da crise:

Redução drástica da taxa básica de juros - com a taxa alta como está, os mesmos especuladores de sempre ganham e ainda derrubam o consumo.

Queda do spread - o spread é o que os bancos ganham quando pegam o dinheiro dos outros bem baratinho e emprestam bem caro

Liberação do crédito - os bancos estão sentados em cima do dinheiro, aplicando em papéis do Governo, e quem precisa de crédito para produzir e consumir fica em apuros

Investimentos públicos - é essencial que o Governo federal, através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) mantenha e até amplie os investimentos em obras que gerem emprego e renda

Contrapartidas sociais - o Governo precisa exigir que todas as empresas que receberem isenção de impostos ou empréstimo com dinheiro público se comprometam a não demitir, sob pena de punição

Redução de impostos - a CUT propõe a redução da carga tributária durante os meses em que a produção estiver em baixa, mas só se for com garantia, por escrito, de que as empresas vão manter o nível de emprego e o valor dos salários registrados na data em que as reduções tributárias temporárias entrarem em vigor.

Usar o superávit primário para garantir programas sociais e investimentos em obras que gerem empregos - o Governo federal mantém mais de R$ 130 bilhões guardados para garantir pagamento da dívida interna. Detalhe: essa dívida pertence a 0,04% das famílias brasileiras, ou seja, especuladores iguais aos que criaram a crise internacional.

Câmaras setoriais - precisamos criar um calendário de encontros entre os representantes dos trabalhadores e dos empresários, mais os Governos federal e estaduais, para debater e elaborar medidas políticas e econômicas que contribuam para o desenvolvimento econômico com distribuição de renda. Essa iniciativa democrática vai impedir que só ''especialistas'' e burocratas de gabinete tomem grandes decisões.

Redução da jornada sem redução de salários - se a jornada de trabalho semanal cair das atuais 44 horas para 40 horas, vai haver mais espaço para manter ou até gerar novos empregos. Já existe um projeto de lei para essa mudança no Congresso Nacional. Vamos cobrar que deputados e senadores aprovem esse projeto.

Combate às terceirizações - os patrões abusam das terceirizações, para pagar salários mais baixos e não honrar com os direitos trabalhistas. Isso precisa mudar.

Fim da rotatividade - os empresários brasileiros têm por hábito demitir trabalhadores para contratar outros que vão ganhar menos. É uma forma de aumentar os lucros. Para acabar com essa farra, a CUT quer a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho passe a vigorar no Brasil. Esta Convenção, que limita as demissões sem justa causa, depende agora da aprovação de deputados e senadores. Vamos cobrá-los.

Todo o apoio à agricultura familiar - crédito, assistência técnica e meios de comercialização.

Reforma agrária - mais empregos no campo.

Políticas públicas - ampliação e fortalecimento de programas sociais como saúde e educação para todos os brasileiros. (Com agências)