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Publicado: 25/07/2007 | 10:34
ANAC SUSPENDE VENDA DE PASSAGENS E RESTRINGE VÔOS EM CONGONHAS
Folha de S. Paulo
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu a venda de passagens para vôos que saem do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A medida, que entra em vigor hoje, será mantida até que todos os passageiros afetados pelos cancelamentos e atrasos dos últimos dias consigam embarcar.
Também foi definido que os vôos encerrados ou iniciados em Congonhas não podem ter mais de duas horas de duração. O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) afirmou que as companhias aéreas participaram da definição das medidas.
Pelo segundo dia consecutivo, a chuva e o boicote das empresas e pilotos provocaram caos nos vôos. No último balanço divulgado pela Infraero, até 19h 49,7% dos vôos previstos para Congonhas tinham sido cancelados.
Como a previsão para hoje é de mais chuva, a TAM anunciou o cancelamento de 36 vôos previstos para Congonhas nesta quarta. Outros 25 foram remanejados para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.
A análise da caixa-preta do Airbus da TAM revelou que o avião estava a 175 km/h ao se chocar com o prédio, no último dia 17.
O uso intensivo do aeroporto de Congonhas multiplicou, nos últimos anos, a lucratividade da TAM, da Gol e da Varig.
Empresas afirmam apoiar suspensão da venda de passagens
O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) afirmou que a decisão do governo de interromper a venda de passagens de vôos que partem de Congonhas foi tomada em conjunto com as empresas. O governo também determinou uma restrição para vôos com mais de duas horas de duração no aeroporto.
Varig, TAM e Gol disseram apenas que vão cumprir as determinações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A TAM também suspendeu a venda em Guarulhos.
Dados divulgados pela própria TAM ontem mostram que os vôos com até duas horas de duração são justamente o melhor filão das companhias aéreas em Congonhas. Os vôos de uma hora e meia a duas horas representam de 30% a 35% da receita da TAM.
Segundo Anchieta Hélcias, secretário-executivo do Snea, as perdas de imagem das companhias com a ineficiência do transporte aéreo superam o prejuízo decorrente da interrupção na venda de passagens.
"É necessário desafogar Congonhas. Do jeito que está é como um copo cheio, qualquer gota o faz transbordar."
Para Hélcias, cada empresa agora deverá trabalhar na alteração do seu modelo de negócios. "Vamos ter que devolver frota e trabalhar com aeronaves de menor porte", disse.
Em relação às medidas anunciadas pelo governo na semana passada, porém, as empresas já planejam recorrer à Justiça caso concluam que Congonhas será subutilizado -o Planalto definiu uma restrição de até 40% dos vôos no aeroporto .
Segundo Geraldo Vieira, advogado do Snea, se uma perícia mostrar que Congonhas tem capacidade de receber mais de 33 pousos e decolagens por hora, as companhias cobrarão ressarcimento na Justiça pelos eventuais prejuízos sofridos.
Folha de S. Paulo
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu a venda de passagens para vôos que saem do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A medida, que entra em vigor hoje, será mantida até que todos os passageiros afetados pelos cancelamentos e atrasos dos últimos dias consigam embarcar.
Também foi definido que os vôos encerrados ou iniciados em Congonhas não podem ter mais de duas horas de duração. O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) afirmou que as companhias aéreas participaram da definição das medidas.
Pelo segundo dia consecutivo, a chuva e o boicote das empresas e pilotos provocaram caos nos vôos. No último balanço divulgado pela Infraero, até 19h 49,7% dos vôos previstos para Congonhas tinham sido cancelados.
Como a previsão para hoje é de mais chuva, a TAM anunciou o cancelamento de 36 vôos previstos para Congonhas nesta quarta. Outros 25 foram remanejados para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.
A análise da caixa-preta do Airbus da TAM revelou que o avião estava a 175 km/h ao se chocar com o prédio, no último dia 17.
O uso intensivo do aeroporto de Congonhas multiplicou, nos últimos anos, a lucratividade da TAM, da Gol e da Varig.
Empresas afirmam apoiar suspensão da venda de passagens
O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) afirmou que a decisão do governo de interromper a venda de passagens de vôos que partem de Congonhas foi tomada em conjunto com as empresas. O governo também determinou uma restrição para vôos com mais de duas horas de duração no aeroporto.
Varig, TAM e Gol disseram apenas que vão cumprir as determinações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A TAM também suspendeu a venda em Guarulhos.
Dados divulgados pela própria TAM ontem mostram que os vôos com até duas horas de duração são justamente o melhor filão das companhias aéreas em Congonhas. Os vôos de uma hora e meia a duas horas representam de 30% a 35% da receita da TAM.
Segundo Anchieta Hélcias, secretário-executivo do Snea, as perdas de imagem das companhias com a ineficiência do transporte aéreo superam o prejuízo decorrente da interrupção na venda de passagens.
"É necessário desafogar Congonhas. Do jeito que está é como um copo cheio, qualquer gota o faz transbordar."
Para Hélcias, cada empresa agora deverá trabalhar na alteração do seu modelo de negócios. "Vamos ter que devolver frota e trabalhar com aeronaves de menor porte", disse.
Em relação às medidas anunciadas pelo governo na semana passada, porém, as empresas já planejam recorrer à Justiça caso concluam que Congonhas será subutilizado -o Planalto definiu uma restrição de até 40% dos vôos no aeroporto .
Segundo Geraldo Vieira, advogado do Snea, se uma perícia mostrar que Congonhas tem capacidade de receber mais de 33 pousos e decolagens por hora, as companhias cobrarão ressarcimento na Justiça pelos eventuais prejuízos sofridos.