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Publicado: 23/07/2007 | 09:43
Comando sem controle
Leandro Mazzini
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou o fim de semana no Palácio da Alvorada refletindo sobre o que fazer diante de uma situação de falta de controle no comando do setor aéreo. Hoje, numa reunião com a coordenação política, pode anunciar uma decisão drástica. Há rumores de que pretende demitir toda a cúpula do setor, desde o ministro da Defesa, Waldir Pires, até o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi - que tem mandato de cinco anos aprovado pelo Congresso. Nesse caso, Lula empurraria a responsabilidade para os parlamentares.
Dez meses depois da queda do avião da Gol, que matou 154 pessoas, e praticamente uma semana depois de uma tragédia ainda maior, com o Airbus da TAM, com mais de 190 mortos em Congonhas, Lula quer dar uma resposta à população, a fim de mostrar que o governo não está alheio ao problema. E tirar de seus ombros a responsabilidade pelos desastres, terminais lotados, vôos atrasados e insubordinação dos controladores de vôo. Não bastasse isso, Lula anda irritado com a repercussão negativa dos gestos obscenos do assessor Marco Aurélio Garcia, como se estivesse comemorando uma possível falha no avião da TAM - o que eximiria o governo de culpa.
Durante o fim de semana, o presidente não recebeu visitas. Mas, segundo assessores próximos, ficou em contato direto, por telefone, com o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, que também está com a cabeça a prêmio. O silêncio de Lula aumentou o temor do comando aéreo. A amigos, Waldir Pires tem confidenciado que teme ser o primeiro cortado da lista. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, admitiu que "ninguém está firme" no cargo. Mesmo assim, decidiu por conta própria aumentar a polêmica sobre Congonhas ao autorizar, a partir de hoje, pousos e decolagens na pista principal. A TAM já anunciou que não aterrissa lá.
Numa solução a curto prazo, o vice-presidente da República, José Alencar, pode ser convidado por Lula, mais uma vez, para assumir o Ministério da Defesa. Mas desta vez o aliado parece fugir do desafio.
Alencar nem quer tocar nesse assunto - disse um amigo do vice.
Leandro Mazzini
Jornal do Brasil
Jornal do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou o fim de semana no Palácio da Alvorada refletindo sobre o que fazer diante de uma situação de falta de controle no comando do setor aéreo. Hoje, numa reunião com a coordenação política, pode anunciar uma decisão drástica. Há rumores de que pretende demitir toda a cúpula do setor, desde o ministro da Defesa, Waldir Pires, até o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi - que tem mandato de cinco anos aprovado pelo Congresso. Nesse caso, Lula empurraria a responsabilidade para os parlamentares.
Dez meses depois da queda do avião da Gol, que matou 154 pessoas, e praticamente uma semana depois de uma tragédia ainda maior, com o Airbus da TAM, com mais de 190 mortos em Congonhas, Lula quer dar uma resposta à população, a fim de mostrar que o governo não está alheio ao problema. E tirar de seus ombros a responsabilidade pelos desastres, terminais lotados, vôos atrasados e insubordinação dos controladores de vôo. Não bastasse isso, Lula anda irritado com a repercussão negativa dos gestos obscenos do assessor Marco Aurélio Garcia, como se estivesse comemorando uma possível falha no avião da TAM - o que eximiria o governo de culpa.
Durante o fim de semana, o presidente não recebeu visitas. Mas, segundo assessores próximos, ficou em contato direto, por telefone, com o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, que também está com a cabeça a prêmio. O silêncio de Lula aumentou o temor do comando aéreo. A amigos, Waldir Pires tem confidenciado que teme ser o primeiro cortado da lista. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, admitiu que "ninguém está firme" no cargo. Mesmo assim, decidiu por conta própria aumentar a polêmica sobre Congonhas ao autorizar, a partir de hoje, pousos e decolagens na pista principal. A TAM já anunciou que não aterrissa lá.
Numa solução a curto prazo, o vice-presidente da República, José Alencar, pode ser convidado por Lula, mais uma vez, para assumir o Ministério da Defesa. Mas desta vez o aliado parece fugir do desafio.
Alencar nem quer tocar nesse assunto - disse um amigo do vice.