antigas Publicado: 30/03/2009 | 15:41

Petrobras faz acordo e petroleiros encerram a greve de 5 dias

 A Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu encerrar uma greve de cinco dias nesta sexta-feira (27), depois de alcançar um acordo com a Petrobras sobre condições de trabalho e benefícios, afirmou João Antonio de Moraes, coordenador da entidade.

Moraes explicou que, após quatro dias de negociações com a Petrobras encerradas na sexta-feira à tarde, a estatal fez concessões relacionadas a todas as principais demandas do setor. 

A categoria pleiteava maior participação nos lucros da empresa e melhores condições de segurança, além do pagamento de horas extras nos feriados, entre outras reivindicações.

Ele explicou ainda que os petroleiros irão retornar aos poucos a seus trabalhos a partir de hoje. "Acabamos de ter uma reunião produtiva com a Petrobras e por causa disso a greve não irá continuar", disse Moraes à Reuters.

Assembleia nos estados
Moraes afirmou que os sindicatos ligados à FUP vão se reunir em assembléias em seus estados para decidir sua posição sobre o acordo, enquanto os trabalhadores em vários locais voltarão aos seus postos de trabalho.

Ele explicou que se qualquer dos sindicatos não aprovar o acordo, uma nova paralisação poderia ser iniciada, mas não imediatamente. A Petrobras disse não ter informação imediatamente sobre o assunto.

A greve dos petroleiros obrigou a Petrobras a acionar suas equipes de contingência - formadas por técnicos e gerentes da companhia - para garantir o abastecimento do País. 

Segundo a Petrobras, em nenhum momento da greve a produção e o abastecimento foram interrompidos a ponto de prejudicar a população.

Volumes afetados
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu na última quarta-feira (25), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que os volumes afetados pela greve eram pequenos em relação à produção da companhia, atualmente em torno dos 2 milhões de barris diários.

Segundo a FUP, no primeiro dia de greve a plataforma P-34 chegou a ter sua produção de 60 mil b/d suspensa, o que foi negado pela estatal.

Os sindicalistas informaram também que tomaram o controle do bombeio de petróleo no terminal da companhia em São Sebastião, que abastece quatro refinarias em São Paulo. 

A estatal confirmou a informação, mas disse que uma equipe de contingência assumiu a operação no mesmo dia e o bombeio foi normalizado.

No ano passado, uma greve chegou a interromper por algumas horas os trabalhos, afetando a produção em mais de 100 mil barris. Mas a situação foi rapidamente normalizada pelas equipes de contingência.

Propostas da FUP
A proposta, construída na mesa de negociação desde o segundo dia da greve, segundo a FUP, tem avanços significativos em relação aos pleitos da categoria, como o compromisso da Petrobras de negociar com os trabalhadores mudanças na política de segurança e melhoria das condições de trabalho.

A empresa também se compromete, ainda segundo a FUP, a orientar as prestadoras de serviço, durante a renegociação de seus contratos, a garantir os postos e condições de trabalho, para por fim à precarização e às demissões.

Além disso, houve avanços ainda em relação ao pagamento e regramento da distribuição da participação nos lucros, assim como as horas extras dos feriados trabalhados. (Com Reuters e FUP)

 A Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu encerrar uma greve de cinco dias nesta sexta-feira (27), depois de alcançar um acordo com a Petrobras sobre condições de trabalho e benefícios, afirmou João Antonio de Moraes, coordenador da entidade.

Moraes explicou que, após quatro dias de negociações com a Petrobras encerradas na sexta-feira à tarde, a estatal fez concessões relacionadas a todas as principais demandas do setor. 

A categoria pleiteava maior participação nos lucros da empresa e melhores condições de segurança, além do pagamento de horas extras nos feriados, entre outras reivindicações.

Ele explicou ainda que os petroleiros irão retornar aos poucos a seus trabalhos a partir de hoje. "Acabamos de ter uma reunião produtiva com a Petrobras e por causa disso a greve não irá continuar", disse Moraes à Reuters.

Assembleia nos estados
Moraes afirmou que os sindicatos ligados à FUP vão se reunir em assembléias em seus estados para decidir sua posição sobre o acordo, enquanto os trabalhadores em vários locais voltarão aos seus postos de trabalho.

Ele explicou que se qualquer dos sindicatos não aprovar o acordo, uma nova paralisação poderia ser iniciada, mas não imediatamente. A Petrobras disse não ter informação imediatamente sobre o assunto.

A greve dos petroleiros obrigou a Petrobras a acionar suas equipes de contingência - formadas por técnicos e gerentes da companhia - para garantir o abastecimento do País. 

Segundo a Petrobras, em nenhum momento da greve a produção e o abastecimento foram interrompidos a ponto de prejudicar a população.

Volumes afetados
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu na última quarta-feira (25), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que os volumes afetados pela greve eram pequenos em relação à produção da companhia, atualmente em torno dos 2 milhões de barris diários.

Segundo a FUP, no primeiro dia de greve a plataforma P-34 chegou a ter sua produção de 60 mil b/d suspensa, o que foi negado pela estatal.

Os sindicalistas informaram também que tomaram o controle do bombeio de petróleo no terminal da companhia em São Sebastião, que abastece quatro refinarias em São Paulo. 

A estatal confirmou a informação, mas disse que uma equipe de contingência assumiu a operação no mesmo dia e o bombeio foi normalizado.

No ano passado, uma greve chegou a interromper por algumas horas os trabalhos, afetando a produção em mais de 100 mil barris. Mas a situação foi rapidamente normalizada pelas equipes de contingência.

Propostas da FUP
A proposta, construída na mesa de negociação desde o segundo dia da greve, segundo a FUP, tem avanços significativos em relação aos pleitos da categoria, como o compromisso da Petrobras de negociar com os trabalhadores mudanças na política de segurança e melhoria das condições de trabalho.

A empresa também se compromete, ainda segundo a FUP, a orientar as prestadoras de serviço, durante a renegociação de seus contratos, a garantir os postos e condições de trabalho, para por fim à precarização e às demissões.

Além disso, houve avanços ainda em relação ao pagamento e regramento da distribuição da participação nos lucros, assim como as horas extras dos feriados trabalhados. (Com Reuters e FUP)