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Publicado: 1/04/2009 | 10:54
Caos no clube nuclear
As crises entre Irã, Estados Unidos e Israel, entre Paquistão e Índia, entre Coreia do Norte e seus vizinhos asiáticos têm um elemento em comum: o poder nuclear. Cada um desses impasses possui o potencial de desencadear um conflito de grandes proporções e número de vítimas incalculável. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o planeta conheceu os efeitos nefastos da bomba atômica e, traumatizado, nunca mais recorreu a ela. Agora, um novo período de instabilidade na política internacional ameaça com uma volta àqueles tempos de medo.
A eleição para novo diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que ainda não chegou ao fim, é fundamental para evitar o pior. A utilização de energia nuclear para fins militares carece do devido controle global. Não há regra clara e justa para todos os países. Quem já tem a bomba pode manter seu arsenal e até ampliá-lo ou adaptá-lo a novos desafios. Paquistão, Índia e Israel possuem esse tipo de arma de destruição em massa, mas, como não assinaram o Tratado de Não Proliferação, gozam de liberdade para continuar agindo em segredo.
A Coreia do Norte já demonstrou que domina a tecnologia e conseguiu testar um artefato nuclear de alcance reduzido. Que tipo de punição o regime de Pyongyang recebe pela ousadia? Quase nada, pois entidade multilateral nenhuma tem poder de polícia nesse caso. E quem fica responsável por garantir o desmantelamento das ogivas norte-americanas e russas? Ninguém se anima a fazer com que as duas potências abram mão de um ativo estratégico como esse. Os protocolos atuais carecem de respeito porque são fruto de um acerto entre poucos. No fundo, muitos governos estão insatisfeitos com o desequilíbrio.
Para impedir que esse desarranjo tenha consequências mais drásticas, é preciso colocar à frente da AIEA alguém com pulso firme o suficiente para empreender um novo debate mundial sobre segurança nuclear sem barrar por completo os investimentos em energia atômica. Adiar essa discussão é abrir contagem regressiva para uma catástrofe.
As crises entre Irã, Estados Unidos e Israel, entre Paquistão e Índia, entre Coreia do Norte e seus vizinhos asiáticos têm um elemento em comum: o poder nuclear. Cada um desses impasses possui o potencial de desencadear um conflito de grandes proporções e número de vítimas incalculável. Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o planeta conheceu os efeitos nefastos da bomba atômica e, traumatizado, nunca mais recorreu a ela. Agora, um novo período de instabilidade na política internacional ameaça com uma volta àqueles tempos de medo.
A eleição para novo diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que ainda não chegou ao fim, é fundamental para evitar o pior. A utilização de energia nuclear para fins militares carece do devido controle global. Não há regra clara e justa para todos os países. Quem já tem a bomba pode manter seu arsenal e até ampliá-lo ou adaptá-lo a novos desafios. Paquistão, Índia e Israel possuem esse tipo de arma de destruição em massa, mas, como não assinaram o Tratado de Não Proliferação, gozam de liberdade para continuar agindo em segredo.
A Coreia do Norte já demonstrou que domina a tecnologia e conseguiu testar um artefato nuclear de alcance reduzido. Que tipo de punição o regime de Pyongyang recebe pela ousadia? Quase nada, pois entidade multilateral nenhuma tem poder de polícia nesse caso. E quem fica responsável por garantir o desmantelamento das ogivas norte-americanas e russas? Ninguém se anima a fazer com que as duas potências abram mão de um ativo estratégico como esse. Os protocolos atuais carecem de respeito porque são fruto de um acerto entre poucos. No fundo, muitos governos estão insatisfeitos com o desequilíbrio.
Para impedir que esse desarranjo tenha consequências mais drásticas, é preciso colocar à frente da AIEA alguém com pulso firme o suficiente para empreender um novo debate mundial sobre segurança nuclear sem barrar por completo os investimentos em energia atômica. Adiar essa discussão é abrir contagem regressiva para uma catástrofe.