Hora de paliativos
A atual crise financeira é muito mais ampla e profunda do que nosso presidente acredita. O Brasil deveria ter tomado algumas providencias importantíssimas para a sustentabilidade do crescimento robusto que teve nos últimos anos, mas isto infelizmente isto não aconteceu.
As reformas trabalhista e tributária – que seriam de fundamental importância no sentido de desonerar a produção – foram deixadas de lado. No Brasil, a carga tributária sobre a produção que gera renda e emprego é absurdamente elevada comparada à de qualquer lugar do mundo. Num momento como o em que nos encontramos, acredito que só podemos adotar paliativos, como a redução do IPI sobre automóveis – providência que deveria ter caráter definitivo e não apenas por períodos curtos, mesmo que prorrogados. Não há necessidade de tantos impostos sobre a nossa produção de veículos. Uma política que a economia alemã, por exemplo, adotou em relação ao setor automotivo foi a concessão de subsídios à população na compra de um novo carro. É uma política bastante interessante, que proporcionou um crescimento de cerca de 20% nas vendas de automóveis novos do país. No Brasil, pelo menos uma facilitação semelhante daria um incentivo ao consumo que seria bem-vinda nesse momento. O fechamento da economia nacional, que até certo ponto segurou o crescimento do país – que poderia ter alcançado 8% ou 9% ao invés de 4% ou 5% nos últimos anos –, torna o Brasil menos exposto à crise. Ainda assim, no entanto, é pouco provável que o Brasil consiga sair da turbulência facilmente, com um receituário simples.
A atual crise financeira é muito mais ampla e profunda do que nosso presidente acredita. O Brasil deveria ter tomado algumas providencias importantíssimas para a sustentabilidade do crescimento robusto que teve nos últimos anos, mas isto infelizmente isto não aconteceu.
As reformas trabalhista e tributária – que seriam de fundamental importância no sentido de desonerar a produção – foram deixadas de lado. No Brasil, a carga tributária sobre a produção que gera renda e emprego é absurdamente elevada comparada à de qualquer lugar do mundo. Num momento como o em que nos encontramos, acredito que só podemos adotar paliativos, como a redução do IPI sobre automóveis – providência que deveria ter caráter definitivo e não apenas por períodos curtos, mesmo que prorrogados. Não há necessidade de tantos impostos sobre a nossa produção de veículos. Uma política que a economia alemã, por exemplo, adotou em relação ao setor automotivo foi a concessão de subsídios à população na compra de um novo carro. É uma política bastante interessante, que proporcionou um crescimento de cerca de 20% nas vendas de automóveis novos do país. No Brasil, pelo menos uma facilitação semelhante daria um incentivo ao consumo que seria bem-vinda nesse momento. O fechamento da economia nacional, que até certo ponto segurou o crescimento do país – que poderia ter alcançado 8% ou 9% ao invés de 4% ou 5% nos últimos anos –, torna o Brasil menos exposto à crise. Ainda assim, no entanto, é pouco provável que o Brasil consiga sair da turbulência facilmente, com um receituário simples.