antigas Publicado: 1/04/2009 | 11:13

Brasil ajudará a GM nos EUA a produzir carro pequeno

 

Autor(es): Marli Olmos
Valor Econômico - 01/04/2009
 

O presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, disse ontem que a filial brasileira vai ajudar a matriz, nos Estados Unidos, no desenvolvimento de carros pequenos. O foco em veículos que gastam menos combustível está entre as exigências do governo americano para o novo plano de reestruturação da companhia, que precisa ser apresentado em 60 dias.

 

Ardila contou que a equipe brasileira dará apoio na tecnologia e desenho dos automóveis pequenos que podem vir a ser fabricados nos Estados Unidos. Segundo o executivo, a GM do Brasil enviará engenheiros para a matriz e também passará a receber projetos que devem ser transferidos dos EUA para cá. "Os engenheiros do Brasil terão mais trabalho", diz. A subsidiária brasileira conta com 1,2 mil engenheiros e 300 designers.

O conhecimento restrito ao desenvolvimento de carros compactos já chegou a deixar o Brasil em desvantagem na indústria automotiva mundial. Mas agora carros menores se transformam em sinônimo de economia e de comprometimento com o meio ambiente.

O presidente da GM do Brasil pode estar entusiasmado com a possibilidade de a especialização brasileira em modelos de carros pequenos contribuir para o futuro novo formato da companhia. Afinal, quase todas as subsidiárias brasileiras das montadoras esbanjam conhecimento no assunto, incluindo o desenvolvimento dos motores mais compactos.

Mas não se pode perder de vista que nos próximos dois anos a busca por veículos mais econômicos e menos poluentes, não apenas no mercado americano como também Europa e Japão, passará pelo desenvolvimento do veículo elétrico. A própria GM já está preparada para lançar o seu primeiro modelo elétrico, o Volt, em 2010.

Além do foco voltado ao desenvolvimento de carros que gastem menos combustível, o governo americano impôs à General Motors mais três desafios. Antes de mais nada, a montadora precisa buscar um modelo capaz de gerar mais fluxo de caixa para, assim, reduzir a concorrência dos fabricantes asiáticos. A companhia precisa também negociar com credores e sindicatos concessões que lhe permitam melhorar o balanço financeiro. Além disso, o governo de Barack Obama quer que a GM seja mais agressiva na reestruturação, acelerando o fechamento de fábricas e reduzindo o número de concessionárias nos EUA.

Ardila acredita que o prazo de 60 dias será mais do que suficiente para a empresa atender aos pedidos do governo americano. O executivo voltou a reiterar ontem que as operações na América Latina e Ásia estão excluídas do programa de reestruturação da companhia. "O Brasil é muito lucrativo para a companhia", destacou. A GM recebeu US$ 13,4 bilhões do governo americano e pediu US$ 4,6 bilhões adicionais.

Ardila não quis detalhar as conversas que a direção da GM do Brasil está tendo com governos dos Estados para buscar mais incentivos para futuros investimentos de ampliação industrial, outra dúvida que surge com o agravamento da crise na matriz. Ele disse apenas que no Rio Grande do Sul as conversas surgiram porque incentivos dados para a fábrica de Gravataí estão perto de expirar.

 

Autor(es): Marli Olmos
Valor Econômico - 01/04/2009
 

O presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, disse ontem que a filial brasileira vai ajudar a matriz, nos Estados Unidos, no desenvolvimento de carros pequenos. O foco em veículos que gastam menos combustível está entre as exigências do governo americano para o novo plano de reestruturação da companhia, que precisa ser apresentado em 60 dias.

 

Ardila contou que a equipe brasileira dará apoio na tecnologia e desenho dos automóveis pequenos que podem vir a ser fabricados nos Estados Unidos. Segundo o executivo, a GM do Brasil enviará engenheiros para a matriz e também passará a receber projetos que devem ser transferidos dos EUA para cá. "Os engenheiros do Brasil terão mais trabalho", diz. A subsidiária brasileira conta com 1,2 mil engenheiros e 300 designers.

O conhecimento restrito ao desenvolvimento de carros compactos já chegou a deixar o Brasil em desvantagem na indústria automotiva mundial. Mas agora carros menores se transformam em sinônimo de economia e de comprometimento com o meio ambiente.

O presidente da GM do Brasil pode estar entusiasmado com a possibilidade de a especialização brasileira em modelos de carros pequenos contribuir para o futuro novo formato da companhia. Afinal, quase todas as subsidiárias brasileiras das montadoras esbanjam conhecimento no assunto, incluindo o desenvolvimento dos motores mais compactos.

Mas não se pode perder de vista que nos próximos dois anos a busca por veículos mais econômicos e menos poluentes, não apenas no mercado americano como também Europa e Japão, passará pelo desenvolvimento do veículo elétrico. A própria GM já está preparada para lançar o seu primeiro modelo elétrico, o Volt, em 2010.

Além do foco voltado ao desenvolvimento de carros que gastem menos combustível, o governo americano impôs à General Motors mais três desafios. Antes de mais nada, a montadora precisa buscar um modelo capaz de gerar mais fluxo de caixa para, assim, reduzir a concorrência dos fabricantes asiáticos. A companhia precisa também negociar com credores e sindicatos concessões que lhe permitam melhorar o balanço financeiro. Além disso, o governo de Barack Obama quer que a GM seja mais agressiva na reestruturação, acelerando o fechamento de fábricas e reduzindo o número de concessionárias nos EUA.

Ardila acredita que o prazo de 60 dias será mais do que suficiente para a empresa atender aos pedidos do governo americano. O executivo voltou a reiterar ontem que as operações na América Latina e Ásia estão excluídas do programa de reestruturação da companhia. "O Brasil é muito lucrativo para a companhia", destacou. A GM recebeu US$ 13,4 bilhões do governo americano e pediu US$ 4,6 bilhões adicionais.

Ardila não quis detalhar as conversas que a direção da GM do Brasil está tendo com governos dos Estados para buscar mais incentivos para futuros investimentos de ampliação industrial, outra dúvida que surge com o agravamento da crise na matriz. Ele disse apenas que no Rio Grande do Sul as conversas surgiram porque incentivos dados para a fábrica de Gravataí estão perto de expirar.