antigas Publicado: 3/04/2009 | 09:41

Agenda: Temer já tem lista de projetos para sessões extraordinárias

 O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), já tem uma lista de propostas que poderão ser discutidas de imediato no Plenário caso o Supremo Tribunal Federal (STF) concorde com o seu entendimento de que as medidas provisórias (MPs) só trancam a pauta de sessões ordinárias e de votações de projetos de lei ordinária.

A lista inclui a proposta de emenda à Constituição que acaba com as votações secretas no Poder Legislativo (PEC 349/01) e a que expropria as terras nas quais houver comprovação de trabalho escravo (PEC 438/01), além das reformas tributária (PEC 233/08 e outras) e política.

Também entra na relação a PEC 130/07, que acaba com o foro privilegiado, obrigando as autoridades a responderem a ações judiciais em primeira instância. De acordo com Temer, esse é um assunto sempre lembrado por sua importância, mas nunca discutido por falta de espaço no Plenário.

Votações
"Vamos ter um trabalho muito mais intenso na Câmara. Estou antevendo muitas sessões extraordinárias, pela manhã e à noite", disse Temer. Segundo ele, a ideia é abordar temas polêmicos e colocar a Câmara no centro dos debates nacionais. "São projetos importantes para o País que não podem ficar parados por causa das MPs", ressaltou.

A afirmação foi feita durante entrevista coletiva do presidente aos veículos de comunicação da Casa, que será veiculada nesta quinta-feira, depois das 21 horas, na TV Câmara.

Pressa
Temer confirmou que pediu pressa, ao Supremo Tribunal Federal (STF), para o julgamento do mandado de segurança impetrado pelo PSDB, PPS e DEM contra a nova interpretação do rito de MPs no Congresso.

No dia 17 de março, Temer anunciou que as PECs, os projetos de lei complementar, as resoluções e os decretos legislativos poderão ser votados em sessões extraordinárias, mesmo com a pauta trancada por MPs nas ordinárias - já que as MPs não podem tratar dos temas reservados a essas propostas.

Porém, os partidos oposicionistas impetraram a ação, com pedido de liminar, para que esse novo entendimento não seja aplicado de imediato na Câmara. O relator do processo, ministro Celso de Mello, não acatou o pedido. Apesar disso, Temer afirmou que só aplicará a nova regra após a decisão final do STF, para "não causar problemas políticos".

Temer disse que não discorda do ministro Celso de Mello, que identificou no Brasil a existência de um "cesarismo governista em matéria legislativa" - uma referência ao poder do presidente da República de impor a agenda legislativa ao Congresso com o uso de MPs. "Não há muito exagero nessa afirmação", disse o presidente. (Fonte:Agência Câmara)

 O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), já tem uma lista de propostas que poderão ser discutidas de imediato no Plenário caso o Supremo Tribunal Federal (STF) concorde com o seu entendimento de que as medidas provisórias (MPs) só trancam a pauta de sessões ordinárias e de votações de projetos de lei ordinária.

A lista inclui a proposta de emenda à Constituição que acaba com as votações secretas no Poder Legislativo (PEC 349/01) e a que expropria as terras nas quais houver comprovação de trabalho escravo (PEC 438/01), além das reformas tributária (PEC 233/08 e outras) e política.

Também entra na relação a PEC 130/07, que acaba com o foro privilegiado, obrigando as autoridades a responderem a ações judiciais em primeira instância. De acordo com Temer, esse é um assunto sempre lembrado por sua importância, mas nunca discutido por falta de espaço no Plenário.

Votações
"Vamos ter um trabalho muito mais intenso na Câmara. Estou antevendo muitas sessões extraordinárias, pela manhã e à noite", disse Temer. Segundo ele, a ideia é abordar temas polêmicos e colocar a Câmara no centro dos debates nacionais. "São projetos importantes para o País que não podem ficar parados por causa das MPs", ressaltou.

A afirmação foi feita durante entrevista coletiva do presidente aos veículos de comunicação da Casa, que será veiculada nesta quinta-feira, depois das 21 horas, na TV Câmara.

Pressa
Temer confirmou que pediu pressa, ao Supremo Tribunal Federal (STF), para o julgamento do mandado de segurança impetrado pelo PSDB, PPS e DEM contra a nova interpretação do rito de MPs no Congresso.

No dia 17 de março, Temer anunciou que as PECs, os projetos de lei complementar, as resoluções e os decretos legislativos poderão ser votados em sessões extraordinárias, mesmo com a pauta trancada por MPs nas ordinárias - já que as MPs não podem tratar dos temas reservados a essas propostas.

Porém, os partidos oposicionistas impetraram a ação, com pedido de liminar, para que esse novo entendimento não seja aplicado de imediato na Câmara. O relator do processo, ministro Celso de Mello, não acatou o pedido. Apesar disso, Temer afirmou que só aplicará a nova regra após a decisão final do STF, para "não causar problemas políticos".

Temer disse que não discorda do ministro Celso de Mello, que identificou no Brasil a existência de um "cesarismo governista em matéria legislativa" - uma referência ao poder do presidente da República de impor a agenda legislativa ao Congresso com o uso de MPs. "Não há muito exagero nessa afirmação", disse o presidente. (Fonte:Agência Câmara)