Todos estamos comprometidos
Os últimos dados da Secretaria Municipal de Educação nos apresentam um quadro bastante severo. Identificamos três categorias: defasados idade/série; analfabetos funcionais; e alunos que precisam de reforço. Fica-nos uma pergunta inicial: e agora, José? Esse quadro – muito bem colocado em termos de mapeamento de uma situação educacional – nos apresenta uma realidade que nos assusta e nos surpreende diante de tamanha dificuldade. Acreditamos, porém, que, diante desses dados, devemos transformá-los em reflexões e tomada de decisões mais qualitativas do que quantitativas.
Algumas perguntas são imediatas: 1) por que esse quadro se apresenta no Rio? 2) em que medida vão ser revistos e atendidos, como no caso dos analfabetos funcionais (quase 30 mil alunos)?; 3) como e de que forma será o reforço escolar? Gostaríamos de chamar a atenção para que não foquem apenas no aluno a responsabilidade total dessa situação. Todos estamos envolvidos e comprometidos: escola, professores e a própria sociedade. Findo o levantamento, cabe aqui um incentivo para que a política do governo encontre as saídas favoráveis, criando estratégias para que se mude esse quadro, se possível, a médio prazo. Façamos nas escolas projetos que permitam que os alunos preencham as lacunas, mas dando-lhes oportunidades para que sigam em frente com mais segurança, estímulo e vontade. O trabalho é árduo, porque diferentes realidades estão envolvidas nesse contexto: a falta de professores, a situação de risco das escolas, a falta de uma formação continuada dos professores e as redes de conhecimento que, hoje, estão dentro e fora da escola. Sugeriria à secretaria algumas ações que poderiam ajudar a encaminhar a questão: seminário com os professores, para que juntos analisem a situação e apresentem opções para a resolução; reuniões nas escolas para atender aos alunos não como os responsáveis pela situação, mas como colaboradores num projeto que quer o melhor para todos; elaborar um projeto com os orientadores educacionais para que possamos discutir com os alunos e as famílias a situação, não como crítica ou castigo, mas como uma porta para ajudar os filhos. Não nos esqueçamos de que o quadro social dá o pano de fundo dessa situação, na violência, nas drogas, na exclusão social, na entrada muito cedo no mercado de trabalho etc. Queremos lembrar também que a escola não é apenas o lugar para se ensinar a ler, escrever e contar, mas sim um lugar que tem de estar comprometido com a construção da subjetividade do aluno, com a formação da cidadania.
Os últimos dados da Secretaria Municipal de Educação nos apresentam um quadro bastante severo. Identificamos três categorias: defasados idade/série; analfabetos funcionais; e alunos que precisam de reforço. Fica-nos uma pergunta inicial: e agora, José? Esse quadro – muito bem colocado em termos de mapeamento de uma situação educacional – nos apresenta uma realidade que nos assusta e nos surpreende diante de tamanha dificuldade. Acreditamos, porém, que, diante desses dados, devemos transformá-los em reflexões e tomada de decisões mais qualitativas do que quantitativas.
Algumas perguntas são imediatas: 1) por que esse quadro se apresenta no Rio? 2) em que medida vão ser revistos e atendidos, como no caso dos analfabetos funcionais (quase 30 mil alunos)?; 3) como e de que forma será o reforço escolar? Gostaríamos de chamar a atenção para que não foquem apenas no aluno a responsabilidade total dessa situação. Todos estamos envolvidos e comprometidos: escola, professores e a própria sociedade. Findo o levantamento, cabe aqui um incentivo para que a política do governo encontre as saídas favoráveis, criando estratégias para que se mude esse quadro, se possível, a médio prazo. Façamos nas escolas projetos que permitam que os alunos preencham as lacunas, mas dando-lhes oportunidades para que sigam em frente com mais segurança, estímulo e vontade. O trabalho é árduo, porque diferentes realidades estão envolvidas nesse contexto: a falta de professores, a situação de risco das escolas, a falta de uma formação continuada dos professores e as redes de conhecimento que, hoje, estão dentro e fora da escola. Sugeriria à secretaria algumas ações que poderiam ajudar a encaminhar a questão: seminário com os professores, para que juntos analisem a situação e apresentem opções para a resolução; reuniões nas escolas para atender aos alunos não como os responsáveis pela situação, mas como colaboradores num projeto que quer o melhor para todos; elaborar um projeto com os orientadores educacionais para que possamos discutir com os alunos e as famílias a situação, não como crítica ou castigo, mas como uma porta para ajudar os filhos. Não nos esqueçamos de que o quadro social dá o pano de fundo dessa situação, na violência, nas drogas, na exclusão social, na entrada muito cedo no mercado de trabalho etc. Queremos lembrar também que a escola não é apenas o lugar para se ensinar a ler, escrever e contar, mas sim um lugar que tem de estar comprometido com a construção da subjetividade do aluno, com a formação da cidadania.