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Publicado: 1/04/2009 | 10:52
Para substituir vestibular, Enem deve ter 2 provas
Outra mudança proposta pelo MEC é que nota do exame seja usada para ingresso em qualquer universidade do país O novo exame proposto pelo Ministério da Educação (MEC) para substituir o vestibular nas universidades federais deverá ser aplicado pelo menos duas vezes por ano, anunciou ontem o ministro Fernando Haddad. A ideia é realizar um teste por semestre, na mesma data, em todo o país. Haddad enviou nota aos reitores das federais com a proposta de criação do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele se reunirá com os dirigentes, segunda-feira, para discutir a medida. Como as universidades têm autonomia para definir as formas de ingresso, a substituição só valerá nas instituições que aderirem ao novo sistema. — Funciona muito bem em países desenvolvidos. Não tem por que não funcionar aqui — disse Haddad. — É muito provável que se tenha que aplicar mais de uma prova por ano. Nos Estados Unidos é assim. O novo Enem permitirá o ingresso em todas as universidades públicas ou privadas que aderirem. A proposta é inspirada no Scholastic Assessment Test (SAT), teste aplicado nos Estados Unidos. Instituições poderão escolher mínimo de pontos Em linhas gerais, a ideia é a seguinte: o candidato faz a prova do Enem em qualquer estado e recebe uma nota. Na outra ponta, cada universidade determina a pontuação mínima para ingresso em seus cursos. Essa nota de corte poderá variar em diferentes instituições e cursos. Assim, um estudante do Rio que obtenha nota suficiente para ingressar numa faculdade de medicina do Ceará, por exemplo, poderá matricular-se naquele estado. E vice-versa. O ministro afirmou que isso dará mais mobilidade aos estudantes, beneficiando alunos que não têm dinheiro para arriscar vestibulares em outras cidades. Segundo ele, só 0,04% dos calouros frequentam a universidade em outro estado. Nos Estados Unidos, são quase 20%. O governo deverá aumentar os repasses de assistência estudantil às universidades que aderirem. A medida servirá de estímulo para que elas abram mão da arrecadação com as taxas de vestibulares. A proposta é que a nova prova seja realizada pela primeira vez em outubro, num sábado e num domingo, avaliando quatro áreas: linguagens, com questões de língua portuguesa, língua estrangeira e redação; matemática; ciências humanas; e ciências da natureza. Cada teste teria 50 questões de múltipla escolha. Os critérios de uso dos resultados ficam a cargo das instituições. O MEC divulgará separadamente os resultados dos candidatos em cada área avaliada. Cada instituição poderia determinar o peso da nota cada área. Universidades que queiram realizar outra prova, além do Enem, teriam liberdade para isso. Haddad espera que o novo Enem oriente as escolas na definição dos currículos, contribuindo para melhorar a qualidade da educação. De acordo com o ministro, o vestibular faz isso hoje, mas de forma prejudicial, pois privilegia a decoreba e não a capacidade de pensar e resolver problemas do cotidiano, — Há bons colégios que são uma espécie de cursinho de três anos — disse o ministro. O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, disse que a discussão começará para valer na segunda-feira.
Um Enem com testes duas vezes por ano é a proposta do MEC para substituir o vestibular. A nota valeria em todo o país, e o candidato entraria em qualquer universidade, se alcançasse a nota mínima exigida na instituição. A proposta foi enviada aos reitores, mas as universidades têm autonomia para decidir
Outra mudança proposta pelo MEC é que nota do exame seja usada para ingresso em qualquer universidade do país O novo exame proposto pelo Ministério da Educação (MEC) para substituir o vestibular nas universidades federais deverá ser aplicado pelo menos duas vezes por ano, anunciou ontem o ministro Fernando Haddad. A ideia é realizar um teste por semestre, na mesma data, em todo o país. Haddad enviou nota aos reitores das federais com a proposta de criação do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele se reunirá com os dirigentes, segunda-feira, para discutir a medida. Como as universidades têm autonomia para definir as formas de ingresso, a substituição só valerá nas instituições que aderirem ao novo sistema. — Funciona muito bem em países desenvolvidos. Não tem por que não funcionar aqui — disse Haddad. — É muito provável que se tenha que aplicar mais de uma prova por ano. Nos Estados Unidos é assim. O novo Enem permitirá o ingresso em todas as universidades públicas ou privadas que aderirem. A proposta é inspirada no Scholastic Assessment Test (SAT), teste aplicado nos Estados Unidos. Instituições poderão escolher mínimo de pontos Em linhas gerais, a ideia é a seguinte: o candidato faz a prova do Enem em qualquer estado e recebe uma nota. Na outra ponta, cada universidade determina a pontuação mínima para ingresso em seus cursos. Essa nota de corte poderá variar em diferentes instituições e cursos. Assim, um estudante do Rio que obtenha nota suficiente para ingressar numa faculdade de medicina do Ceará, por exemplo, poderá matricular-se naquele estado. E vice-versa. O ministro afirmou que isso dará mais mobilidade aos estudantes, beneficiando alunos que não têm dinheiro para arriscar vestibulares em outras cidades. Segundo ele, só 0,04% dos calouros frequentam a universidade em outro estado. Nos Estados Unidos, são quase 20%. O governo deverá aumentar os repasses de assistência estudantil às universidades que aderirem. A medida servirá de estímulo para que elas abram mão da arrecadação com as taxas de vestibulares. A proposta é que a nova prova seja realizada pela primeira vez em outubro, num sábado e num domingo, avaliando quatro áreas: linguagens, com questões de língua portuguesa, língua estrangeira e redação; matemática; ciências humanas; e ciências da natureza. Cada teste teria 50 questões de múltipla escolha. Os critérios de uso dos resultados ficam a cargo das instituições. O MEC divulgará separadamente os resultados dos candidatos em cada área avaliada. Cada instituição poderia determinar o peso da nota cada área. Universidades que queiram realizar outra prova, além do Enem, teriam liberdade para isso. Haddad espera que o novo Enem oriente as escolas na definição dos currículos, contribuindo para melhorar a qualidade da educação. De acordo com o ministro, o vestibular faz isso hoje, mas de forma prejudicial, pois privilegia a decoreba e não a capacidade de pensar e resolver problemas do cotidiano, — Há bons colégios que são uma espécie de cursinho de três anos — disse o ministro. O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Amaro Lins, disse que a discussão começará para valer na segunda-feira.
Um Enem com testes duas vezes por ano é a proposta do MEC para substituir o vestibular. A nota valeria em todo o país, e o candidato entraria em qualquer universidade, se alcançasse a nota mínima exigida na instituição. A proposta foi enviada aos reitores, mas as universidades têm autonomia para decidir
