antigas Publicado: 27/08/2007 | 10:38

Açúcar e álcool superestimam números do emprego industrial

Folha de S. Paulo

O aumento nas contratações de mão-de-obra feitas pelo setor sucroalcooleiro tem superestimado o desempenho do emprego industrial neste ano. A conclusão consta de estudo feito pela Fiesp sobre o desempenho do emprego na indústria paulista.
O índice de emprego na indústria paulista cresceu 7,31% nos primeiros sete meses deste ano, um aumento de 151 mil novas vagas. Sem o efeito do setor sucroalcooleiro, esse índice cai para 2,63%.
No ano passado, o emprego industrial já sofria influência do açúcar e do álcool. Nos primeiros sete meses, o emprego na indústria tinha apresentado um crescimento de 3,9%, mas, sem o setor sucroalcooleiro, esse índice caia para 0,31%.
Dessa forma, a Fiesp diz que, em razão desse efeito do açúcar e do álcool, o desempenho do emprego industrial tem que ser interpretado com parcimônia, já que na massa de contratações se incluem também empregos gerados no plantio, manejo e corte da cana. Ou seja, empregos com características muito mais agrícolas do que industriais.
O lado positivo, segundo a Fiesp, é que a contratação desses trabalhadores pelas usinas aumenta a formalização do emprego. Os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostram que a formalização no setor de cana-de-açúcar chega a 73%, contra 32% do setor agrícola como um todo, além de ser uma importante fonte de renda para os trabalhadores menos especializados.
O quadro atual de aumento de demanda por álcool, motivado pelo crescente interesse externo pelo produto como alternativa energética e interno pelos automóveis bicombustíveis, tem provocado um crescimento tanto de usinas como da área cultivada com cana-de-açúcar.
A Fiesp chama a atenção para o fato de, tradicionalmente, utilizar-se a evolução do emprego industrial como indicador do desempenho da produção. Como a expansão nas usinas de açúcar e álcool tem superestimado os dados do emprego industrial, a Fiesp espera que o número de contratações se expanda muito mais do que a produção.
É isso que explica o fato de a produção industrial ter crescido 3,46% no primeiro semestre, segundo dados do IBGE, enquanto o emprego calculado pela Fiesp se expandiu 6,9%.

Folha de S. Paulo

O aumento nas contratações de mão-de-obra feitas pelo setor sucroalcooleiro tem superestimado o desempenho do emprego industrial neste ano. A conclusão consta de estudo feito pela Fiesp sobre o desempenho do emprego na indústria paulista.
O índice de emprego na indústria paulista cresceu 7,31% nos primeiros sete meses deste ano, um aumento de 151 mil novas vagas. Sem o efeito do setor sucroalcooleiro, esse índice cai para 2,63%.
No ano passado, o emprego industrial já sofria influência do açúcar e do álcool. Nos primeiros sete meses, o emprego na indústria tinha apresentado um crescimento de 3,9%, mas, sem o setor sucroalcooleiro, esse índice caia para 0,31%.
Dessa forma, a Fiesp diz que, em razão desse efeito do açúcar e do álcool, o desempenho do emprego industrial tem que ser interpretado com parcimônia, já que na massa de contratações se incluem também empregos gerados no plantio, manejo e corte da cana. Ou seja, empregos com características muito mais agrícolas do que industriais.
O lado positivo, segundo a Fiesp, é que a contratação desses trabalhadores pelas usinas aumenta a formalização do emprego. Os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostram que a formalização no setor de cana-de-açúcar chega a 73%, contra 32% do setor agrícola como um todo, além de ser uma importante fonte de renda para os trabalhadores menos especializados.
O quadro atual de aumento de demanda por álcool, motivado pelo crescente interesse externo pelo produto como alternativa energética e interno pelos automóveis bicombustíveis, tem provocado um crescimento tanto de usinas como da área cultivada com cana-de-açúcar.
A Fiesp chama a atenção para o fato de, tradicionalmente, utilizar-se a evolução do emprego industrial como indicador do desempenho da produção. Como a expansão nas usinas de açúcar e álcool tem superestimado os dados do emprego industrial, a Fiesp espera que o número de contratações se expanda muito mais do que a produção.
É isso que explica o fato de a produção industrial ter crescido 3,46% no primeiro semestre, segundo dados do IBGE, enquanto o emprego calculado pela Fiesp se expandiu 6,9%.