Publicado: 27/07/2007 | 10:22

DIRIGENTES DA FESEMPRE RECEBEM CARGOS NA UGT

Marcado pela presença de cerca de três mil delegados de diversos sindicatos e entidades de trabalhadores de todo o Brasil, foi realizado na quinta-feira, 19, em São Paulo, o Congresso de Fundação da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Legenda da foto: Da esquerda para a direita: Amaury Santos, membro do Sindicato dos Servidores Municipais de Leopoldina; Afonso Donizete, assessor sindical da FESEMPRE; e Aldo Liberato, presidente da Federação.

A FESEMPRE, que filiou-se à entidade, compareceu com uma delegação para representar os servidores municipais mineiros e dois de seus integrantes foram eleitos para compor a nova diretoria. Aldo Liberato (presidente) e Martim dos Santos (diretor financeiro), foram escolhidos, respectivamente, para os cargos de secretário geral e 1º secretário adjunto do trabalhador nos setores informal, autônomo e microempreendedorismo.
Para presidente desta que já é uma das maiores centrais sindicais do país foi escolhido o atual presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah. A UGT é resultado da fusão de três centrais extintas: Social Democracia Sindical (SDS), Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT).
No evento de sua fundação estiveram presentes autoridades como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador do Estado, José Serra e importantes sindicalistas estrangeiros. Posição independente Se para alguns o Congresso de Fundação da União Geral dos Trabalhadores (UGT) exigia atitude passiva, de simples aceitação ou mesmo acanhamento pela presença de representantes do Governo, o mesmo não se pode dizer para a FESEMPRE.
A Federação representativa dos servidores municipais mineiros soube escutar, evitando tumultuar as sessões, mas também soube se colocar nos momentos adequados, discordando e esclarecendo seu ponto de vista sempre que necessário.
Foi dentro deste espírito de respeito e posicionamento próprio que a FESEMPRE contribuiu para elaborar uma moção de repúdio ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 01/07, uma das medidas fiscais contidas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro pelo Governo Federal.
A moção foi redigida em conjunto por delegados da FESEMPRE e de outras entidades representativas dos servidores públicos federais, estaduais e municipais no sábado, 21, último dia de congresso.
Em seguida, foi encaminhada à mesa diretora, que ficou incumbida de repassá-la ao presidente Lula e ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Momento de avançar A UGT nasce representando mais de oito milhões de trabalhadores e cerca de mil sindicatos, uma demonstração de que o trabalhador brasileiro é capaz de se mobilizar de forma consciente.
Afonso Donizete, assessor sindical da FESEMPRE, considera que o Congresso da UGT foi importante para trabalhar a politização dos trabalhadores em geral.
Ele alerta que o momento é de unificar tendências, sem, contudo, desprezar as diferenças regionais. “A diretoria escolhida merece crédito. Começa agora um novo ciclo do movimento sindical, um primeiro passo para resolver problemas da sociedade brasileira”, relata. Ele aponta para um diferencial presente na criação da UGT. “É uma central que nasce totalmente diferente. Nasceu da união, não da divisão. Por tal trunfo, tenho convicção de que vai cumprir seu destino, que é defender os trabalhadores brasileiros e contribuir para o crescimento da nação”, discorre.