antigas Publicado: 24/03/2009 | 10:15

Parceria UE-Brasil

 DIRETORA DO CENTRO CULTURAL DO INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS

O Brasil entrou por mérito próprio no Grupo de Parceiros Estratégicos da União Européia. Com este objetivo, em julho de 2007, foi assinado o Acordo de Cooperação para o relançamento das relações bilaterais entre dois parceiros. De um lado, um bloco regional – a União Europeia – e de outro, um país emergente que vem se destacando como ator de peso no cenário da economia mundial – o Brasil. O Acordo abrange os setores do comércio, das energias renováveis, das mudanças climáticas, dos investimentos, da ciência, tecnologia e inovação, do diálogo político e da área financeira internacional.

Do ponto de vista do Mercosul, representa a demonstração da sua ineficácia, que é a conseqüência lamentável da colisão interna dos interesses nacionais que solapam os interesses próprios do bloco quando, ao revés, se deveriam concentrar esforços para o fortalecimento da integração regional, que não me parece possa ser alcançada pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul), a meu juízo, um desvio de rota dessa mesma integração.

Do ponto de vista da Venezuela, constitui, de certo modo, um enfrentamento à posição que vem adotando em termos de liderança militar, buscando um viés geopolítico a favor da Rússia.

Do ponto de vista do Brasil, um consagrador reconhecimento da liderança na América do Sul, do potencial energético, do desenvolvimento industrial e agropecuário, do avanço no combate à pobreza, notadamente em termos de inclusão social, da destacada defesa dos direitos humanos e valores da democracia. Um Brasil que "pensa o futuro", para deixar de ser o País do Futuro e ser, efetivamente, o País do Presente contemporâneo do Futuro.

Do ponto de vista da União Européia, a efetivação da exitosa política de Relações Externas, competentemente conduzida por Benita Ferrero-Waldner sob o comando do Presidente da Comissão Européia, Durão Barroso, cujo "empenhamento europeu" tem marcado incisivamente a sua atuação.

Saudemos, pois, a Parceria Estratégica, potencializando todos os vetores que contribuam para o desenvolvimento do Brasil, o que pressupõe, entretanto e obviamente, um conhecimento objetivo do processo de integração europeu

 DIRETORA DO CENTRO CULTURAL DO INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS

O Brasil entrou por mérito próprio no Grupo de Parceiros Estratégicos da União Européia. Com este objetivo, em julho de 2007, foi assinado o Acordo de Cooperação para o relançamento das relações bilaterais entre dois parceiros. De um lado, um bloco regional – a União Europeia – e de outro, um país emergente que vem se destacando como ator de peso no cenário da economia mundial – o Brasil. O Acordo abrange os setores do comércio, das energias renováveis, das mudanças climáticas, dos investimentos, da ciência, tecnologia e inovação, do diálogo político e da área financeira internacional.

Do ponto de vista do Mercosul, representa a demonstração da sua ineficácia, que é a conseqüência lamentável da colisão interna dos interesses nacionais que solapam os interesses próprios do bloco quando, ao revés, se deveriam concentrar esforços para o fortalecimento da integração regional, que não me parece possa ser alcançada pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul), a meu juízo, um desvio de rota dessa mesma integração.

Do ponto de vista da Venezuela, constitui, de certo modo, um enfrentamento à posição que vem adotando em termos de liderança militar, buscando um viés geopolítico a favor da Rússia.

Do ponto de vista do Brasil, um consagrador reconhecimento da liderança na América do Sul, do potencial energético, do desenvolvimento industrial e agropecuário, do avanço no combate à pobreza, notadamente em termos de inclusão social, da destacada defesa dos direitos humanos e valores da democracia. Um Brasil que "pensa o futuro", para deixar de ser o País do Futuro e ser, efetivamente, o País do Presente contemporâneo do Futuro.

Do ponto de vista da União Européia, a efetivação da exitosa política de Relações Externas, competentemente conduzida por Benita Ferrero-Waldner sob o comando do Presidente da Comissão Européia, Durão Barroso, cujo "empenhamento europeu" tem marcado incisivamente a sua atuação.

Saudemos, pois, a Parceria Estratégica, potencializando todos os vetores que contribuam para o desenvolvimento do Brasil, o que pressupõe, entretanto e obviamente, um conhecimento objetivo do processo de integração europeu