antigas Publicado: 3/04/2009 | 10:30

Quadrilha desbaratada

 

Operação policial prende 21 traficantes ligados ao PCC, em Taubaté (SP). Investigações duraram seis meses, e 17 pessoas já haviam sido presas

 

Rogério Marques/Valeparaibano/AE
Suspeitos detidos: grampos para entender funcionamento da quadrilha
 
Uma megaoperação realizada pela Polícia Civil para desbaratar uma quadrilha de traficantes ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) resultou na prisão de 21 pessoas ontem em Taubaté (SP). Entre os presos está Joel do Prado, homem apontado como o coordenador da facção criminosa no Vale do Paraíba, responsável pelo controle e cadastro dos pontos de venda de droga. 

“Era ele quem autorizava ou não a instalação dos pontos e também coordenava os arrecadadores, cuidando da parte financeira desse crime e também da distribuição de entorpecentes”, disse o delegado seccional de Taubaté, Roberto Martins de Barros. 

Intitulada Cadmo, a operação contou com a participação de 80 policiais e durou cerca de oito horas. O cumprimento de 46 mandados de prisão, expedidos pela Justiça, começou de madrugada, por volta das 4h. O alvo eram suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas dentro e fora das penitenciárias do estado de São Paulo. 

Com os acusados, a polícia apreendeu celulares, pequenas porções de cocaína, maconha e crack, além de dinheiro, agendas e cadernos com o controle das vendas de drogas. Havia também outras anotações que mostravam que o PCC fazia rifas entre presos e parentes e também patrocinava o transporte de familiares dos detentos em um ônibus da própria facção. 

Grampos 
As investigações foram iniciadas há seis meses, e desde então 17 pessoas já haviam sido presas. Com os 21 bandidos pegos ontem, chega a 38 o número de detenções. Nesse tempo, foram feitas escutas telefônicas autorizadas pela Justiça que ajudaram a polícia a entender como agiam os responsáveis pela instalação dos pontos de venda de drogas. 

Em uma das gravações, os bandidos dividem o estado em regiões e referem-se a elas por números. “Uma ajuda lá para a Zero Doze, entendeu irmão? É 50 pra mim, 50 pro Gordinho, 50 pro MC. Nós pegamos o caixa do Bob, do litro de leite”, diz um traficante em determinado momento. De acordo com a polícia, a expressão “litro de leite” se refere a cocaína. 

Em outra conversa grampeada, os criminosos reclamam de traficantes que foram presos e não pagaram as dívidas. E ainda debocham das prisões: “A polícia prendeu cinco moleques da boca (risos). Nós temos que ligar lá e montar um barraco”.

 


Oito mortos no Rio de Janeiro

Duas operações em favelas do Rio de Janeiro resultaram ontem na morte de oito supostos traficantes. Seis dos óbitos ocorreram durante um confronto no Morro da Coroa, na região do Catumbi, Centro da cidade. Já no Morro de São Carlos, no Estácio, Zona Norte, uma ação de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) acabou em tiroteio e morte de dois homens, identificados como seguranças do traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol. O objetivo da ação era justamente prender Roupinol, que mais uma vez escapou. 

Míssil 
Em Copacabana, a Polícia Militar encontrou ontem à tarde, na mata acima da Favela Ladeira dos Tabajaras, um míssil com 1m de comprimento. Os policiais acharam melhor não transportar o objeto e acionaram o esquadrão antibombas para explodir o artefato. A pesquisa sobre a origem do armamento vai ser feita mais tarde, por meio de fotografias. Desde a semana passada, confrontos entre policiais e traficantes têm deixado os moradores da região assustados. 

 

 

Operação policial prende 21 traficantes ligados ao PCC, em Taubaté (SP). Investigações duraram seis meses, e 17 pessoas já haviam sido presas

 

Rogério Marques/Valeparaibano/AE
Suspeitos detidos: grampos para entender funcionamento da quadrilha
 
Uma megaoperação realizada pela Polícia Civil para desbaratar uma quadrilha de traficantes ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) resultou na prisão de 21 pessoas ontem em Taubaté (SP). Entre os presos está Joel do Prado, homem apontado como o coordenador da facção criminosa no Vale do Paraíba, responsável pelo controle e cadastro dos pontos de venda de droga. 

“Era ele quem autorizava ou não a instalação dos pontos e também coordenava os arrecadadores, cuidando da parte financeira desse crime e também da distribuição de entorpecentes”, disse o delegado seccional de Taubaté, Roberto Martins de Barros. 

Intitulada Cadmo, a operação contou com a participação de 80 policiais e durou cerca de oito horas. O cumprimento de 46 mandados de prisão, expedidos pela Justiça, começou de madrugada, por volta das 4h. O alvo eram suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas dentro e fora das penitenciárias do estado de São Paulo. 

Com os acusados, a polícia apreendeu celulares, pequenas porções de cocaína, maconha e crack, além de dinheiro, agendas e cadernos com o controle das vendas de drogas. Havia também outras anotações que mostravam que o PCC fazia rifas entre presos e parentes e também patrocinava o transporte de familiares dos detentos em um ônibus da própria facção. 

Grampos 
As investigações foram iniciadas há seis meses, e desde então 17 pessoas já haviam sido presas. Com os 21 bandidos pegos ontem, chega a 38 o número de detenções. Nesse tempo, foram feitas escutas telefônicas autorizadas pela Justiça que ajudaram a polícia a entender como agiam os responsáveis pela instalação dos pontos de venda de drogas. 

Em uma das gravações, os bandidos dividem o estado em regiões e referem-se a elas por números. “Uma ajuda lá para a Zero Doze, entendeu irmão? É 50 pra mim, 50 pro Gordinho, 50 pro MC. Nós pegamos o caixa do Bob, do litro de leite”, diz um traficante em determinado momento. De acordo com a polícia, a expressão “litro de leite” se refere a cocaína. 

Em outra conversa grampeada, os criminosos reclamam de traficantes que foram presos e não pagaram as dívidas. E ainda debocham das prisões: “A polícia prendeu cinco moleques da boca (risos). Nós temos que ligar lá e montar um barraco”.

 


Oito mortos no Rio de Janeiro

Duas operações em favelas do Rio de Janeiro resultaram ontem na morte de oito supostos traficantes. Seis dos óbitos ocorreram durante um confronto no Morro da Coroa, na região do Catumbi, Centro da cidade. Já no Morro de São Carlos, no Estácio, Zona Norte, uma ação de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) acabou em tiroteio e morte de dois homens, identificados como seguranças do traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol. O objetivo da ação era justamente prender Roupinol, que mais uma vez escapou. 

Míssil 
Em Copacabana, a Polícia Militar encontrou ontem à tarde, na mata acima da Favela Ladeira dos Tabajaras, um míssil com 1m de comprimento. Os policiais acharam melhor não transportar o objeto e acionaram o esquadrão antibombas para explodir o artefato. A pesquisa sobre a origem do armamento vai ser feita mais tarde, por meio de fotografias. Desde a semana passada, confrontos entre policiais e traficantes têm deixado os moradores da região assustados.