antigas Publicado: 13/08/2007 | 10:07

BNDES tenta acelerar verba para o PAC

Rivadavia Severo
Gazeta Mercantil

Setor de energia, um dos mais beneficiados, deverá receber R$ 6 bi até dezembro.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se esforça para acelerar a liberação dos recursos para os investimentos, principalmente no setor elétrico, na tentativa de aumentar os gastos do governo com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o fim do ano, o banco pretende desembolsar mais de R$ 6 bilhões para o setor. O objetivo do Planalto é contrabalançar os parcos avanços do Projeto Piloto de Investimento (PPI), o mais importante programa de investimento público com recursos do Orçamento, que até a metade do ano só conseguiu executar 10,6% do previsto para 2007. No primeiro semestre, foi executado R$ 1,2 bilhão de um total de R$ 11,3 bilhões.


Para melhorar o desempenho do governo, o BNDES acelerou o financiamento no setor de energia elétrica e financiou R$ 4,06 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, valor acima do total de todo o ano passado, que ficou em R$ 3,4 bilhões. No primeiro semestre, o banco contratou e aprovou financiamentos de R$ 16,7 bilhões para projetos do PAC e outros R$ 11 bilhões estão em fase de análise e consulta.


No total, o banco projeta financiar R$ 56 bilhões para projetos do PAC, que somam R$ 100 bilhões até 2010. A metade do montante dos financiamentos, correspondente a R$ 27,5 bilhões, já está em carteira e o restante é de projeções do banco, para obras como os das usinas do rio Madeira. O setor de energia é o que potencialmente deve solicitar maior volume de financiamento. O banco prevê gastos de R$ 34,3 bilhões, divididos entre o setor de petróleo, que deve demandar R$ 20,3 bilhões, e de energia elétrica, que deve consumir R$ 14 bilhões.


"""Temos cinco projetos aprovados neste ano e outros dez que entram até o final do ano. Todos com licença ambiental", afirma o chefe do Departamento de Energia Elétrica do BNDES, Nelson Siffert. Na conta de Siffert, no entanto, está a usina de Santo Antônio, no rio Madeira, cujo investimento previsto é de cerca de R$ 9 bilhões, mas que até agora não tem nem edital para a sua licitação.


Siffert disse que as condições especiais do PAC estão alavancando os empréstimos do banco. "As condições de financiamento do PAC são mais favoráveis, são projetos com um prazo maior de maturação, para ativos com risco praticamente zero, o que reduz o custo financeiro e permite ao banco uma participação maior nos empreendimentos", avalia.


O BNDES reduziu em 60% os custos cobrados em seus financiamentos nos projetos do PAC em energia. O spread básico para os projetos de usinas hidrelétricas e termelétricas caiu de 2,5% em 2005, para 1% em 2007. A redução de spreads atingiu 80% nos casos de financiamento a hidrelétricas com capacidade de geração de mais de dois mil MW. O BNDES vai financiar R$ 1,6 bilhão para a construção de uma hidrelétrica pela Foz do Chapecó Energia S/A.

Rivadavia Severo
Gazeta Mercantil

Setor de energia, um dos mais beneficiados, deverá receber R$ 6 bi até dezembro.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se esforça para acelerar a liberação dos recursos para os investimentos, principalmente no setor elétrico, na tentativa de aumentar os gastos do governo com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o fim do ano, o banco pretende desembolsar mais de R$ 6 bilhões para o setor. O objetivo do Planalto é contrabalançar os parcos avanços do Projeto Piloto de Investimento (PPI), o mais importante programa de investimento público com recursos do Orçamento, que até a metade do ano só conseguiu executar 10,6% do previsto para 2007. No primeiro semestre, foi executado R$ 1,2 bilhão de um total de R$ 11,3 bilhões.


Para melhorar o desempenho do governo, o BNDES acelerou o financiamento no setor de energia elétrica e financiou R$ 4,06 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, valor acima do total de todo o ano passado, que ficou em R$ 3,4 bilhões. No primeiro semestre, o banco contratou e aprovou financiamentos de R$ 16,7 bilhões para projetos do PAC e outros R$ 11 bilhões estão em fase de análise e consulta.


No total, o banco projeta financiar R$ 56 bilhões para projetos do PAC, que somam R$ 100 bilhões até 2010. A metade do montante dos financiamentos, correspondente a R$ 27,5 bilhões, já está em carteira e o restante é de projeções do banco, para obras como os das usinas do rio Madeira. O setor de energia é o que potencialmente deve solicitar maior volume de financiamento. O banco prevê gastos de R$ 34,3 bilhões, divididos entre o setor de petróleo, que deve demandar R$ 20,3 bilhões, e de energia elétrica, que deve consumir R$ 14 bilhões.


"""Temos cinco projetos aprovados neste ano e outros dez que entram até o final do ano. Todos com licença ambiental", afirma o chefe do Departamento de Energia Elétrica do BNDES, Nelson Siffert. Na conta de Siffert, no entanto, está a usina de Santo Antônio, no rio Madeira, cujo investimento previsto é de cerca de R$ 9 bilhões, mas que até agora não tem nem edital para a sua licitação.


Siffert disse que as condições especiais do PAC estão alavancando os empréstimos do banco. "As condições de financiamento do PAC são mais favoráveis, são projetos com um prazo maior de maturação, para ativos com risco praticamente zero, o que reduz o custo financeiro e permite ao banco uma participação maior nos empreendimentos", avalia.


O BNDES reduziu em 60% os custos cobrados em seus financiamentos nos projetos do PAC em energia. O spread básico para os projetos de usinas hidrelétricas e termelétricas caiu de 2,5% em 2005, para 1% em 2007. A redução de spreads atingiu 80% nos casos de financiamento a hidrelétricas com capacidade de geração de mais de dois mil MW. O BNDES vai financiar R$ 1,6 bilhão para a construção de uma hidrelétrica pela Foz do Chapecó Energia S/A.