antigas Publicado: 7/04/2009 | 10:08

Detalhes da proposta do ministério ainda eram desconhecidos

 Mais R$ 200 milhões anuais para assistência estudantil às universidades que aderirem ao vestibular unificado – além do mesmo valor já aplicado no Programa Nacional de Assistência Estudantil – o dobro de vagas no ensino superior e a garantia de diálogo com a criação de um comitê de governança para definir, em conjunto, o novo modelo de ingresso no ensino superior. O pacote sedutor foi apresentado ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, para convencer os 52 reitores de universidades federais a aderirem ao novo modelo de ingresso no ensino superior proposto pelo MEC na semana passada.

A ida do ministro e de membros de sua equipe à sede da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) trouxe um pouco de luz sobre pontos indefinidos que impediam os reitores de aderir efusivamente à proposta. Apesar do sentimento positivo em relação ao novo modelo de acesso ao ensino superior, muitos desconheciam detalhes importantes como a possibilidade de mesclar a nova modalidade de vestibular com processos seletivos já adotados pelas instituições – no caso daquelas que implementaram cotas sociais ou raciais.

Para o presidente da Andifes, Amaro Henrique Pessoa Lins, reitor da Universidade Federal de Pernambuco, o recebimento da proposta amanhã com o detalhamento do modelo permitirá uma tomada de decisão até o próximo dia 20.

– O termo referenciado nos permitirá discutir com nossas comunidades pontos fundamentais para fazermos a proposta definitiva, dentro da autonomia universitária – avalia.

Pelo novo modelo de ingresso, os estudantes poderão se inscrever em até cinco cursos em universidades federais de todo o país, podendo, inclusive, se candidatar a vagas em mais de uma instituição. A nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – que passaria a ter 200 questões, quatro vezes mais do que as provas atuais – é que vai definir em qual curso ou universidade o aluno poderá estudar.

O desempenho na prova definirá também a nota de corte para cada curso. Na hora de definir a área de formação e se inscrever na instituição escolhida, o candidato poderá acompanhar em tempo real como está a demanda e a pontuação dos concorrentes interessados na mesma vaga que ele.

– O estudante poderá julgar suas condições de sucesso na disputa e rever sua inscrição, reordenando suas preferências – explicou Haddad, que defendeu ainda que o novo modelo permite maior aproveitamento de vagas ociosas nas federais.

Segundo o ministro, a proposta deve aumentar o acesso de estudantes de baixa renda ao ensino superior e a mobilidade deles para a cidade onde está localizada a instituição de ensino onde foram aceitos. A chegada desse contingente justificaria o aporte de mais R$ 200 milhões para a assistência estudantil, que auxilia os alunos de baixa renda a custear gastos de moradia, alimentação e transporte.

O ministro descartou a possibilidade de o vestibular unificado produzir distorções como privilegiar estudantes dos centros urbanos em detrimento de candidatos do interior ou das regiões Norte e Nordeste, ou a ocupação das vagas por estudantes de localidades distantes, impedindo o acesso à universidade dos vestibulandos locais.

– A mobilidade ainda é muito reduzida no Brasil, e a tendência é que os candidatos procurem instituições próximas às suas localidades – argumentou Haddad.

Algumas questões ainda serão discutidas entre os reitores e o MEC, como a adoção de um ou dois processos seletivos por ano, mas está definido que o aluno faria sua opção apenas após o resultado do Enem.

 Mais R$ 200 milhões anuais para assistência estudantil às universidades que aderirem ao vestibular unificado – além do mesmo valor já aplicado no Programa Nacional de Assistência Estudantil – o dobro de vagas no ensino superior e a garantia de diálogo com a criação de um comitê de governança para definir, em conjunto, o novo modelo de ingresso no ensino superior. O pacote sedutor foi apresentado ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, para convencer os 52 reitores de universidades federais a aderirem ao novo modelo de ingresso no ensino superior proposto pelo MEC na semana passada.

A ida do ministro e de membros de sua equipe à sede da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) trouxe um pouco de luz sobre pontos indefinidos que impediam os reitores de aderir efusivamente à proposta. Apesar do sentimento positivo em relação ao novo modelo de acesso ao ensino superior, muitos desconheciam detalhes importantes como a possibilidade de mesclar a nova modalidade de vestibular com processos seletivos já adotados pelas instituições – no caso daquelas que implementaram cotas sociais ou raciais.

Para o presidente da Andifes, Amaro Henrique Pessoa Lins, reitor da Universidade Federal de Pernambuco, o recebimento da proposta amanhã com o detalhamento do modelo permitirá uma tomada de decisão até o próximo dia 20.

– O termo referenciado nos permitirá discutir com nossas comunidades pontos fundamentais para fazermos a proposta definitiva, dentro da autonomia universitária – avalia.

Pelo novo modelo de ingresso, os estudantes poderão se inscrever em até cinco cursos em universidades federais de todo o país, podendo, inclusive, se candidatar a vagas em mais de uma instituição. A nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – que passaria a ter 200 questões, quatro vezes mais do que as provas atuais – é que vai definir em qual curso ou universidade o aluno poderá estudar.

O desempenho na prova definirá também a nota de corte para cada curso. Na hora de definir a área de formação e se inscrever na instituição escolhida, o candidato poderá acompanhar em tempo real como está a demanda e a pontuação dos concorrentes interessados na mesma vaga que ele.

– O estudante poderá julgar suas condições de sucesso na disputa e rever sua inscrição, reordenando suas preferências – explicou Haddad, que defendeu ainda que o novo modelo permite maior aproveitamento de vagas ociosas nas federais.

Segundo o ministro, a proposta deve aumentar o acesso de estudantes de baixa renda ao ensino superior e a mobilidade deles para a cidade onde está localizada a instituição de ensino onde foram aceitos. A chegada desse contingente justificaria o aporte de mais R$ 200 milhões para a assistência estudantil, que auxilia os alunos de baixa renda a custear gastos de moradia, alimentação e transporte.

O ministro descartou a possibilidade de o vestibular unificado produzir distorções como privilegiar estudantes dos centros urbanos em detrimento de candidatos do interior ou das regiões Norte e Nordeste, ou a ocupação das vagas por estudantes de localidades distantes, impedindo o acesso à universidade dos vestibulandos locais.

– A mobilidade ainda é muito reduzida no Brasil, e a tendência é que os candidatos procurem instituições próximas às suas localidades – argumentou Haddad.

Algumas questões ainda serão discutidas entre os reitores e o MEC, como a adoção de um ou dois processos seletivos por ano, mas está definido que o aluno faria sua opção apenas após o resultado do Enem.