antigas Publicado: 1/04/2009 | 10:34

Material de construçaõ custará até 10% menos, com o IPI menor

 A desoneração dos materiais de construção civil foi comemorada pela indústria e pelo varejo, que, no entanto, esperavam que a medida fosse mais abrangente em número de produtos, no tamanho do corte e no prazo de validade.

A medida prevê a redução do IPI, por três meses, para itens como cimento (de 4% para zero), tintas e vernizes (5% para zero), revestimento não-refratário (5% para zero), massa de vidraceiro (10% para 2%) e chuveiro elétrico (5% para zero).

"Estamos contentes, mas a desoneração não veio no tamanho que esperávamos. Pleiteávamos todos materiais com taxa zero e prazo de dois anos de validade da medida. Três meses é um prazo pequeno para o ciclo da construção. Mas as portas do Governo não estão fechadas. Já começamos a conversar", diz Melvyn Fox, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

Fox avalia que a medida pode levar o setor de novo a rota do crescimento. É que depois de 28 meses de alta consecutiva, desde outubro do ano passado, a indústria de materiais de construção vem registrando queda. 

Só no primeiro bimestre deste ano a retração já chega a 18%: "Estimávamos crescer 5% com a desoneração mais ampla, como tínhamos pleiteado".

No modelo atual, a alta deve ser entorno de 3% - destaca o presidente da Abramat. No comércio, algumas redes já começaram remarcar seus preços para baixo ontem mesmo.

É o caso da Amoedo, em que a redução média ao consumidor está em cerca de 10%:

"A desoneração concedida pelo Governo é de cerca de 5%, assim como aconteceu em 2008. Este ano, por causa da crise, esperávamos um corte maior. Hoje (ontem) mesmo já mobilizei o setor comercial para ver quais os produtos em que já podíamos aplicar a redução", explica Fábio Germano, diretor da Amoedo.

Na avaliação do advogado tributarista Ivan Tauil para que a redução de impostos tivesse um impacto significativo para o custo da construção de casas populares era preciso que fosse dado em cadeia e, que além do IPI, a indústria tivesse desoneração de PIS, Cofins e ICMS: 

"Isso reduziria o custo de uma casa popular de R$ 50 mil para R$ 42 mil". (Fonte: O Globo)


 

 A desoneração dos materiais de construção civil foi comemorada pela indústria e pelo varejo, que, no entanto, esperavam que a medida fosse mais abrangente em número de produtos, no tamanho do corte e no prazo de validade.

A medida prevê a redução do IPI, por três meses, para itens como cimento (de 4% para zero), tintas e vernizes (5% para zero), revestimento não-refratário (5% para zero), massa de vidraceiro (10% para 2%) e chuveiro elétrico (5% para zero).

"Estamos contentes, mas a desoneração não veio no tamanho que esperávamos. Pleiteávamos todos materiais com taxa zero e prazo de dois anos de validade da medida. Três meses é um prazo pequeno para o ciclo da construção. Mas as portas do Governo não estão fechadas. Já começamos a conversar", diz Melvyn Fox, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

Fox avalia que a medida pode levar o setor de novo a rota do crescimento. É que depois de 28 meses de alta consecutiva, desde outubro do ano passado, a indústria de materiais de construção vem registrando queda. 

Só no primeiro bimestre deste ano a retração já chega a 18%: "Estimávamos crescer 5% com a desoneração mais ampla, como tínhamos pleiteado".

No modelo atual, a alta deve ser entorno de 3% - destaca o presidente da Abramat. No comércio, algumas redes já começaram remarcar seus preços para baixo ontem mesmo.

É o caso da Amoedo, em que a redução média ao consumidor está em cerca de 10%:

"A desoneração concedida pelo Governo é de cerca de 5%, assim como aconteceu em 2008. Este ano, por causa da crise, esperávamos um corte maior. Hoje (ontem) mesmo já mobilizei o setor comercial para ver quais os produtos em que já podíamos aplicar a redução", explica Fábio Germano, diretor da Amoedo.

Na avaliação do advogado tributarista Ivan Tauil para que a redução de impostos tivesse um impacto significativo para o custo da construção de casas populares era preciso que fosse dado em cadeia e, que além do IPI, a indústria tivesse desoneração de PIS, Cofins e ICMS: 

"Isso reduziria o custo de uma casa popular de R$ 50 mil para R$ 42 mil". (Fonte: O Globo)