antigas Publicado: 7/04/2009 | 10:03

Vendas de carros no país batem recorde

 

Venda de veículos em março foi recorde no país
Autor(es): Lino Rodrigues
O Globo - 07/04/2009
 

 

Segundo associação de montadoras, houve crescimento de 36,2% frente a fevereiro, mas produção no trimestre recuou 16,8%

Com o consumidor atraído pelo desconto do IPI, as vendas de veículos atingiram 271,4 mil unidades em março, recorde para o mês. O salto foi de 36,2% sobre fevereiro. A produção cresceu 34,2% e caiu apenas 4% sobre fevereiro de 2008

 

 

 

Após um fim de ano conturbado, o comércio de veículos no mercado brasileiro voltou com força nos três primeiros meses de 2009. Segundo dados divulgados ontem pela Anfavea, entidade que reúne as montadoras no país, as vendas no setor atingiram 668,2 mil unidades no período, alta de 16,9% em relação ao primeiro trimestre de 2008. Só em março, devido à corrida dos consumidores às concessionárias temendo o fim dos descontos no IPI, foram comercializados 271,4 mil veículos, um recorde de vendas na história do setor para esse mês e uma alta de 36,2%, contra fevereiro.

 

 

 

Já a produção atingiu 660.010 unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, no acumulado do primeiro trimestre do ano, ou 16,8% a menos que no mesmo período de 2008. Na comparação com fevereiro, porém, março registrou alta de 34,2%, e queda de 4% em relação ao mesmo mês de 2008.

 

 

 

Por causa de um primeiro trimestre turbinado pelos descontos no IPI e pela continuidade do benefício por mais três meses, o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, crê em um primeiro semestre acima das expectativas, apesar da previsão de uma queda de 3,9% nas vendas no acumulado deste ano, para 2,710 milhões de unidades — contra 2,820 milhões em 2008.

 

 

 

Para a produção, a expectativa da Anfavea também é de redução, de 11,2%, ou 2,860 milhões, contra 3,220 milhões de unidades do ano anterior. Desde 2002, não é registrada queda na produção do setor automobilístico brasileiro.

 

 

 

— Vamos ter um primeiro semestre mais forte, puxado pelos benefícios do IPI — disse Schneider, lembrando que a previsão de queda de 3,9% nas vendas deste ano não será tão ruim quanto a de outros países, que estão sofrendo mais com a crise financeira global.

 

 

 

Caso se confirme, será a primeira queda na comercialização de veículos desde 2003.

 

 

 

— A redução de 3,9% (nas vendas no mercado brasileiro de veículos) é pequena se comparada à de outros países que vão cair muito mais — disse Schneider.

 

 

 

Nível de emprego em março caiu 1,8% contra fevereiro Com relação às exportações, as previsões da entidade são mais sombrias. Após amargar uma redução de 52,3% no volume exportado nos três primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2008, as vendas para o mercado externo deverão declinar 32% em relação a 2008, para 500 mil unidades, uma diminuição de 232 mil veículos em 12 meses.

 

 

 

— Vamos ter que olhar cada vez mais para o nosso mercado interno, que envolve também os países da América Latina. A competição vai ficar mais difícil, mais perversa — previu Schneider, acrescentando que países que estão sofrendo mais com a redução de vendas dentro e fora de seus mercados, como a China, vão querer uma fatia do mercado brasileiro.

 

 

 

Quanto ao emprego, março encerrou empregando 122.240 pessoas, uma queda de 1,8% ante fevereiro e de 1,5% contra o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com o fim de 2008, quando a indústria registrava 126,8 mil pessoas empregadas, a redução do número de vagas foi de 3,6%. Com a manutenção por mais três meses da redução do IPI, as montadoras se comprometeram a manter o nível de emprego.

 

Venda de veículos em março foi recorde no país
Autor(es): Lino Rodrigues
O Globo - 07/04/2009
 

 

Segundo associação de montadoras, houve crescimento de 36,2% frente a fevereiro, mas produção no trimestre recuou 16,8%

Com o consumidor atraído pelo desconto do IPI, as vendas de veículos atingiram 271,4 mil unidades em março, recorde para o mês. O salto foi de 36,2% sobre fevereiro. A produção cresceu 34,2% e caiu apenas 4% sobre fevereiro de 2008

 

 

 

Após um fim de ano conturbado, o comércio de veículos no mercado brasileiro voltou com força nos três primeiros meses de 2009. Segundo dados divulgados ontem pela Anfavea, entidade que reúne as montadoras no país, as vendas no setor atingiram 668,2 mil unidades no período, alta de 16,9% em relação ao primeiro trimestre de 2008. Só em março, devido à corrida dos consumidores às concessionárias temendo o fim dos descontos no IPI, foram comercializados 271,4 mil veículos, um recorde de vendas na história do setor para esse mês e uma alta de 36,2%, contra fevereiro.

 

 

 

Já a produção atingiu 660.010 unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, no acumulado do primeiro trimestre do ano, ou 16,8% a menos que no mesmo período de 2008. Na comparação com fevereiro, porém, março registrou alta de 34,2%, e queda de 4% em relação ao mesmo mês de 2008.

 

 

 

Por causa de um primeiro trimestre turbinado pelos descontos no IPI e pela continuidade do benefício por mais três meses, o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, crê em um primeiro semestre acima das expectativas, apesar da previsão de uma queda de 3,9% nas vendas no acumulado deste ano, para 2,710 milhões de unidades — contra 2,820 milhões em 2008.

 

 

 

Para a produção, a expectativa da Anfavea também é de redução, de 11,2%, ou 2,860 milhões, contra 3,220 milhões de unidades do ano anterior. Desde 2002, não é registrada queda na produção do setor automobilístico brasileiro.

 

 

 

— Vamos ter um primeiro semestre mais forte, puxado pelos benefícios do IPI — disse Schneider, lembrando que a previsão de queda de 3,9% nas vendas deste ano não será tão ruim quanto a de outros países, que estão sofrendo mais com a crise financeira global.

 

 

 

Caso se confirme, será a primeira queda na comercialização de veículos desde 2003.

 

 

 

— A redução de 3,9% (nas vendas no mercado brasileiro de veículos) é pequena se comparada à de outros países que vão cair muito mais — disse Schneider.

 

 

 

Nível de emprego em março caiu 1,8% contra fevereiro Com relação às exportações, as previsões da entidade são mais sombrias. Após amargar uma redução de 52,3% no volume exportado nos três primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2008, as vendas para o mercado externo deverão declinar 32% em relação a 2008, para 500 mil unidades, uma diminuição de 232 mil veículos em 12 meses.

 

 

 

— Vamos ter que olhar cada vez mais para o nosso mercado interno, que envolve também os países da América Latina. A competição vai ficar mais difícil, mais perversa — previu Schneider, acrescentando que países que estão sofrendo mais com a redução de vendas dentro e fora de seus mercados, como a China, vão querer uma fatia do mercado brasileiro.

 

 

 

Quanto ao emprego, março encerrou empregando 122.240 pessoas, uma queda de 1,8% ante fevereiro e de 1,5% contra o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com o fim de 2008, quando a indústria registrava 126,8 mil pessoas empregadas, a redução do número de vagas foi de 3,6%. Com a manutenção por mais três meses da redução do IPI, as montadoras se comprometeram a manter o nível de emprego.