antigas
Publicado: 31/03/2009 | 10:51
Além da bruma da crise
Por fim, na vertigem da crise, algumas vozes do establishment começam a olhar além e a tentar adivinhar -ou desejar- como seria o mundo pós-crise.
Uma das vozes atende pelo nome de Luiz Inácio Lula da Silva e diz, em artigo ontem publicado pelo "Le Monde", que, "mais grave que uma crise econômica, estamos diante de uma crise de civilização. Ela exige novos paradigmas, novos modelos de consumo e novas formas de organização da produção".
Concorda com ele relatório da Comissão de Desenvolvimento Sustentável, instituto independente de assessoria do governo britânico, que procura separar "prosperidade" de "crescimento". O texto pede aos governos para "desenvolver um sistema econômico sustentável que não se apoie em um consumo sempre crescente".
Reforça Malloch Brown, o principal negociador britânico para a cúpula do G20: "Veremos [após a crise] uma recalibrada no estilo de vida, toda uma nova visão de futuro de um mundo menos conduzido pelo consumismo, talvez com o acréscimo de um mundo no qual o poder tenha sido algo mais bem distribuído".
Fecha o circuito Pascal Lamy, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio e um funcionário internacional ao qual se é obrigado a prestar atenção pela qualidade de suas análises: "O modelo de capitalismo que conhecemos nos últimos 50 anos não se sustenta. A questão fundamental é saber se há que readaptar, arrumar ou reformar o capitalismo ou se é preciso ir além, ser mais profundo nas mudanças e ir mais fundo nos retoques". Completa: "Creio que não temos que nos satisfazer intelectualmente com o horizonte atual do capitalismo".
Bem-vindos todos ao clube do "outro mundo é possível". Mas palavras só não bastam. Vocês que são todos "insiders", que tal reconstruir a civilização?
Por fim, na vertigem da crise, algumas vozes do establishment começam a olhar além e a tentar adivinhar -ou desejar- como seria o mundo pós-crise.
Uma das vozes atende pelo nome de Luiz Inácio Lula da Silva e diz, em artigo ontem publicado pelo "Le Monde", que, "mais grave que uma crise econômica, estamos diante de uma crise de civilização. Ela exige novos paradigmas, novos modelos de consumo e novas formas de organização da produção".
Concorda com ele relatório da Comissão de Desenvolvimento Sustentável, instituto independente de assessoria do governo britânico, que procura separar "prosperidade" de "crescimento". O texto pede aos governos para "desenvolver um sistema econômico sustentável que não se apoie em um consumo sempre crescente".
Reforça Malloch Brown, o principal negociador britânico para a cúpula do G20: "Veremos [após a crise] uma recalibrada no estilo de vida, toda uma nova visão de futuro de um mundo menos conduzido pelo consumismo, talvez com o acréscimo de um mundo no qual o poder tenha sido algo mais bem distribuído".
Fecha o circuito Pascal Lamy, diretor-geral da Organização Mundial do Comércio e um funcionário internacional ao qual se é obrigado a prestar atenção pela qualidade de suas análises: "O modelo de capitalismo que conhecemos nos últimos 50 anos não se sustenta. A questão fundamental é saber se há que readaptar, arrumar ou reformar o capitalismo ou se é preciso ir além, ser mais profundo nas mudanças e ir mais fundo nos retoques". Completa: "Creio que não temos que nos satisfazer intelectualmente com o horizonte atual do capitalismo".
Bem-vindos todos ao clube do "outro mundo é possível". Mas palavras só não bastam. Vocês que são todos "insiders", que tal reconstruir a civilização?