CLIPPING 31 DE AGOSTO
CLIPPING
Publicado: 7/08/2012 | 08:48
CLIPPING 07 DE AGOSTO

CLIPPING 07 DE AGOSTO
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA CSPB
[email protected]
(61) 3321-1408
Valor Econômico
Radiografia dos salários do funcionalismo público
07/08
No último mês, notícias sobre mobilizações de greves nacionais ocuparam lugar de destaque na imprensa. Os professores e técnicos das universidades federais interromperam seus trabalhos. O mesmo ocorreu com os servidores do ensino técnico e tecnológico. Até mesmo os funcionários do Itamaraty - assistentes e oficiais de Chancelaria e alguns diplomatas - que tradicionalmente não entram em greve cruzaram os braços.
O aumento no número de greves de servidores públicos é um fenômeno generalizado no país. Segundo dados do Dieese, entre 2007 e 2011 as greves no setor público aumentaram 138%. Seria de se esperar que essa diferença fosse explicada por uma estagnação nos salários do funcionalismo público num passado recente. Entretanto, uma análise desses números nos mostra que o salário real dos funcionários públicos - isto é, já corrigido pela inflação - aumentou 28,2% desde 2003, com uma aceleração a partir de 2005.
Remuneração dos funcionários públicos aumentou 28,2% desde 2003, e acelerou mais a partir de 2005.
Contra-intuitivamente, períodos de aumentos significativos no salário real foram seguidos de um crescimento no número de greves. Ao invés de uma curva de satisfação e acomodação com os ganhos reais, a forte correlação entre o número de greves que se seguem a períodos de aumento no salário real parece apontar para uma curva de aprendizado: como se os sindicatos percebessem que sua estratégia está funcionando e intensificassem suas ações em busca de ganhos ainda maiores.
Esse fenômeno vem criando uma distorção entre os níveis de ganho salarial entre os setores público e privado da economia. No setor privado, os aumentos no salário real estão limitados pelos ganhos de produtividade (em economês, limitados pelo "produto marginal do trabalho") e pelo poder de barganha de firmas e sindicatos na negociação salarial. No setor público a medida de produtividade não é objetiva e a relação entre o empregador - o governo - e os sindicatos tem idiossincrasias políticas mais complexas. Em contraste com os 28,2% de ganhos reais no setor público citados acima, desde 2003, os salários reais no setor privado cresceram 6,9%. Isso significa dizer que o crescimento relativo dos rendimentos reais do setor público foi quatro vezes maior que o do setor privado.
Tal situação se torna um problema quando se considera que os salários do setor público, ao começo da década, já eram maiores que os do setor privado. Como a maior parte da população é remunerada no setor privado, isso significa que o funcionalismo público tem tornado-se cada vez mais parte da elite econômica. Por exemplo, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) reivindica em suas negociações de greve um salário mensal de R$ 22.633,92 para professores titulares das universidades federais. Se os salários reinvindicados se tornarem realidade, isso significará que esses professores terão uma renda maior do que a de 99,5% da população brasileira. Com toda a deferência necessária à nobre arte do magistério, a transferência de renda para aqueles que constituem 0,5% mais abastado do país parece difícil de ser justificada como objeto de qualquer política pública.
O hiato entre a renda média do funcionalismo público e a renda média dos demais trabalhadores brasileiros tem aumentado fortemente na última década. Tomando como base dados da Pesquisa Mensal de Empregos do IBGE, é possível verificar que, durante o ano de 2003, um funcionário público ganhou mensalmente, em média, R$ 602 a mais que um trabalhador do setor privado. Já em 2011, essa diferença aumentou para R$ 1164. Além disso, estudo recente da PUC-Rio aponta que, quando considerados salários e rendimentos com aposentadorias, a vantagem para o funcionalismo público torna-se prevalente para todos os níveis de escolaridade - de trabalhadores sem educação formal àqueles com pós-graduação. Como os funcionários públicos ganham mais que a média, o aumento dessa diferença constitui objetivamente uma política de concentração de renda.
A atual tendência funciona como forte atrativo para que mais pessoas saiam do setor privado e busquem os maiores salários e benefícios do setor público. Segundo a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), associação formada por cursos preparatórios para concursos, cerca de 11 milhões de pessoas se candidataram a vagas no funcionalismo público em 2011. E, julgando pela atual conjuntura, não existe perspectiva de mudança nesse cenário. À medida que os trabalhadores mais capacitados deixam o setor privado, menores tenderão a ser, no longo prazo, as perspectivas de crescimento da produtividade da economia.
Não há dúvidas de que o país precisa de funcionários públicos capacitados e justamente remunerados que ajudem a minimizar as ineficiências da gestão governamental e combater a corrupção. Contudo, é difícil argumentar em favor de salários ainda maiores para um funcionalismo público que ganha, na média, quase 75% mais do que o resto da sociedade que o sustenta. Uma radiografia dos salários no setor público revela, portanto, uma política que concentra renda, drena talentos dos setores produtivos e, por questões políticas, garante aumentos reais maiores do que os ganhos médios de produtividade do país - minando as bases de seu crescimento no longo prazo.
Carlos A. B. Góes é pesquisador de economia latino-americana vinculado à Universidade John Hopkins.
Valor Econômico
União poderá cortar ponto de grevistas
07/08
Em decisão tomada ontem, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Ari Pargendler, deu sinal verde para o governo federal cortar o ponto dos servidores públicos em greve parcial. A orientação do Ministério do Planejamento de que o salário dos grevistas não fosse pago estava embargada por decisão da Justiça Federal no Distrito Federal, o que impedia a União de usar o dispositivo para punição.
Pargendler disse que "mesmo que o movimento seja legítimo, não é cabido autorizar que o servidor grevista seja remunerado", já que "decisões judiciais impedindo o corte de ponto violam gravemente a ordem administrativa ao inibir ato igualmente legítimo do gestor público".
O magistrado citou como exemplo as greves do setor privado, onde os funcionários que aderem a paralisação deixam de receber o salário. "Este é um dos elementos da lógica da greve no setor privado", disse Pargendler.
Também ontem o governo apresentou proposta de aumento salarial de 16% (três parcelas anuais de 5%) aos servidores técnicos-administrativos das universidades e escolas profissionais federais, em greve há quase dois meses. O número foi apresentado à categoria em reunião na Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento. Participaram do encontro representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação e sindicalistas.
A princípio, a categoria não recebeu bem a proposta. "Está muito longe de algo que atende nossos anseios", disse o coordenador-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), David Lobão. O impacto financeiro do reajuste é de R$ 1,7 bilhão, conforme cálculo do governo.
Lobão disse ainda que a oferta do governo, que leva em conta a inflação dos três próximos anos, ignora o pedido da categoria, de reajuste linear de 22%. Até o fim da semana o Sinasefe e a Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras organizam assembleias nas associações de base para deliberar sobre o assunto. A resposta ao governo será dada na sexta-feira, às 14h.
O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antonio de Oliveira, espera que a proposta "resolva a greve na categoria", que atinge parcialmente metade dos campus dos 38 Institutos Federais de Ensino Técnicos e técnicos em todas Universidades federais. "Sabemos que a proposta está aquém dos 22% pedidos pelo setor, mas é necessário entender que o governo tem um espaço reduzido", disse Oliveira.
Em outro capítulo das recentes paralisações de servidores federais, os funcionários do Tesouro Nacional decidiram fazer paralisação de 48 horas. Na próxima semana, a categoria entrará a greve por tempo indeterminado.
Correio Braziliense
15% para técnicos da educação
Governo abre exceção e propõe reajuste aos servidores das universidades. Mas categoria não gostou da oferta
Depois de anunciar que só voltaria a negociar com servidores públicos federais em greve depois de 13 de agosto, o governo abriu uma exceção e recebeu ontem representantes da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Essa foi a primeira conversa com representantes do Ministério do Planejamento — a categoria já tinha apresentado pleitos para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em julho. O secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público do Planejamento, Sérgio Mendonça, apresentou proposta de aumento salarial de 15% em três anos, a partir de 2013.
A categoria, no entanto, parece não ter ficado satisfeita. O coordenador de Administração e Finanças da Fasubra, Rolando Rubens, classificou o pacote oferecido pelo Executivo como intransigente. "A proposta prevê que, por três anos, não podemos fazer greves. Isso é um absurdo. O governo quer nos neutralizar", disse. Ainda assim, a oferta será apresentada às bases sindicais em assembleias. A categoria deve decidir se aceita os 15% ou não até o fim da semana.
Reforço
Enquanto o Palácio do Planalto não retoma o calendário de negociações, outras categorias engrossam o movimento de greve nacional. Ontem, analistas e técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) iniciaram uma paralisação de 48 horas. Está agendado para a quarta-feira, um protesto em frente ao Palácio do Planalto. "Juntos podemos cobrar um posicionamento mais claro quanto às reivindicações que apresentamos nas nove reuniões somente este ano", ressaltou o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle, Rudinei Marques.
Já os fiscais agropecuários cruzaram os braços por tempo indeterminado, criando mais dificuldades para a entrada e a saída de produtos de origem animal no país. Eles reclamam que o governo não faz concurso para aumentar o efetivo de 2,7 mil fiscais. Além disso, os servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) parar a partir de segunda-feira e os analistas Receita Federal realizarão assembleia amanhã para decidir se promovem uma paralisação de 24 horas no dia 14.
» Nova seleção no Banco do Brasil
O Banco do Brasil confirmou ontem que lançará concurso para escriturário ainda este ano — no começo do ano houve outra seleção para o mesmo cargo. As vagas serão, novamente, para formação de cadastro reserva. Poderão participar pessoas com nível médio completo. Quinze estados devem ser contemplados no certame: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Mato Grosso e Santa Catarina. A remuneração inicial é de R$ 1.408 para uma jornada de trabalho de 30 horas.
Correio Braziliense
Grevistas bloqueiam Reitoria da UnB
07/08
Com as atividades suspensas desde maio, servidores da Universidade de Brasília mantêm paralisação. Ontem, a entrada da administração central foi interditadaNotíciaGráfico
A greve dos professores da Universidade de Brasília (UnB) completa 80 dias amanhã. Os técnicos administrativos cruzaram os braços 17 dias depois, e estão paralisados há 62 dias. Na manhã de ontem, nenhum servidor pôde entrar na Reitoria. Os comandos local e nacional de greve fecharam as entradas com faixas, cartazes e cavaletes. Até mesmo os estacionamentos ficaram interditados desde as 5h. A ação também ocorreu em outras universidades do país com o objetivo de mobilizar os trabalhadores a participarem da manifestação que ocorreu às 17h, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPog).
Na manhã de ontem, os grevistas se reuniram em frente ao prédio da Reitoria e impediram que os colegas entrassem no prédio. Eles permaneceram o dia todo no local, embalados pelo som de forró. Maurício Sabino integra o comando local da paralisação. Ele explica que a ideia é fortalecer o movimento. "O ato se chama "Hoje é seu dia de folga", que é para questionar, mostrar que a categoria está mobilizada", afirma. Ainda de acordo com ele, a atividade foi bem tranquila.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Mauro Mendes, nem mesmo o reitor da universidade, José Geraldo de Sousa Junior, trabalhou ontem. "Ele nos ligou dizendo que respeita o movimento e vai aproveitar o momento para entrar em contato com o governo e pedir que sinalizem alguma proposta para nós", relata. Mendes disse que, de forma geral, os funcionários entenderam e apoiaram a ação.
Dirigente da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), Almiram Rodrigues informa que o ato foi articulado em várias das instituições que aderiram à greve. "A Reitoria é a administração central, onde as pessoas têm uma resistência muito grande para paralisar as atividades", avalia. Na UnB, apenas os setores responsáveis pelo pagamento e pela alimentação de plantas e animais de laboratórios estão funcionando.
Reajuste
A reivindicação principal dos técnicos administrativos é o aumento do piso salarial, que hoje é de R$ 1.034, para três salários mínimos, o equivalente a R$ 1.866. Uma proposta foi apresentada aos grevistas pelo governo em reunião realizada na tarde de ontem no Ministério do Planejamento. O Executivo garantiu reajuste de 15%, a ser concedido ao longo dos próximos três anos, a partir de 2013.
A categoria informou que a oferta será apresentada aos servidores, por meio de assembleias gerais ainda esta semana, quando a proposta será avaliada.
Ao mesmo tempo em que deu início às rodadas de negociação com os servidores, na última sexta-feira, o governo federal enviou uma carta aos reitores das universidades avisando que deu fim às conversas com os docentes. A decisão foi tomada com a apresentação da última proposta, na última quarta-feira. O plano levado à representação sindical dos professores federais prevê reajuste mínimo de 25% e máximo de 40% nos salários, dividido em três parcelas anuais, a partir de março de 2013, na proporção de 40%, 30% e 30%.
Para a concessão do reajuste, o Executivo liberou R$ 4,2 bilhões e pretende encaminhar esses valores na proposta orçamentária que será enviada ao Congresso Nacional até o fim deste mês. Um dos sindicatos que representam a categoria assinou um acordo e passou a apoiar o fim da greve.
Até o momento, no entanto, os docentes da UnB não têm uma definição quanto aos rumos do movimento. "A nossa avaliação será feita na próxima assembleia, a ser realizada na quinta-feira. A direção não se posicionou a respeito", afirmou o presidente da Associação dos Docentes da UnB (Adunb), Rafael Morgado.
"A nossa avaliação será feita na próxima assembleia, a ser realizada na quinta-feira. A direção não se posicionou a respeito"
Rafael Morgado, presidente da Associação dos Docentes da UnB (Adunb).
Correio Braziliense
Fim da greve no RS
07/08
Os docentes das universidades públicas e dos institutos federais continuam em guerra com o Executivo. Mesmo após a assinatura do acordo entre o Ministério do Planejamento e a Federação dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) — sindicato que representa escolas de oito estados —, boa parte das universidades filiadas não retomou as atividades e continua em greve. Apenas quatros instituições decidiram voltar às aulas.
Além da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), de São Paulo, que já havia aceitado as ofertas na última quinta-feira, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), a federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e dois institutos federais da capital gaúcha optaram, ontem, em assembleia, pelo fim da greve.
A maior parte das demais instituições representadas pela Proifes ainda está em negociação. As de Ceará e Goiás recusaram o acordo fechado pela entidade de classe. As do Centro-Oeste alegam a ilegitimidade do que foi assinado. As universidades e os institutos dos demais estados, representados pela Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), recusam a proposta do Planalto.
Mesmo com boa parte dos professores ainda de braços cruzados, o governo suspendeu as negociações — que só devem ser retomadas após o dia 13 — e sinalizou que não pretende alterar o que foi apresentado. O vice-presidente da Andes, Luiz Shuch, disse que, sem uma proposta que reestruture a carreira, a greve não vai acabar. "Queremos que a negociação ande. Não estamos sendo intransigentes e não admitimos que o governo seja", protestou.
Correio Braziliense
Ato na Esplanada
07/08
Servidores que formam as chamadas carreiras de Estado promovem amanhã, a partir das 14h30, uma manifestação em frente ao Ministério do Planejamento, na Esplanada, a fim de pressionar o governo a retomar as negociações com o funcionalismo e garantir, além de aumento salarial acima da inflação, reposição de 23% a 30% para os vencimentos, reestruturação nas carreiras e realização de concursos públicos. A expectativa é de que até 5 mil servidores estejam no ato. Eles também se deslocarão ao Palácio do Planato para exigir que seus representantes sejam recebidos pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
O Forum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado(Fonacate) é formado por 25 categorias. Para a manifestação, já garantiram presença representantes de entidades de classe do Banco Central, dos auditores fiscais, das agências reguladoras, de finanças e controle e da Polícia Federal. Somente auditores, são esperados amanhã 500. Eles atuam em postos considerados secundários, como fronteiras entre estados, por exemplo. Os colegas dos postos primários %u2014 aduanas, portos e aeroportos %u2014 permanecerão nos locais de trabalho mantendo a operação padrão, iniciada em 18 de junho. Dos 11,5 mil auditores brasileiros, 2,4 mil trabalham nos postos primários.
Site da Advocacia-Geral da União
AGU defende no STF limite de idade de 70 anos para aposentadoria compulsória de servidores públicos e magistrados
06/08
A Advocacia-Geral da União (AGU) manifestou-se, no Supremo Tribunal Federal (STF), a favor da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4698 proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A entidade aponta afronta dos dispositivos da Constituição do Estado do Maranhão que estabelece limite de idade de 75 anos para aposentadoria compulsória de servidores públicos e magistrados.
Segundo a AMB, os artigos 22, inciso II, e 72, inciso VIII, da Constituição maranhense, ao ampliarem o limite de idade da aposentadoria compulsória de 70 para 75 anos de idade, violaram o artigo 24, inciso XII, da Constituição Federal. Esse dispositivo atribui à União competência para editar normas gerais em matéria de previdência social. Além disso, a idade prevista é um parâmetro que deve ser observado pelos Estados-membros na elaboração de suas Constituições, em razão do princípio da simetria.
Concordando com a ação proposta pela AMB, a Secretaria-Geral de Contencioso (SGCT), órgão da AGU, elaborou manifestação defendendo a incompatibilidade da Constituição do Maranhão. Segundo a unidade, o artigo 40 da Constituição estabelece normas aplicáveis aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas as respectivas autarquias e fundações.
Dessa forma, destacou que embora os Estados tenham competência para legislar sobre questões previdenciárias, é preciso observar as disposições constitucionais obrigatórias, que proíbe estabelecer limite de idade diferente do fixado pela CF, que prevê o limite de 70 anos para aposentadoria compulsória.
Na peça, a SGCT reiterou que atualmente tramitam no Congresso Nacional propostas de Emenda à Constituição a fim de modificar o artigo 40, para ampliar esse limite de idade. Porém, enquanto não forem aprovadas, permanece em vigor o limite de idade atual. Além disso, a AGU lembrou que o entendimento apresentado pela Associação está de acordo com o entendimento já consolidado pelo STF.
O caso é analisado pelo ministro Joaquim Barbosa, relator da ação no STF.
A SGCT é o órgão da AGU responsável pelo assessoramento do Advogado-Geral da União nas atividades relacionadas à atuação da União perante o STF.
Ref.: ADI nº 4698 - STF
O Estado de S.Paulo
Funcionários das federais não aceitam reajuste
07/08
O Ministério do Planejamento apresentou aos trabalhadores das universidades públicas federais proposta de 5% de reajuste por ano, entre 2013 e 2015, o que traria aumento total no período de 15,8%. O reajuste atingiria 182 mil servidores e traria um impacto à folha de pagamento de R$ 1,7 bilhão. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Educação Básica e Tecnológica (Sinasef) recusou a proposta e a greve continua. A pasta acenou com a reestruturação da carreira e a realização de concursos públicos.
O Estado de S.Paulo
Servidores da Fiocruz iniciam paralisação
07/08
Os servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entraram ontem em greve. Eles reivindicam a reabertura das negociações com o governo para reajuste salarial e valorização da categoria. A paralisação não afeta serviços essenciais, como o atendimento médico nos institutos Fernandes Figueira e de Pesquisa Evandro Chagas. Também está mantida a produção de vacinas e medicamentos.
De acordo com os servidores, o governo ficou de apresentar proposta de reestruturação da carreira até março. Nova data foi marcada para 31 de julho. "Nada aconteceu. Não tem nenhuma proposta na mesa. Temos responsabilidade, compromisso social e não vamos afetar serviços essenciais, mas, para entrar no orçamento do ano que vem, o reajuste tem de estar previsto nos cálculos que fecham até 31 de agosto. Nosso tempo é muito curto", afirmou o presidente da Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc), Paulo Garrido.
No sábado, o ministro Alexandre Padilha recebeu uma comissão de funcionários da Fiocruz e ouviu as reivindicações. Segundo Garrido, os 5 mil funcionários da fundação estão sem reajuste desde 2009, com desvalorização de salários de 20%. Os servidores pedem política de reposição da inflação, incorporação das gratificações, reajuste dos benefícios, entre outras reivindicações. Na semana passada, médicos do IFF trabalharam com jalecos pretos, em sinal de protesto. Hoje está prevista uma manifestação em frente à Fiocruz.
Agência Estado
Policiais federais iniciam greve nacional
07/08
A Polícia Federal (PF) iniciou oficialmente nesta terça-feira uma greve nacional por tempo indeterminado. A categoria reivindica uma reestruturação na carreira dos policiais, especialmente em relação aos agentes, escrivães e papiloscopistas.
Esse profissionais, segundo os sindicatos regionais, estão inseridos na carreira de nível superior, porém, atualmente recebem salário inicial de cerca de R$ 7.700,00, piso para profissionais que possuem apenas Ensino Médio. Os policiais exigem o piso de R$ 12 mil, valor pago para quem possui terceiro grau completo.
Todos os serviços serão afetados em razão da greve, entre eles investigações sobre tráfico de drogas, inspeções em empresas de segurança, vistoria em agências bancárias e emissão de passaportes que não forem de caráter emergencial. Os policiais também prometem realizar operação padrão nos aeroportos, portos e nos postos de fronteira.
Em São Paulo, o sindicato afirma que às 9 horas de hoje haverá um ato simbólico de entrega das armas e distintivos na sede do Departamento de Polícia Federal, localizado na Lapa, zona oeste de São Paulo. Está programado para as 14 horas, no Aeroporto Internacional, em Cumbica, Guarulhos, um "ato público em conjunto com a Anvisa e a Receita Federal.
Folha de S. Paulo
Secretário afirma que greves de servidores acabam até fim do mês
07/08
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse ontem que a onda de greves nos ministérios terminará até o final do mês.
Segundo ele, até o dia 31, o governo precisa encaminhar o projeto com o Orçamento de 2013 para o Congresso, e a pressão dos grevistas se intensifica nesse período para garantir reajustes no ano que vem. "Nós estamos tranquilos. É importante dizer que em agosto termina tudo isso", disse ele.
Augustin afirma que, de acordo com a lei, os aumentos encaminhados ao Congresso podem ser derrubados, mas não podem ser elevados em relação à proposta original encaminhada pelo Planalto.
As declarações do secretário não levam em conta, porém, outros focos grevistas que começam a incomodar, como trabalhadores do Banco do Brasil, da Caixa e da Petrobras.
Folha de S. Paulo
Policiais federais entram em greve em todo o país e planejam atos
07/08
Policiais federais de todo país prometem entrar em greve nesta terça-feira. Com isso, serão afetados os serviços de emissão de passaportes, fiscalização de empresas de vigilância, liberação de portes de armas e o atendimento a estrangeiros.
De acordo com os sindicatos, apenas 30% do efetivo deve continuar trabalhando nos serviços considerados essenciais. Em vários Estados, os policiais planejam um ato simbólico de entrega de armas, protesto e operação-padrão em alguns aeroporto do país.
Em São Paulo, o primeiro ato da categoria deve ocorrer no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (na Grande São Paulo), a partir das 14h de hoje. O movimento terá a participação também de agentes da Anvisa e da Receita Federal. Apesar disso, a operação-padrão está programada apenas para a próxima quinta-feira (9).
Também está prevista operação-padrão nos aeroportos do Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Minas, além das duas pontes de Foz do Iguaçu (que ligam o Brasil ao Paraguai e à Argentina), mas as datas não foram informadas pelos sindicatos. Já a operação-padrão no aeroporto de Rio Branco acontecerá amanhã (8).
A categoria reivindica reestruturação salarial e da carreira dos agentes, escrivães e papiloscopistas. O salário inicial desses três cargos é R$ 7.500, o equivalente a 56,2% da remuneração dos delegados, cujo vencimento de início de carreira é R$ 13,4 mil.
Jornal de Brasília
Técnicos administrativos protestam na reitoria da UnB em apoio à greve da categoria
07/08
Os servidores técnicos administrativos da Universidade de Brasília (UnB) que faziam parte dos 30% do efetivo que estavam trabalhando por causa da greve da categoria decidiram suspender suas atividades até o fim do dia de hoje (6). A suspensão é para apoiar a paralisação da categoria, iniciada em 11 de junho.
Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Antônio César de Oliveira Guedes, o ato de protesto dos técnicos administrativos é uma orientação do comando nacional de greve. Desde as 8h, os servidores administrativos da universidade estão parados no prédio da Reitoria e devem permanecer no local até o final do dia. "A suspensão das atividades está sincronizada em todas as universidades federais. Aqui na UnB, estamos fazendo piquete para não subir ninguém, hoje ninguém trabalha. Estas ações unificadas são para sensibilizar o governo a apresentar uma proposta para a categoria", disse o coordenador. Segundo ele, os 30% dos servidores devem voltar ao trabalho amanhã (7).
Entre as reivindicações dos servidores, está o reajuste do piso salarial dos atuais R$ 1.034 para R$ 1.800 e revisão do posicionamento dos aposentados na tabela salarial da categoria. "Há dois anos não temos reajuste, temos o menor piso salarial do Executivo", ressaltou Guedes. De acordo com a técnico administrativa da UnB, Rosângela Fraga, o plano de carreira não acompanha a qualificação e o tempo de serviço do funcionário. "Chega um determinado momento que não tem como o funcionário crescer mesmo sendo qualificado, o salário continua o mesmo", contou.
"Não temos previsão para a categoria voltar ao trabalho, vai depender do governo diante das propostas que forem apresentadas, enquanto isso a gente vai tocando a greve", disse Guedes. De acordo com o Ministério do Planejamento, está agendada a primeira reunião, às 17h, para discutir as reivindicações da categoria.
Jornal de Brasília
Policiais federais iniciam greve nacional
07/08
A Polícia Federal (PF) iniciou oficialmente nesta terça-feira uma greve nacional por tempo indeterminado. A categoria reivindica uma reestruturação na carreira dos policiais, especialmente em relação aos agentes, escrivães e papiloscopistas.
Esse profissionais, segundo os sindicatos regionais, estão inseridos na carreira de nível superior, porém, atualmente recebem salário inicial de cerca de R$ 7.700,00, piso para profissionais que possuem apenas Ensino Médio. Os policiais exigem o piso de R$ 12 mil, valor pago para quem possui terceiro grau completo.
Todos os serviços serão afetados em razão da greve, entre eles investigações sobre tráfico de drogas, inspeções em empresas de segurança, vistoria em agências bancárias e emissão de passaportes que não forem de caráter emergencial. Os policiais também prometem realizar operação padrão nos aeroportos, portos e nos postos de fronteira.
Em São Paulo, o sindicato afirma que às 9 horas de hoje haverá um ato simbólico de entrega das armas e distintivos na sede do Departamento de Polícia Federal, localizado na Lapa, zona oeste de São Paulo. Está programado para as 14 horas, no Aeroporto Internacional, em Cumbica, Guarulhos, um "ato público em conjunto com a Anvisa e a Receita Federal.
JORNAL DE BRASÍLIA - PONTO DO SERVIDOR