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Publicado: 26/03/2009 | 10:01
OIT sugere pacto global para gerar emprego como saída da crise
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um comunicado, nesta terça-feira (24), afirmando que, para superar os graves efeitos da crise econômica mundial, é preciso um pacto global pelo emprego, baseado em políticas que favoreçam o trabalho digno e que tornem mais justa a globalização.
O diretor-geral da OIT, Juan Somavía, afirmou que esta é a mensagem que sua organização quer enviar à reunião de cúpula do G-20, que ocorrerá na próxima semana, em Londres. Segundo os números divulgados pela instituição em janeiro, entre 2008 e 2009, deveriam sumir 52 milhões de empregos no mundo. "Isso seria uma circunstância muito negativa já que baseando-se apenas no crescimento demográfico, entre 2009 e 2010, o mundo necessitaria da criação extra de 90 milhões de postos de trabalho, algo que todo o mundo concorda que será impossível de alcançar", disse Somavía. De acordo com o diretor do Instituto OIT, Raymond Torres, se as medidas corretas, bem coordenadas, fossem implementadas nos próximos três meses, o mercado de trabalho poderia começar a se recuperar a partir do início do ano que vem, afirmou ele. "É muito difícil reduzir o desemprego de longo prazo uma vez estabelecido. É muito difícil promover a transição da informalidade para o emprego formal, uma vez que se tem uma grande informalidade", afirmou ele. Pacotes aplicados em 40 países foram avaliados No estudo, a OIT defende que os pacotes de resgate dos governos devem prestar atenção a questões sociais e trabalhistas para estimular a efetiva retomada da economia "Não dizemos que não se resgatem os bancos, porque, sem eles, a economia não funcionará. Mas, temos que ter em conta a necessidade de impulsionar a economia real - afirmou Somavia. Façamos um chamado ao G-20 para que tenha muito em conta e tome as medidas necessárias". Ainda de acordo com o estudo, o socorro à indústria financeira respondia por até cinco vezes mais fundos que o estímulo fiscal para a economia real. "Gostaríamos de ver o G-20 refletir em seu comunicado o reconhecimento de que questões trabalhistas, questões de proteção social e questões humanas também são importantes para eles", disse o diretor-geral da OIT. Pacotes envolveram um total de US$ 1,19 trilhão A OIT é uma agência da ONU que agrupa sindicatos, empregados e governos em temas de trabalho. (Fonte: O Globo, com agências internacionais)
No entanto, os economistas da OIT destacaram que estas previsões foram feitas quando ainda se acreditava que o crescimento global deste ano seria positivo e os dados atuais mostram que haverá uma recessão. Com isso, o desemprego poderá aumentar.
Mas se elas forem postergadas por seis meses, a recuperação do mercado de trabalho ocorreria apenas em 2011, no melhor dos casos.
A OIT realizou um estudo sobre os pacotes de resgates aplicados em 40 países do mundo, incluindo os membros do G-20. Segundo os dados, só 9,2% dos gastos estão dedicados a ajudar o emprego e as medidas de política social só representam 1,8%.
Os 40 pacotes envolveram um total de US$ 1,19 trilhão, chegando a 1,7% do PIB combinado dos países - menos do que os 2% recomendados pelo Fundo Monetário, disse Raymond Torres, diretor do Instituto OIT. Torres pediu por uma coordenação melhor dos diferentes pacotes.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um comunicado, nesta terça-feira (24), afirmando que, para superar os graves efeitos da crise econômica mundial, é preciso um pacto global pelo emprego, baseado em políticas que favoreçam o trabalho digno e que tornem mais justa a globalização.
O diretor-geral da OIT, Juan Somavía, afirmou que esta é a mensagem que sua organização quer enviar à reunião de cúpula do G-20, que ocorrerá na próxima semana, em Londres. Segundo os números divulgados pela instituição em janeiro, entre 2008 e 2009, deveriam sumir 52 milhões de empregos no mundo. "Isso seria uma circunstância muito negativa já que baseando-se apenas no crescimento demográfico, entre 2009 e 2010, o mundo necessitaria da criação extra de 90 milhões de postos de trabalho, algo que todo o mundo concorda que será impossível de alcançar", disse Somavía. De acordo com o diretor do Instituto OIT, Raymond Torres, se as medidas corretas, bem coordenadas, fossem implementadas nos próximos três meses, o mercado de trabalho poderia começar a se recuperar a partir do início do ano que vem, afirmou ele. "É muito difícil reduzir o desemprego de longo prazo uma vez estabelecido. É muito difícil promover a transição da informalidade para o emprego formal, uma vez que se tem uma grande informalidade", afirmou ele. Pacotes aplicados em 40 países foram avaliados No estudo, a OIT defende que os pacotes de resgate dos governos devem prestar atenção a questões sociais e trabalhistas para estimular a efetiva retomada da economia "Não dizemos que não se resgatem os bancos, porque, sem eles, a economia não funcionará. Mas, temos que ter em conta a necessidade de impulsionar a economia real - afirmou Somavia. Façamos um chamado ao G-20 para que tenha muito em conta e tome as medidas necessárias". Ainda de acordo com o estudo, o socorro à indústria financeira respondia por até cinco vezes mais fundos que o estímulo fiscal para a economia real. "Gostaríamos de ver o G-20 refletir em seu comunicado o reconhecimento de que questões trabalhistas, questões de proteção social e questões humanas também são importantes para eles", disse o diretor-geral da OIT. Pacotes envolveram um total de US$ 1,19 trilhão A OIT é uma agência da ONU que agrupa sindicatos, empregados e governos em temas de trabalho. (Fonte: O Globo, com agências internacionais)
No entanto, os economistas da OIT destacaram que estas previsões foram feitas quando ainda se acreditava que o crescimento global deste ano seria positivo e os dados atuais mostram que haverá uma recessão. Com isso, o desemprego poderá aumentar.
Mas se elas forem postergadas por seis meses, a recuperação do mercado de trabalho ocorreria apenas em 2011, no melhor dos casos.
A OIT realizou um estudo sobre os pacotes de resgates aplicados em 40 países do mundo, incluindo os membros do G-20. Segundo os dados, só 9,2% dos gastos estão dedicados a ajudar o emprego e as medidas de política social só representam 1,8%.
Os 40 pacotes envolveram um total de US$ 1,19 trilhão, chegando a 1,7% do PIB combinado dos países - menos do que os 2% recomendados pelo Fundo Monetário, disse Raymond Torres, diretor do Instituto OIT. Torres pediu por uma coordenação melhor dos diferentes pacotes.