antigas Publicado: 21/08/2007 | 10:03

Lula faz ofensiva contra oposição

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Planalto mira no grupo político responsável por criar dificuldades nas votações e tenta convencer senadores do DEM a trocar de legenda



 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer ampliar a base governista no Senado e liquidar com o único reduto político de oposição que ainda pode criar dificuldades para a aprovação das propostas do governo no Congresso, principalmente a renovação da CPMF. O alvo das ações do Palácio do Planalto é o DEM, antigo PFL, que tem a segunda maior bancada de senadores e, sob a liderança do senador José Agripino (DEM-RN), faz a oposição mais dura ao Palácio do Planalto. Numa só tacada, na semana passada, os senadores Romeu Tuma (SP), Demóstenes Torres (GO) e Edson Lobão (MA) foram convidados pelo vice-presidente José Alencar a se baldear para base governista, a partir da filiação ao PRB. Os senadores Cesar Borges (BA), Adelmir Santana (DF), Maria do Carmo Alves (SE) e Kátia Abreu (TO) também são assediados pelo governo.

Para políticos acostumados a gozar das benesses do poder, quatro anos fora do governo é muito sacrifício. Por isso, as cantadas do governo são sedutoras: indicação de afilhados políticos para altos cargos no governo, liberação de emendas parlamentares e a capitalização dos investimentos federais nos respectivos estados. A maioria dos assediados está em risco eleitoral e precisa se fortalecer para renovar os mandatos em 2010. “Esse assunto está bem encaminhado”, resumiu o vice-presidente José Alencar, no Palácio do Planalto, após o lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronaci) pelo presidente Lula.

Jantar


Na terça-feira passada, José Alencar convidou Tuma, Demóstenes e Lobão para um jantar em sua casa e fez a proposta à queima-roupa. Somente Demóstenes reagiu. Disse a Alencar que se sentia muito bem no PFL. Os senadores Tuma e Lobão, constrangidos, permaneceram em silêncio. Tuma não esconde o descontentamento com o DEM em São Paulo. O partido é controlado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e tem duas outras lideranças de expressão, o ex-governador Cláudio Lembo e Guilherme Affif Domingos, que obteve 43% dos votos válidos nas eleições passadas, quando foi derrotado pelo petista Eduardo Suplicy. Corregedor do Senado, Tuma também já manteve entendimentos com a cúpula do PMDB para ser transferir ao partido, mas não conseguiu assegurar que o ex-governador Orestes Quércia lhe garantiria a legenda para disputar a reeleição.

Líder do governo no Congresso, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) trabalha para formar maioria governista sólida com ajuda do pai, o senador José Sarney (PMDB-AP). Edson Lobão, do grupo sarneyzista, está em situação cada vez mais desconfortável no partido. A senadora Kátia Abreu (TO) vem sendo assediada a partir do governador Marcelo Miranda (PMDB). Maria do Carmo (SE) é pressionada pelo governador Marcelo Déda (PT). Cesar Borges (BA) vive às turras com o ex-governador Paulo Souto (DEM), que assumiu o comando do DEM na Bahia. Adelmir Santana (DF) foi convidado a ingressar no PSB pelo deputado Rodrigo Rollemberg (DF).

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Planalto mira no grupo político responsável por criar dificuldades nas votações e tenta convencer senadores do DEM a trocar de legenda



 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer ampliar a base governista no Senado e liquidar com o único reduto político de oposição que ainda pode criar dificuldades para a aprovação das propostas do governo no Congresso, principalmente a renovação da CPMF. O alvo das ações do Palácio do Planalto é o DEM, antigo PFL, que tem a segunda maior bancada de senadores e, sob a liderança do senador José Agripino (DEM-RN), faz a oposição mais dura ao Palácio do Planalto. Numa só tacada, na semana passada, os senadores Romeu Tuma (SP), Demóstenes Torres (GO) e Edson Lobão (MA) foram convidados pelo vice-presidente José Alencar a se baldear para base governista, a partir da filiação ao PRB. Os senadores Cesar Borges (BA), Adelmir Santana (DF), Maria do Carmo Alves (SE) e Kátia Abreu (TO) também são assediados pelo governo.

Para políticos acostumados a gozar das benesses do poder, quatro anos fora do governo é muito sacrifício. Por isso, as cantadas do governo são sedutoras: indicação de afilhados políticos para altos cargos no governo, liberação de emendas parlamentares e a capitalização dos investimentos federais nos respectivos estados. A maioria dos assediados está em risco eleitoral e precisa se fortalecer para renovar os mandatos em 2010. “Esse assunto está bem encaminhado”, resumiu o vice-presidente José Alencar, no Palácio do Planalto, após o lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronaci) pelo presidente Lula.

Jantar


Na terça-feira passada, José Alencar convidou Tuma, Demóstenes e Lobão para um jantar em sua casa e fez a proposta à queima-roupa. Somente Demóstenes reagiu. Disse a Alencar que se sentia muito bem no PFL. Os senadores Tuma e Lobão, constrangidos, permaneceram em silêncio. Tuma não esconde o descontentamento com o DEM em São Paulo. O partido é controlado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e tem duas outras lideranças de expressão, o ex-governador Cláudio Lembo e Guilherme Affif Domingos, que obteve 43% dos votos válidos nas eleições passadas, quando foi derrotado pelo petista Eduardo Suplicy. Corregedor do Senado, Tuma também já manteve entendimentos com a cúpula do PMDB para ser transferir ao partido, mas não conseguiu assegurar que o ex-governador Orestes Quércia lhe garantiria a legenda para disputar a reeleição.

Líder do governo no Congresso, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) trabalha para formar maioria governista sólida com ajuda do pai, o senador José Sarney (PMDB-AP). Edson Lobão, do grupo sarneyzista, está em situação cada vez mais desconfortável no partido. A senadora Kátia Abreu (TO) vem sendo assediada a partir do governador Marcelo Miranda (PMDB). Maria do Carmo (SE) é pressionada pelo governador Marcelo Déda (PT). Cesar Borges (BA) vive às turras com o ex-governador Paulo Souto (DEM), que assumiu o comando do DEM na Bahia. Adelmir Santana (DF) foi convidado a ingressar no PSB pelo deputado Rodrigo Rollemberg (DF).