CLIPPING Publicado: 23/05/2012 | 09:45

CIPPING 23 DE MAIO DE 2012



SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA CSPB


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Ministro abre sindicância para fraude no FGTS
Valor Econômico


Um dia depois da denúncia de esquema irregular na aplicação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o Ministério do Trabalho decidiu abrir uma sindicância interna para apurar os responsáveis e, com isso, afastar servidores envolvidos. Também será revista a política de investimento do dinheiro do trabalhador.

"Possíveis irregularidades precisam ser apontadas na sindicância interna. É claro que se forem acusados prejuízo ao erário serão adotadas medidas para ressarcir a conta dos trabalhadores", explicou o ministro do Trabalho, Brizola Neto, em sua primeira coletiva à imprensa.

O prazo para que a sindicância seja concluída é de 30 dias, porém, poderá ser prorrogada por mais 30 dias. Segundo o ministro, a sindicância vai avaliar quem deverá ser ouvido. Ou seja, até mesmo o ex-ministro Carlos Lupi, que é do PDT (mesmo partido de Brizola Neto), poderá ser convocado a prestar esclarecimentos. "A sindicância vai apurar todas as responsabilidades. Não posso nem incluir e nem excluir ninguém", frisou o ministro.

Na segunda-feira, o Valor divulgou relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) que apontaram que a liberação de cerca de R$ 3 bilhões para incorporadoras imobiliárias pelo FGTS foi alvo de esquema irregular, que teria beneficiado funcionários da Caixa Econômica Federal e conselheiros do fundo. A auditoria da CGU apontou uma "situação de conflito de interesses públicos e privados".

De acordo com relatório da CGU, teriam participado do negócio Marcelita Marques Marinho, funcionária da Caixa, Celso Petrucci, integrante do conselho curador do FGTS, e André Luiz de Souza, membro do Grupo de Apoio Permanente (GAP) do conselho curador do FGTS e do comitê de investimentos do FI-FGTS. Hoje, nenhum deles ocupa o cargo.

Ontem, Brizola Neto afirmou que para dar mais transparência as decisões do conselho curador todas as atas das reuniões, inclusive as que estão sob suspeita de irregularidade, passarão a ser divulgadas. "Se a sindicância apontar irregularidades, serão adotadas as medidas administrativas necessárias", frisou o ministro.

Para ele, será revista a política de investimento e o assunto será alvo de discussão em reunião extraordinário do fundo curador, cuja data ainda não foi definida. Além de esquema irregular de aplicação de recurso do FGTS, o relatório da CGU aponta ainda o baixo rendimento dos investimentos. "Vamos buscar apurar na sindicância as razões para o baixo rendimento", disse o ministro.

Em conversa com o Valor, o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, informou estar satisfeito com as medidas anunciadas por Brizola Neto. "É uma nova esperança concreta que agora serão tomadas medidas", contou Hage.

Ontem, o Valor informou ainda que a CGU cobrou falta de ação do Ministério do Trabalho na investigação de denúncia. Brizola Neto explicou que foram encaminhadas as respostas de cunho administrativo à CGU, porém o órgão "não julgou procedente". "A sindicância interna vai apurar como foram feitas as notas técnicas", acrescentou o ministro do Trabalho.

Por enquanto, Brizola Neto ainda não falou com a Caixa Econômica Federal sobre o envolvimento de funcionários do banco. Ele informou, no entanto, que o conselheiro do fundo curador, Paulo Furtado - funcionário da Caixa, cedido ao Ministério do Trabalho e que hoje é conselheiro suplente do presidente do conselho curador, será exonerado do cargo. Ele explicou que a decisão não tem relação com o relatório da CGU.

Segundo ele, a saída de Furtado se deve as mudanças que vem efetuando no ministério desde que tomou posse. O nome de Furtado não é citado no relatório da CGU como envolvido em irregularidades. Por ser funcionário cedido da Caixa, a CGU entende que o banco teria ficado com uma representação maior no conselho.

O presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, se reuniu ontem com Brizola Neto, e solicitou providências urgentes. A pedido da Força Sindical, segundo nota da assessoria de imprensa da entidade, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, iria protocolar requerimento na Comissão de Trabalho da Câmara convocando o presidente da Caixa, Jorge Hereda, para prestar esclarecimentos. Integrantes do sindicato também iriam pedir ao Ministério Público que investigue o caso.

Operação do MP combate fraudes no Legislativo do Amapá
O Estado de S. Paulo


Ação visa a desmontar esquema de desvio de verbas, favorecimento e nepotismo que seria promovido por deputados

O Ministério Público do Amapá, em conjunto com a Polícia Civil, deflagrou na manhã de ontem, em Macapá, a Operação Eclésia, visando a desmontar um esquema de fraudes, desvio de verbas públicas, favorecimento de empresas e nepotismo na Assembleia Legislativa do Estado.

Dezenove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em empresas que têm ligações com a Assembleia. Há indícios de que elas seriam de deputados, embora o nome deles não apareça nos contratos sociais.

Os policiais apreenderam documentos e computadores nas residências do presidente da Assembleia, Moisés Souza (PSC), e do deputado Edinho Duarte (PP). As sedes das empresas e os gabinetes dos deputados também foram vistoriados.

O MPE suspeita que houve irregularidades na locação de um prédio para a Casa. O imóvel pertence ao deputado Eider Pena (PSD). Há também indícios de irregularidade na locação de veículos.

O Ministério Público já havia pedido à Assembleia uma série de documentos, como prestação de contas da verba indenizatória dos deputados - que era de R$ 100 mil e mês passado foi reduzida para R$ 50 mil -, comprovantes de pagamentos de diárias, cópias de contratos, entre outros. Como a Assembleia se recusou a fornecê-los, o MPE recorreu ao Poder Judiciário para que pudesse fazer a busca e apreensão desses papéis.

Nas investigações que vem fazendo, o MPE encontrou indícios de irregularidade em vários contratos. Um deles com uma cooperativa de transportes que no passado teria recebido da Assembleia mais de R$ 3 milhões referentes a aluguel de veículos. De acordo com o órgão, o pagamento era feito a um funcionário da Casa que sacava o dinheiro direto da boca do caixa. Há suspeita que a empresa pertença a um deputado e o servidor seja testa de ferro.

"Escárnio". O imbróglio entre Assembleia Legislativa e Ministério Público já dura cerca de três meses e começou quando o promotor Adauto Barbosa disse, em entrevista, que a verba indenizatória de R$ 100 mil era "um escárnio" e que o objetivo não era outro "senão àquele de atender aos interesses eleitoreiros e pessoais dos parlamentares".

Os deputados entenderam as declarações de Barbosa como calúnia, injúria e difamação. Cada parlamentar ofertou uma queixa-crime no Tribunal de Justiça do Estado. Eles também acusam o MPE de realizar Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) que favorecem a empresa do marido da procuradora-geral, Ivana Cei.

Para o presidente da Casa, Moisés Souza, a operação de ontem foi uma represália do Ministério Público e do governo do Estado por causa das CPIs da Saúde e da Previdência que estão em andamento e das investigações sobre os TACs. Ontem, a Assembleia aprovou a criação da CPI do MP, mas Souza garantiu não se tratar de "retaliação".

Projeto para punir servidor ainda está no Congresso
Valor Econômico


Apesar da Controladoria Geral da União (CGU) apontar em auditoria situação de "conflito de interesse" na gestão dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o projeto de lei que estabelece regras mais claras para punir servidores beneficiados por esse tipo de infração ainda aguarda aprovação do Congresso.

Encaminhada em 2006, a proposta foi apreciada no mês passado pela Câmara e agora depende apenas do Senado para entrar em vigor. Segundo o ministro da CGU, Jorge Hage, o governo tem instrumentos para punir os servidores públicos, porém, o país ainda não possui legislação adequada para analisar situações de conflito de interesse".

O projeto de lei amplia o leque de servidores que podem ser alvo de investigação por conta de "conflito de interesses". Segundo a proposta, este tipo situação é gerada pelo confronto entre interesses públicos e privados que possa comprometer o interesse coletivo e influenciar de maneira imprópria o desempenho de uma função pública.

Médicos protestam contra redução salarial
O Estado de S. Paulo


Uma passeata no Rio e uma reunião em São Paulo marcaram ontem o início da movimentação de médicos contra a edição da Medida Provisória 568/2012, sobre salários de servidores federais. De acordo com associações, a medida pode reduzir a médio prazo em até 50% os vencimentos de 50 mil médicos que trabalham em hospitais federais e universitários do País.

"Redução de salários é inconstitucional", afirmou o presidente em exercício do Conselho Federal de Medicina, Aloísio Tibiriçá Miranda. O texto prevê jornada de trabalho de 40 horas semanais para os profissionais. Atualmente, a jornada básica é de 20 horas, mas com possibilidade de os profissionais dobrarem o horário - e o salário. "A mudança aumenta a jornada, mas o salário permanece", completou.
Num primeiro momento, a redução seria compensada com um novo índice. "O salário é reduzido, mas há um aumento nas gratificações", explica Florisval Meinão, da Associação Paulista de Medicina. Mas, com o tempo, esse índice seria gradualmente retirado. "Em outras palavras: teremos redução de salário".

Atualmente, o salário-base para jornada de 20 horas de um médico que trabalha em hospital universitário varia entre R$ 2,5 mil a R$ 5 mil. A esse valor são acrescidas gratificações.

Entidades médicas tentam agendar uma audiência ainda nesta semana no Ministério do Planejamento para modificar o texto da MP. Iniciaram também uma articulação política para ganhar apoio de parlamentares.

Reação. "Não descartamos uma medida judicial. Mas somente lançaremos mão desta medida caso as negociações não sejam bem-sucedidas", contou Tibiriçá Miranda.

Meinão avalia que, se colocada em prática, a MP reduziria de forma significativa o poder aquisitivo dos médicos. Muitos deixariam hospitais públicos. "Sem falar no estrago nas vidas dos profissionais inativos", afirmou.

No Rio, profissionais fizeram passeata ontem. Em São Paulo, além da reunião de ontem, uma assembleia estava marcada para a próxima segunda.

"Não está descartada a possibilidade de paralisação", disse Meinão. O Ministério do Planejamento não se manifestou sobre o assunto.


STF divulgará salários na internet
O Globo


BRASÍLIA . O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem divulgar os salários de ministros e servidores da Corte na internet. Os valores, com vencimentos básicos e eventuais gratificações, serão seguidos do nome do funcionário. A decisão foi tomada por unanimidade na sessão administrativa para garantir o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, em vigor desde semana passada. O tribunal deixou para decidir depois como os demais tribunais se enquadrarão. A tendência é que seja expedida recomendação, com ressalva de que cada tribunal preserve a autonomia de decidir como proceder.

O ministro Ricardo Lewandowski propôs que os salários fossem seguidos só do número de matrícula do servidor, sem nome. Se algum cidadão solicitasse, o tribunal forneceria o nome de forma privativa. O ministro ponderou que a segurança dos funcionários poderia ser ameaçada. O ministro Celso de Mello concordou.

Em seguida, os demais ministros defenderam divulgar os dados completos. Lewandowski e Celso de Mello mudaram de ideia.
- Não consigo substituir o nome pela matrícula. O servidor não é só um número - disse Marco Aurélio.

Corte divulgará salários de servidores
Correio Braziliense


Os ministros do SupremoTribunal Federal (STF) decidiram ontem à noite, por unanimidade, que a Corte passará a divulgar nominalmente em seu site as remunerações dos servidores do órgão. De acordo com o entendimento, os salários dos próprios magistrados e dos ministros aposentados também serão informados. Entretanto, não foi informado quando os dados estarão disponíveis.

A decisão foi tomada por sugestão do presidente do STF, Carlos Ayres Britto, para que a Suprema Corte se adapte às regras previstas na Lei de Acesso à Informação. Embora o ministro Ricardo Lewandowski tenha alertado que a divulgação do nome pode acarretar risco à segurança do servidor, prevaleceu o argumento de que a publicidade dos dados deve ser ampla.

Celso de Mello chegou a sugerir a publicação apenas dos cargos e salários, com a omissão do nome do servidor "sem prejuízo de quem quiser solicitar ao Supremo a informação nominal". No entanto, a maioria dos ministros presentes à sessão administrativa defendeu a divulgação nominal dos salários, vantagens e subsídios de todos os servidores. "A meu ver, o servidor não é apenas um número. A publicação deve ser imediata", afirmou o ministro Marco Aurélio Mello. "Defendo a transparência sem qualquer restrição", emendou Luiz Fux. A remuneração atual dos ministros do Supremo é de R$ 26,7 mil.

Em 2011, o plenário do Supremo se debruçou pela primeira vez sobre a publicação de salários de funcionários públicos. Na ocasião, os ministros rejeitaram um recurso que questionava a medida adotada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que determinou a divulgação dos vencimentos de todos os servidores da prefeitura paulistana.

Durante a reunião, o ministro Celso de Mello alertou que o Supremo não deverá interferir em relação à autonomia dos demais tribunais de definirem a forma como se adequarão à Lei de Acesso à Informação. Britto, porém, avisou que essa questão será deliberada em um segundo momento. "Nós vamos decidir se haverá um regulamento conjunto, se haverá um regulamento elaborado a título de pelo menos recomendação pelo CNJ ou se cada tribunal faz o seu regulamento", detalhou.

Embora tenha sugerido a omissão dos nomes, Celso defendeu a transparência. "A Lei de Acesso à Informação é um instrumento notável. Os cidadãos deste país têm o direito de conhecer informações pertinentes, no caso, a destinação de recursos públicos", afirmou Celso.

Estados e municípios pedem mudança em regra de reajuste do piso dos professores
TV Câmara


Para CNTE, no entanto, a maior parte dos entes tem recursos para pagar o piso da educação básica, hoje em R$ 1.451 por 40 horas semanais. O problema, segundo a instituição, é a gestão inadequada das verbas disponíveis.

Representantes de estados e municípios criticaram nesta terça-feira (22), em debate na Comissão de Educação e Cultura, a política atual de reajuste do piso salarial dos professores da educação básica, prevista na Lei 11.738/08. O piso, hoje em R$ 1.451, deve refletir a variação do valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Segundo esse parâmetro, a remuneração da categoria deveria ter crescimento em 22% este ano.

Segundo o secretário de Administração de Pernambuco, Ricardo Dantas, o aumento previsto para esse índice nos próximos anos deve ampliar “de forma insustentável” o valor a ser pago aos professores. “Do jeito que está, em Pernambuco, por exemplo, a despesa com o magistério passará de R$ 1,1 bilhão em 2011 para R$ 4,2 bilhões em 2020, passando de 25% para 28% da receita líquida de impostos”. De acordo com a Constituição, estados e municípios devem aplicar pelo menos 25% da receita de impostos no setor.

No entanto, para o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Milton Canuto de Almeida, a maior parte dos estados e municípios tem, sim, recursos para pagar o piso dos professores. “Não adianta ter recurso e não resolver a questão da gestão. Há vários municípios pobres que pagam o piso. Eles fizeram o dever de casa. Alguns municípios realmente não têm condições, mas essa não é a realidade na grande maioria dos casos”, garantiu.

Mais recursos ou novo índice

Pernambuco é uma das oito unidades da federação que, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), pagam o piso ao magistério. De acordo com Ricardo Dantas, no entanto, o número de entes que cumprem a lei do piso deve diminuir gradativamente em razão dos aumentos sucessivos do seu valor. A saída, segundo ele, seria a mudança do índice de reajuste ou o aumento dos recursos para o setor.

“O que nos preocupa não é o hoje, é o futuro. Não estamos discutindo o piso, pois é preciso valorizar o professor. Mas temos de fazer isso de maneira responsável, de forma a preservar o equilíbrio fiscal”, disse o secretário.

No debate, Dantas foi apoiado pela secretária-adjunta da Educação do Rio Grande do Sul, Maria Eulália Nascimento, e pelo prefeito de Cruz Alta (RS), Vilson Santos. “O modelo de reajuste atual vai inviabilizar o pagamento do piso mesmo entre aqueles entes que hoje pagam o valor mínimo previsto em lei”, disse Santos.
O prefeito gaúcho também lembrou que o reajuste contínuo do magistério gera pressão para o aumento salarial de outras categorias. “Os municípios acabam rapidamente chegando ao limite para pagamento de pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal”, reclamou. O debate sobre o piso salarial dos professores foi proposto pelo deputado Luiz Noé (PSB-RS).


Secretário defende mais recursos ou novo índice para reajuste de piso
Agência Câmara


O secretário de Administração de Pernambuco, Ricardo Dantas, defendeu duas saídas para que os professores ganhem o piso salarial da categoria, hoje em R$ 1.451 por 40 horas semanais. Segundo ele, ou muda-se o índice de reajuste do salário ou aumentam-se os recursos do setor. Um projeto em análise na Câmara (3776/08) prevê o reajuste do piso de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Piso dos Professores, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), no entanto, já disse que o grupo não aceita a proposta.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), pelo menos 17 estados não pagam aos professores o valor mínimo previsto em lei. Hoje, o valor é reajustado de acordo com o custo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “A redução do número de matrículas nos últimos anos, uma tendência na população brasileira, faz com que o aumento do custo-aluno seja maior que o crescimento das receitas que financiam a remuneração do magistério”, reclamou Dantas.

Uma saída para esse problema, segundo o secretário, seria a variação do piso pelo INPC. Fátima Bezerra, contudo, acredita que a medida “é um retrocesso para a educação brasileira”. Segundo Fátima, o aumento real, acima do INPC, é necessário para equiparar o salário dos professores ao de outros profissionais de escolaridade equivalente. Para tanto, de acordo com a deputada, o corpo docente deveria receber no mínimo R$ 2.800 por mês.
Plano Nacional de Educação.

A equiparação de rendimento entre professores e outros profissionais está prevista na proposta do Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10), que também está em tramitação na Câmara e define diretrizes para o setor nos próximos dez anos. Para garantir essa meta, deputados e representantes de estados e municípios afirmam que é preciso mais dinheiro para o setor.
A própria lei do piso (11.738/08) prevê que a União deve complementar as verbas de estados e municípios que comprovarem a falta de recursos para pagar o salário mínimo dos professores. Governadores e prefeitos, no entanto, reclamam da burocracia para acessar esses valores.

Uma saída possível, segundo o presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Newton Lima (PT-SP), é a vinculação de 50% dos royalties do petróleo para ações de educação. A medida foi apoiada pelo relator da proposta em tramitação na Câmara sobre o tema (PL 2565/11), deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “A discussão sobre os royalties não deve se limitar aos destinatários dos recursos, deve tratar também das finalidades desses recursos, para que eles sejam fonte de investimentos e não só de custeio”, argumentou Newton Lima.

Comissão realiza audiência sobre o abate de bovinos
Agência Câmara


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realiza hoje audiência pública para debater as responsabilidades sanitárias e os limites legislativos da União, dos estados e dos municípios sobre o abate de bovinos.

Os deputados do PMDB Paulo Piau (MG) e Alceu Moreira (RS) solicitaram a realização da audiência. “É necessário um amplo debate que permita construir uma legislação clara, objetiva e que traga segurança aos consumidores e aos empreendimentos ligados ao setor de carne bovina”, explica Piau.

“A atual normatização brasileira sobre produção, abate, comercialização e transporte de carne bovina não oferece a menor segurança jurídica para os empresários que trabalham nesse ramo”, complementa.

Convidados

Foram convidados para participar da audiência o representante do Conselho Federal de Medicina, Eurípedes Mendonça; o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Benedito Fortes de Arruda; o presidente do Sindicato dos Fiscais Federais Agropecuários; Wilson Roberto de Sá, e representantes do Ministério da Saúde; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Carlos de Oliveira; e da Justiça.

Servidor que não quer ter salário divulgado deve ir para iniciativa privada, diz Capiberibe
Agência Senado


A entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação foi comemorada por João Capiberibe (PSB-AP).

Ele disse que há décadas luta pela transparência nos gastos públicos. Em 2009, o Congresso aprovou uma lei sua que obriga entes públicos a prestar conta de seus gastos na internet.
No início da década de 1990, como prefeito de Macapá, Capiberibe lembrou ter colocado um outdoor na porta da prefeitura com o detalhamento das despesas e receitas do município.

— Se o recurso advém de taxas e tributos arrecadados da população, nada mais justo do que prestar contas para que o povo saiba como esse recurso está sendo usado.

Já como governador, Capiberibe contou ter encomendado a técnicos do governo uma forma de colocar a prestação de contas do governo na internet. Em 2001, o Portal da Transparência do Amapá entrou em funcionamento.

O senador argumentou que a folha de pessoal dos órgãos públicos representa despesa pública. Para ele, o servidor que não quiser ter o salário divulgado não tem opção a não ser ­buscar emprego privado.

Capiberibe defende divulgação na internet da folha de pagamento dos órgãos públicos
Agência Senado


Da Redação
A entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação, no último dia 15, foi comemorada pelo senador João Capiberibe (PSB-AP) nesta terça-feira (22), em Plenário. O senador relatou que há décadas luta pela transparência nos gastos públicos. Em 2009, o Congresso Nacional aprovou a Lei Complementar 131/2009, de sua autoria, que obriga entes públicos a prestar conta de seus gastos em tempo real na internet. Quase 20 anos antes disso, no início da década de 90, quando prefeito de Macapá, capital do Amapá, Capiberibe lembrou ter sido pioneiro na busca da transparência, ao colocar um outdoor na porta da prefeitura com o detalhamento mensal das despesas e receitas do município.

- Sempre entendi que o gestor público deve prestar conta de seus mandatos. Se o recurso advém de taxas e tributos arrecadados da população, nada mais justo do que prestar contas para que o povo saiba como esse recurso está sendo usado – argumentou o senador, ressaltando que a medida contribuiu para que, em 1994, fosse eleito governador do Amapá.

Já como governador, Capiberibe contou que, com a chegada da internet, encomendou as técnicos do governo uma forma de colocar a prestação de contas do governo disponível para consulta da população na rede mundial dos computadores. Em 2001, o portal da transparência do Amapá entrou em funcionamento.

Divulgação de salários

Afirmando estar feliz por ver sua luta pela transparência “ser aperfeiçoada”, Capiberibe explicou que a LC 131/2009 exige um detalhamento ainda maior dos dados a serem divulgados do que a Lei de Acesso à Informação. Pela lei complementar, todas as despesas do ente público, inclusive a folha de pagamento de pessoal, devem ficar à disposição, em detalhes, para consulta pública.

O senador argumentou que a folha de pessoal dos órgãos públicos representa despesa pública e, por isso, deve ser divulgada. Para ele, o servidor público que não quiser ter seu salário divulgado pela Internet não tem outra opção a não ser procurar um emprego na iniciativa privada.

Pré-história

Capiberibe disse ter ficado apreensivo apenas com as declarações ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, de que os estados ainda estariam na “pré-história” da transparência das contas públicas. E afirmou que, com as duas leis em vigor – a LC 131/2009 e a de acesso à informação – espera que agora haja um acompanhamento maior das contas públicas por parte da imprensa e da sociedade.

SINDSERV DOIS CÓRREGOS RECEBE IMÓVEL DO PROJETO “MEU SONHO É MINHA SEDE”
FUPPESP


A Fupesp entregou, nesta terça-feira, dia 15 de maio de 2012, mais um imóvel do Projeto “Meu Sonho é Minha Sede”, que auxilia sindicatos filiados a conquistarem sua sede própria. O beneficiado desta vez foi o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Dois Córregos.

O evento de entrega da sede na cidade da região central do estado recebeu a presença de diversos diretores e do presidente da Fupesp, Dr. Damázio Sena, do presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) do Estado de São Paulo, Luiz Gonçalves, o Luizinho, e da Nova Central nacional, José Calixto Ramos. O presidente do SIndest (Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos), Fábio Pimentel, representou o presidente da CSPB – Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - , João Domingos Gomes dos Santos. Também participaram da cerimônia de entrega o prefeito, Luiz Antonio Nais, e vereadores do município.
Localizada na principal avenida da cidade, a sede do Sindserv de Dois Córregos foi comprada e reformada pela Fupesp, conforme disse Damázio Sena, explicando como funciona o Projeto.

Também o prefeito de Dois Córregos, Luiz Antonio Nais, parabenizou a nova casa do Sindicato dos Servidores: “é um fortalecimento para a cidade, o município” e completou: “é onde os funcionários vão poder buscar orientações, reivindicações, e é dessa força que a gente consegue avançar".

O presidente da Nova Central nacional, José Calixto Ramos, disse que a nova sede é um sonho de toda entidade: “O Wagner, juntamente com o Damázio, estão chegando a este ponto culminante do Sindicato de Dois Córregos; este espaço vai dar mais conforto para os servidores que vêm procurar auxílio nesta casa” Já o presidente da Nova Central do Estado de São Paulo afirmou que o espaço poderá atender não somente os servidores municipais mas também outras categorias: “É importante que os sindicatos que são filiados a nós tenham sua sede própria, para auxiliar inclusive na organização de outras entidades sindicais”, e completou: “esta sede poderá sediar o encontro de outras corporações, criando laços de solidariedade entre os trabalhadores”.

O presidente do Sindserv Dois Córregos, José Wagner Luiz, que é também diretor do Departamento de Eventos da Fupesp, contou como foi a expectativa de receber a nova sede “quando compramos a sede, era uma casinha simples; hoje posso dizer que estamos em um palácio”, comparou. Ele agradeceu a presença de todos que prestigiaram a inauguração.

O Projeto “Meu Sonho é Minha Sede” deve entregar mais um prédio próprio no segundo semestre deste ano de 2012.