antigas Publicado: 25/03/2009 | 11:16

Poder de síntese

 O editorial da Folha de S.Paulo desta quarta-feira faz um apanhado interessante de tudo aquilo que vem sendo dito por políticos a respeito dos bichos que habitam a máquina pública.

 

Sob o título 'Traças e cupins', o periódico paulistano resume assim a polêmica (cito apenas alguns trechos do editorial): 

 

Vocábulos da zoologia infestam a política nacional. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apelidou de "cupinização" o aparelhamento do Estado promovido pela gestão petista. 

A reação do líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), também recorreu aos invertebrados. A administração inseticida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria, na verdade, "afastando as traças", herdadas dos tempos de domínio tucano. 

Traças, cupins e ratazanas, carcarás e urubus, lobos e raposas. Não é de hoje que animais de hábitos sinistros povoam o imaginário da disputa pelo poder. A aplicação de uma camada generosa de repelente, contudo, é recomendável antes de enveredar por essa picada. 

A cautela se justifica, em primeiro lugar, porque há sempre uma dose ponderável de hipocrisia nesse tipo de altercação zoológica. Numa propaganda célebre veiculada no início desta década, o PT colocou roedores a esmigalhar a bandeira nacional. Tempos depois, no poder, patrocinou o mensalão. 

FHC, por seu turno, afirma que a indulgência de Lula com os desmandos na política contribuiu para minar a confiança da sociedade no Congresso. No Planalto, entretanto, o tucano não poupou esforços para evitar CPIs que lhe pudessem causar desgaste -como a que se propunha a investigar a compra de votos para aprovar a emenda da reeleição.

 

Publicado às 09:57

 

 

 O editorial da Folha de S.Paulo desta quarta-feira faz um apanhado interessante de tudo aquilo que vem sendo dito por políticos a respeito dos bichos que habitam a máquina pública.

 

Sob o título 'Traças e cupins', o periódico paulistano resume assim a polêmica (cito apenas alguns trechos do editorial): 

 

Vocábulos da zoologia infestam a política nacional. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apelidou de "cupinização" o aparelhamento do Estado promovido pela gestão petista. 

A reação do líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), também recorreu aos invertebrados. A administração inseticida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria, na verdade, "afastando as traças", herdadas dos tempos de domínio tucano. 

Traças, cupins e ratazanas, carcarás e urubus, lobos e raposas. Não é de hoje que animais de hábitos sinistros povoam o imaginário da disputa pelo poder. A aplicação de uma camada generosa de repelente, contudo, é recomendável antes de enveredar por essa picada. 

A cautela se justifica, em primeiro lugar, porque há sempre uma dose ponderável de hipocrisia nesse tipo de altercação zoológica. Numa propaganda célebre veiculada no início desta década, o PT colocou roedores a esmigalhar a bandeira nacional. Tempos depois, no poder, patrocinou o mensalão. 

FHC, por seu turno, afirma que a indulgência de Lula com os desmandos na política contribuiu para minar a confiança da sociedade no Congresso. No Planalto, entretanto, o tucano não poupou esforços para evitar CPIs que lhe pudessem causar desgaste -como a que se propunha a investigar a compra de votos para aprovar a emenda da reeleição.

 

Publicado às 09:57